EDITORIAL – Troca de método

29 de maio de 2011

Todos os indicadores de Educação do sistema público brasileiros apontam para pouca eficiência em seus resultados. No contexto mundial estamos longe dos paí­ses com melhores notas e perto de paí­ses subdesenvolvidos, o que não gera nenhum orgulho.   Ao mesmo tempo, as principais mazelas encontradas na sociedade sugerem que são geradas pela mesma causa: a falta de limites nas relaçíµes entre pais e filhos e na relação entre Escola (professor e direção) e alunos.  Criança se drogando na rua certamente é fruto da omissão de seus pais. Criança e adolescente que desrespeita o professores certamente é fruto da falha dos métodos de ensino na Escola.    

O Brasil parece que insiste em andar na contramão das tendências cabalmente provadas como os melhores caminhos verificados pelo planeta como método de ensino. Enquanto assistimos naçíµes darem pulos de cultura, educação e cidadania aplicando métodos nas escolas públicas que respeitam a disciplina, a hierarquia e o respeito í s semelhanças, nossa nação parece a que trabalha baseada em hipóteses da outra ponta nas teorias de educação.  Enquanto assistimos na TV diferenças visí­veis, como, por exemplo, foi apresentado no trabalho jornalí­stico veiculado no Fantástico, na Rede Globo, onde a organização, o compromisso dos professores e a disciplina são bases de escolas com bons resultados nas avaliaçíµes, o MEC no Brasil se preocupa em, ao contrário, confundir mais ainda os jovens alunos do paí­s com cartilhas anti-homofobia, metendo-se na intimidade dos seres e das famí­lias. Enquanto todas as tendências mundiais reportam para a necessidade de implementar o empreendedorismo pessoal como forma dos alunos competirem melhor na sociedade para buscarem suas posiçíµes profissionais, o secretário da Educação do Rio Grande do Sul critica esta tendência e diz que a educação deve ter uma linha mais humanista, como declarou para os jornais na semana passada. Sugere nosso secretário da pasta que empreendedorismo não se trata de humanismo.  

A crescente formação de pessoas que estão indo para o lado do mal na sociedade é fruto de várias mazelas sociais. A falta de recursos financeiros das famí­lias pode ser uma delas, mas a falta de proximidade dos pais para com seus filhos certamente é outra, talvez a principal.   A crescente entrada de pessoas de todas as classes no ví­cio da drogas também pode ter várias mazelas anteriores como causas do problema principal.   O consumismo exacerbado da sociedade pode ser uma delas, mas a falta de limites dados a eles (os viciados) por parte dos pais e da educação escolar certamente é uma delas, se não for também a principal. A própria corrupção, impregnada na cultura de levar vantagem dos brasileiros, também pode ter em seus principais motivos a falta e limites dados pelos pais í  seus filhos. E a escola também tem sua culpa. Como uma criança  que é pouco punida quando não atinge seus objetivos ou  não respeita regras sociais internas do seu estabelecimento de ensino  irá assimilar como legado que a vida pune, aqui e agora, os infratores ou mentirosos?  

Talvez para os trabalhadores do sistema educacional seja mais cí´modo entrarem de bico em projetos que mais parecem secagem de gelo conjunta, ao invés de abraçarem e se comprometerem por projetos que avaliam suas resolutividade com provas cabais: notas e comportamento. Fica muito mais confortável trabalhar anos a fio recebendo todos os dias 30 os salários, as comissíµes ou as caras remuneraçíµes por consultorias prestadas, quando os profissionais idealizadores projetam e aplicam sistemas educacionais de mensuração relativa. Não correm o risco de serem mal avaliados, mas trabalham e ganham; Tudo muito relativo, mas de fácil justificativa.  

 Está na hora de mudarmos a lógica do ensino. Disciplina, avaliação e respeito devem ser cobrados de alunos de todos os cantos do Brasil. E a sociedade deve cobrar com a mesma força dos educadores este tripé, que pode parecer retrógado, mas está provado que se trata de pilares vitais para o sistema de educação como um todo: disciplina, respeito e compromisso.  


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