Atentado a bomba em depósito de gás quase vira tragédia em Torres

Potente artefato explosivo - que, felizmente, não chegou a explodir - foi desarmado pelo Grupo de Operações táticas da BM na tarde de 25 de dezembro.

Foto da bomba, tirada pela proprietária do estabelecimento que sofreu o atentado (antes da mesma se dar conta do perigo que estava em suas mãos) - Imagem cedida ao jornal A FOLHA
25 de dezembro de 2017

Ao meio dia de hoje (25), um trajeto de cerca de 200 metros na Estrada Geral do Jacaré, interior de Torres, foi trancada pelo Brigada Militar e GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais da BM). A razão foi o que, inicialmente, era a suspeita de um artefato explosivo atirado contra um depósito de gás de cozinha da empresa Sulgás, localizada no bairro. Suspeita que, posteriormente, foi confirmada. Em torno das 16h45, uma potente bomba de fabricação caseira – envolta em papelão, de formato redondo, com pólvora, materiais explosivos e pregos em seu interior, além de dois pavios – foi detonada  pelo GATE. O jornal A FOLHA esteve no local durante a ação.

 

Quase tragédia

 

A proprietária do estabelecimento comercial, pela manhã, foi varrer o pátio quando encontrou o artefato, que segundo ela era bastante pesado. Sem saber do que se tratava, pegou-o e levou para dentro de sua casa. Achando curioso o objeto, tirou uma foto e mostrou a sua mãe, Adriana. Adriana aconselhou que a filha largasse o objeto a uma distância segura, e que chamasse a polícia, pois desconfiou que o artefato pudesse ser uma bomba. “Após ter noção do que podia ser, fiquei bastante assustada, pois tenho meus dois folhos pequenos, e moramos junto a um depósito de gás. Ou seja, uma grande tragédia poderia ter acontecido, poderia ter matado todos nós.  A bomba caiu muito próximo dos butijões, e acredito que foi arremessada pelos fundos do depósito”, explicou a Denise, proprietária da Sulgás.

A Brigada Militar, ao chegar no local, acionou o Gate – e este veio de Tramandaí já com equipamentos antibomba. Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros também acompanharam a ação. O local (incluindo a Estrada Geral do Jacaré) foi prontamente isolado pelos policiais do grupo de ações táticas. Em seguida, um buraco de cerca de 1m de profundidade foi cavado nas proximidades, e cautelosamente a bomba foi colocada em seu interior, sendo tapada com material de um metal resistente. Foi então que o artefato foi detonado, causando um forte estrondo nas redondezas.

Só então os técnicos do Gate conseguiram precisar o potencial destrutivo da bomba, levando-se em conta os materiais encontrados no interior da mesma (pólvora e pregos foram identificados num primeiro momento). Haviam cerca de 200 botijões de gás no depósito da empresa, sendo que – caso a bomba tivesse explodido no momento em que foi arremessada – teria provavelmente causado uma grande tragédia. Segundo os técnicos presentes no local, a bomba só não explodiu por conta dos seus pavios serem curto.

Após a detonação assistida, o proprietário do estabelecimento foi até a delegacia prestar depoimento. O que restou da bomba foi encaminhado para a perícia. O caso agora está sendo investigado.

 

Os arredores do local foram isolados pela BM

 


Publicado em: Policial






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