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Torres, RS, 30 de Abril de 2017.

Commam pede atenção especial do futuro prefeito com relação a área do meio ambiente em Torres
Qua, 21 de Dezembro de 2016 13:35

 

Reunião extraordinária (foto) foi realizada dia 14 de dezembro para ajustar com Carlos Souza  às expectativas do conselho  

 

Por Maiara Raupp

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O Conselho Municipal do Meio Ambiente (Commam) realizou uma reunião extraordinária nesta quarta-feira (14), na Prefeitura Municipal de Torres, para entregar ao prefeito eleito Carlos Souza um documento onde reivindica uma atenção especial do futuro gestor com relação à Secretaria do Meio Ambiente e às ações de preservação ambiental no município.  O motivo principal da reunião foi a preocupação dos conselheiros com o anúncio da unificação da Secretaria do Meio Ambiente e do Planejamento, o que segundo os conselheiros pode comprometer ainda mais o setor e o andamento das ações de preservação ambiental na cidade.

Durante a reunião, o futuro prefeito explicou como funcionará essa unificação e garantiu que isso não comprometerá em nada o setor. “Em virtude da dificuldade financeira que passa o país, o estado e também o município isso é necessário. Não é só o Meio Ambiente que será integrado, há outras secretarias que também serão unificadas. No entanto, isso não afetará o andamento das atividades. Muito pelo contrário, essa reestruturação é para melhorar o fluxo de trabalho e agilizar os processos, que hoje são morosos. Será uma redução de custos sem afetar a eficiência. A nomenclatura da secretaria mudará, mas o importante é que a máquina funcione”, afirmou Carlos, explicando ainda aos conselheiros todo o organograma da secretaria.

Com relação à morosidade nos processos ambientais que passam pela secretaria, o biólogo e funcionário de carreira da Prefeitura, Rivaldo Silva, explicou que não há corpo técnico suficiente para atender a demanda que cresce a cada dia. “Enquanto não se contratar mais funcionários, não tem como atender com agilidade a demanda. Esse ano passaram pela secretaria cerca de 3 mil processos, 2 mil nós conseguimos despachar, os outros mil ficarão para o ano que vem”, disse Rivaldo, que pediu uma atenção especial do futuro prefeito para esse caso.  O gestor do Parque da Itapeva, Paulo Grubler, reforçou o pedido. “Os licenciamentos ambientais demorar demais. Fica tudo trancado no município. É preciso uma solução urgente nesse sentido para facilitar para todos”, completou Paulo.

Além do quadro de funcionários, o biólogo Rivaldo solicitou uma atenção com relação à estrutura física na qual está instalada a secretaria. Para esse assunto, Carlos informou que ainda em 2017 pretende dar andamento na reforma de mais três andares do centro administrativo da Prefeitura Municipal para que a secretaria seja realocada.

 

CANIL Municipal será gerido pela secretaria da saúde

 

Outra demanda levantada pelos conselheiros foi o destino do Canil Municipal, que hoje é gerido pela secretaria do Meio Ambiente e, no entendimento do Conselho, deve ser repassado para a secretaria da Saúde, já que é uma questão de saúde pública. “Esse é um pedido antigo do Conselho e que nunca foi atendido. Esperamos que essa gestão abrace essa ideia”, defendeu a presidente do Commam, Ivana Freitas. Também acreditando que esse é o caminho, Carlos Souza anunciou que as tratativas já estão sendo feitas para que o Canil Municipal seja repassado à secretaria da Saúde e tenha um setor específico para cuidar disso.

 

Loteamentos irregulares:  outra preocupação

 

Os loteamentos irregulares e clandestinos são outro ponto destacado durante a reunião. O gestor do Parque da Itapeva, Paulo Grubler, alertou que isso traz um passivo econômico enorme e muitos prejuízos ambientais ao município. “Quando está dentro da legibilidade é benéfico, mas na forma que está ocorrendo só traz problemas”, garantiu Paulo. Nesse sentido, Carlos disse que é um grande desafio que teremos que enfrentar. “Nós queremos o desenvolvimento da cidade de uma forma sustentável. Para isso precisamos dialogar com os técnicos, fiscalizar e trabalhar em parceria”, ressaltou ele.

O vereador e futuro secretário de obras do município, Davino Lopes, também defendeu esse pensamento que, segundo ele, também é da maioria dos munícipes. “A maioria dos torrenses diz que o meio ambiente é o que trava a cidade. Muitos apelam para a irregularidade porque a regularidade é muito morosa e burocrática. Precisamos reverter isso”, assegurou Davino. Ele chamou atenção ainda para a importância de se pensar em ações que explorem o turismo de uma forma sustentável. “Não podemos tornar o meio ambiente um empecilho, mas sim um atrativo turístico, só assim conseguiremos preservá-lo. Acho que promoção do turismo e preservação do meio ambiente devem andar juntos”, completou o futuro secretário.

 

Conselheiros saem aliviados após explanação

 

Após a explanação do futuro prefeito Carlos com relação às diretrizes que serão adotadas pela gestão, os conselheiros ficaram mais aliviados. “Ficamos preocupados com as especulações que chegaram aos nossos ouvidos, mas agora foi possível compreender melhor e ficamos felizes com a solução apresentada. Estamos à disposição para colaborar no que for preciso”, disse o funcionário da secretaria de Educação, Beto Chemin.

O gestor do Parque da Itapeva, Paulo Grubler, também disse que sai da reunião bastante esperançoso com os pronunciamentos. “Esperamos que as relações institucionais sejam melhores daqui para frente”, completou.

A grande maioria dos conselheiros desejou ao prefeito eleito êxito na árdua e longa tarefa. “Essa reunião foi muito oportuna e sensível. Os conselheiros puderam trazer suas demandas e tirar suas dúvidas. Isso traz maior tranqüilidade”, finalizou o agrônomo e ambientalista, seu Nabor Guazzelli.

 

 

 
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