Na última semana o ex-prefeito de Arroio do Sal, Luciano Pinto, anunciou sua pré-pré-candidatura a Deputado Estadual pelo Partido Republicanos. Luciano também foi escolhido como o nome dentro do seu partido para disputar como vice em uma chapa para a cadeira de Governador do RS na eleição de 2022, mas não aceitou.
Em entrevista dada na Rádio Jovem Pan de Osório, ele confirmou que está focado na eleição para uma cadeira na Assembleia Legislativa e explicou porque deixando clara as seguintes constatações deste colunista. Por exemplo:
1 – Ele teve dois mandatos como prefeito de Arroio do Sal quase que inquestionáveis, sendo reeleito em 2012 praticamente de forma automática pela população.
2 – Ele trabalha como assessor parlamentar do Deputado Carlos Gomes no trabalho aqui no Estado e viaja pelo RS há anos, além de já ter sido também assessor do então deputado José Ivo Sartori, quando deputado estadual na AL do RS, portanto conhece muito bem a atividade parlamentar.
3- Foi presidente da Federação dos Municípios do RS – Famurs – e teve notável e reconhecida gestão por ser um municipalista por ideologia, o que ajuda ações voltadas para municípios, uma necessidade do Litoral Norte.
4 – Pinto lembrou que o Litoral Norte tem voto para eleger até quatro deputados, o que prova que os mais de 13 mil votos que teve em 2018 podem se multiplicar facilmente – mesmo que a região queira eleger outro deputado ligado ao Litoral junto dele.
Particularmente eu (Fausto), acho que seria muito bom para os moradores do Litoral Norte (e em especial da região de Torres) a eleição de Luciano Pinto para uma cadeira na AL. Sou um fã do voto distrital e mesmo se este não é ainda fomentado por lei, sempre motivo que os moradores da região elejam um candidato daqui para estar na Assembléia Legislativa.
Se tivermos cada vez mais representantes da região na Capital ( em ou até em Brasília), teremos mais chance de sermos atendidos por emendas parlamentares, temos mais força de barganha para decisões de investimentos regionais nas áreas que necessitamos, como no Turismo, nas estradas dos arredores, na agricultura familiar das culturas da região, e etc.
Podem ajudar para que as cidades do litoral não sejam mais vistas como “pátios de veraneio” de moradores da capital, e sim como um local que possui potencial para investimentos municipalistas como no fomento ao turismo nacional e internacional, às atividades que estão ligadas ao mar como a pesca, os portos, além de sermos um ponto estratégico para a logística de indústrias não poluentes, por estarmos na beira da BR 101 (uma estrada totalmente duplicada) e também a aproximadamente 200 km de Florianópolis, de Porto Alegre e de Caxias ao mesmo tempo.
PARQUE DA GUARITA POR BURLE MARX?
O Empresário torrense Nilton Roberto Silva, carinhosamente chamado de Bujão, participou de um almoço do Rotary (em que eu também estava) realizado no restaurante Guarita Gastronomia, na Praia da Guarita. Lá ele me confidenciou que acha um desperdício dos gestores do parque que estes não retomem o projeto original, idealizado pelo paisagista Burle Marx. Para Bujão, retomar o nome do criador do conceito Parque da Guarita, além de utilizar a criação de um gênio, daria chance para multiplicar a obra pelo mundo, como uma forma de reforçar mais ainda o que o empresário torrense chama “o lugar de natureza mais bonito de todo o Rio Grande do Sul”, o que concordo.
Além da assinatura da criação da paisagem do Parque da Guarita ser uma forma de elevar o valor plástico do lugar paradisíaco por natureza, pelo mundo afora tem pessoas que escolhem destinos de viagem baseados justamente em obras de nomes mundialmente famosos, como o nosso Roberto Burle Marx.
Retomar os jardins com desenhos originais, utilizar os equipamentos desenhados como o teatro a céu aberto magnífico, dentre outros seria a nossa parte. Divulgar isto pelo mundo a parte do Estado do RS e do Brasil, na busca de propagandear nossas terras pelo mundo e pelo país.
TRABALHAR NA CAUSA OU NA CONSEQUÊNCIA NAS AÇÕES SOCIAIS?
Uns vereadores de Torres reclamam de falta de protocolos completos para atender pessoas que perdem suas casas por incêndio; outros reclamam da falta de atendimento famílias que necessitam de moradia; outros reclamam da falta de política pública para abrigar moradores de rua (ou pelo menos dar um lugar para que estes durmam) e outros, ainda, reclamam da estada de moradores de rua em locais que depreciam o conceito de turismo da cidade, pedindo que haja abordagens amistosas nos mesmos para que algum encaminhamento seja dado.
Concordo com todos os casos. O poder público nas cidades deve ter protocolos estruturados para atender todos os tipos de casos da assistência social. Mesmo que nestes protocolos os gestores locais encaminhem os vulneráveis socialmente a uma política pública gestionada pelos Estados Federativos no (nosso caso o RS) ou políticas públicas nacionais, como o antigo a Bolsa Família, agora Auxílio Brasil.
Mas é importante salientar que a parte mais responsável do setor público nas ações aos vulneráveis sociais é o de atacar mais na causa do que na consequência.
Uma pessoa da cidade está na rua, morando na rua. Há de ter uma ação social para atender o vulnerável, desde que ele queira (porque alguns não querem e têm que ser respeitados). Mas ao mesmo tempo há de se ter uma análise OBJETIVA dos motivos que levaram este Ser humano a morar na rua. Objetiva porque não serve atacar uma causa quando se coloca um motivo institucional – como explicação do tipo “o consumismo”, o “capitalismo”, a “Diferença Social”… Digo objetivo como falta de emprego, falta de educação e treinamento, baixa autoestima, vício em drogas, briga familiar e falta de apoio familiar e etc…. são motivos objetivos e diretos, e esses prolemas é que devem ser combatidos pelo setor público.
É muito mais importante uma nação, um Estado e um município brigarem juntos para implementarem ações sociais para gerar mais empregos – que quando faltam causam abandono social; para gerar estágios e frentes de trabalho para pessoas que não se sentem preparadas para serem profissionais e cuidarem da própria vida; de atenderem familiares com programas que expliquem como gerir um orçamento de uma casa e se sentirem importante por fazer parte do “time que trabalha para o seu sustento”, o que aumenta a autoestima do ser; ter programas eficazes de quebra de vícios de drogas envolvendo as famílias, ter programas estruturados de esportes para motivar uma vida sem vícios, e principalmente ter programas de conscientização da responsabilidade de mães e pais de cuidarem de seus filhos – pois não são os filhos que escolhem nascer, são os pais que resolvem colocar um filho no mundo e deveriam ser mais responsabilizados por isso.
Se as causas forem atacadas eficazmente, o poder público não necessitará ser eficiente em proteger muita gente em vulnerabilidade social, porque muito menos vulneráveis aparecerão. Isto se trata de uma política pública SUSTENTÁVEL, de ação social: atacar na consequência, mas atacar forte na causa.
