OPINIÃO: MUDANÇA NA PREFEITURA, POLUIÇÃO E EMPREGO

Coluna de Fausto JR no Jornal A FOLHA - Torres

11 de Janeiro de 2018

PREFEITO DE TORRES AJUSTA EQUIPE COM NOMES INTERNOS

Por vários motivos, a maioria de ordem pessoal, secretários do governo Carlos Souza (aqui de Torres) saíram de suas funções nos últimos trinta dias. E agora o prefeito começa a repor os nomes e comunicar as trocas e suas peculiaridades, o que é importante, porque se trata de pessoas e de funções que criam expectativas grandes na população de cidades pequenas como a nossa.
Uma destas mudanças foi a nomeação da Secretária de Administração Silvia Teixeira para a Secretaria de Educação. Trata-se de um nome de confiança do PP de Torres, nome este que tem estado em secretarias desde o inicio do governo de Nílvia Pereira (onde o PP era coligado e duraram quatro anos) e que não tem recebido críticas diretas. O desafio na Educação é grande para manter a pasta em ordem, maior ainda se for para liderar as mudanças que estão sendo anunciadas no conteúdo programático. Boa sorte!
Para substituir Silvia na secretaria da Educação Secretaria de Administração, a pasta passa a ser liderada de forma interina pelo administrador Fernando Paz. Ele estava trabalhando eu uma assessoria de Planejamento estratégico do prefeito Carlos. Mas é formado em Administração e trabalhou em empresas do setor.
Já a saída não esperada da agora da ex-secretária Carla Daitx nomeou interinamente para a Secretária de Turismo a já diretora da prefeitura Silvia Brognoli. A própria Carla sugeriu o nome de Silvia para substituí-la.
A secretaria ainda interina é graduada em Hotelaria e Turismo e já trabalhou na secretaria no governo João Alberto, no Governo Nílvia e vinha trabalhando neste novo governo. Acho que estava na hora da profissional ter sua vez. Deve dar o recado.

Pequenas e micro empresas têm mais tempo para se adaptar à inclusão formal…

O governador José Ivo Sartori editou decreto, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) no final do ano postergando para 1º de janeiro de 2019 a obrigatoriedade de contribuintes com faturamento de até R$ 360 mil por ano emitirem a NFC-e (Nota Fiscal de Consumidor eletrônica). A mudança de data para estas empresas do setor do varejo, que estão enquadradas no Simples Gaúcho, decorre principalmente das dificuldades de acesso à Internet em regiões do interior.
Na pratica é uma forma do governo dar mais fôlego para pequenos empreendedores (como a maioria aqui na região do Litoral Norte) de se prepararem para ter mais este trabalho, o que gera mais gastos em tempo e naturalmente mais gastos em impostos com a total formalização dos negócios.

...Mas têm mais inadimplência.

Do outro lado, um estudo da Serasa Experian revela que no Brasil, em novembro de 2017, o número de Micro e Pequenas Empresas em situação de inadimplência chegou a 4.905.980, o maior número registrado desde março de 2016, quando o levantamento passou a ser feito. Em relação a novembro de 2016, o aumento foi de 11,1%.
De acordo com os economistas da Serasa, a alta da inadimplência das Micro e Pequenas Empresas está sendo liderada pelas empresas do setor de serviços. Para estas, a recuperação da economia em 2017 ainda não chegou de forma significativa, diferentemente do que vem ocorrendo em outros segmentos econômicos como o agronegócio e o varejo, por exemplo.
Assim, sofrendo ainda dificuldades financeiras, as Micros e Pequenas Empresas do setor se serviços impulsionam a inadimplência corporativa para cima.

CADÊ O EMPREGO?

A taxa de desocupação média brasileira atingiu 12,0% no trimestre que compreende os meses de setembro a novembro. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, houve uma queda de 0,6 p.p. (pontos percentuais) ante o trimestre anterior (junho, julho e agosto). Na comparação com o mesmo trimestre de 2016 (11,9%), a taxa ficou estável.
Também no BRASIL, o rendimento médio das pessoas ocupadas foi de R$ 2.142,00, nos meses de setembro a novembro, com acréscimo real de 2,6% em relação à remuneração no mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.087,00). A massa de rendimento real aumentou 4,5% na mesma base de comparação, refletindo a elevação, tanto do rendimento médio quanto da população ocupada.
A redução na taxa de desocupação segue em ritmo de queda pautada principalmente pelo aumento nas ocupações sem carteira assinada e por conta própria. Para o próximo ano, com a expectativa de maior crescimento econômico, a perspectiva é de que a taxa de desocupação siga diminuindo, com aumento, inclusive, nas ocupações com carteira assinada.

Torres não tem este problema de poluição como em Santa Catarina!

A última análise de balneabilidade da Fundação Estadual do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) apontou as praias de Canasvieiras e de Jurerê impróprias para banho em muitos pontos. Também dos sete pontos analisados em Ingleses, apenas um está próprio no canto norte da praia. O problema não é somente na Ilha. Trata-se de um problema grande em todo o litoral catarinense, onde vários pontos de mar são apontados nos relatórios de praias improprias das cidades litorâneas catarinenses, diferente de Torres e de todo o litoral Norte que não têm este problema.
É que aqui as ligações de esgoto são contínuas. Temos ainda problemas de ligações clandestinas diretas, uma falta de respeito dos que assim o fazem e uma obrigação da prefeitura em arrumar. Mas podemos ficar tranquilos que os banhos de mar são limpos. Quando tem o chamado “chocolatão” não se trata de sujeira, trata-se de uma alga que escurece a água e até faz bem para a saúde.
Para confirmar os pontos impróprios em Santa Catarina basta entrar no site da FATMA e conferir as praias poluídas. Aqui no RS até agora nenhum ponto no Litoral foi considerado improprio nos relatórios da nossa FEPAM.




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