Na semana passada aconteceu a sistêmica audiência pública de apresentação do resultado do segundo quadrimestre do ano da Secretaria de Saúde de Torres. O resultado é oriundo da pactuação feita pela municipalidade torrense frente a 18ª coordenadoria regional do RS do Sistema Estadual da Saúde (SES) hierarquicamente também ligada ao SUS (Sistema único de Saúde do Brasil).
A apresentação foi feita pela representante da Secretaria, servidora concursada Reicelaine, que resumiu as funções do sistema municipal local de saúde, assim como apresentou resumos dos pontos fortes e fracos da medição quadrimestral de Torres frente às pactuações fixadas junto a 18ª coordenadoria.
Alguns dados foram introduzidos no início da apresentação como por exemplo:
1- Que a população Idosa de Torres já representa 20% do total – empatando com a o percentual do Rio Grande do Sul aproximadamente, mas acima do percentual médio do Brasil, esse que gira em torno de 16%.
2 – As visitas domiciliares nestes dois quadrimestres (período entre janeiro e agosto de 2026) alcançaram 32 mil pessoas.
3 – A principal causa de hospitalização de moradores de Torres foi relacionada a problemas ligados ao sistema circulatório.
4 – O percentual dos gastos de Saúde da prefeitura de Torres relacionados ao orçamento anual ficou em 22,18%, quando a Lei de responsabilidade fiscal exige como piso 15%. Estes mais de sete pontos percentuais de incremento aos cofres públicos local no sistema, segundo Reicelaine, está tornando-se quase como uma obrigatoriedade local, para que o sistema municipal possa fornecer o mínimo necessário para atender a demanda da população que busca atendimento local pelo SUS em Torres.
Não foi explicado especificamente o rateio do percentual de recursos municipais, estaduais e federais que compõem o orçamento dos gastos de Saúde de Torres, que (repetindo) chegam a 22% do orçamento anual da cidade. É que no financiamento do sistema municipal existem repasses ordinários mensais disponibilizados pelo sistema nacional e estadual para os municípios, alguns referentes aos atendimentos e outros fixos, que somados aos disponibilizados diretamente pela receita local do orçamento somam o valor total dos gastos ( ou investimentos).
Destaques positivos ( acima das metas pactuadas)
– O atendimento à Saúde Materna Infanti atingiu 50 %, quando a meta era de 30%, quase que dobrando. A implantação de Dispositivo Intrauterino (DIU) em mulheres que optaram por interromper a fertilidade foi um dos destaques desse tema.
– O aumento de cuidados com a Pessoa Idosa foi ampliado, com a servidora indicando que cresceu numericamente em relação às metas da atividade no sistema.
– Uma notícia positiva geral foi a de a Secretaria de Saúde de Torres teria cumprido todos os protocolos do SUS no período, ou seja, teve participação em todas as reuniões de nivelamento chamadas pela coordenadoria, consequentemente pelo SES (Sistema Estadual de Saúde do RS) e pelo sistema nacional, o que é uma questão bem avaliada nas metas.
Destaques Negativos (abaixo das metas pactuadas)
– O atendimento da Saúde Bucal foi menor do que a meta, embora a cidade não tenha deixado de fazer os atendimentos. É que Torres está demandando junto ao SUS, novas homologações de equipes de atendimento à Saúde Bucal, onde o SUS não tem respondido às demandas, o que diminui o alcance da procura local, segundo informou a servidora da Saúde na audiência.
– Os atendimentos dos Agentes de Saúde foram em menor número do que os pactuados na meta (mesmo sendo grande a quantidade) o que projeta a necessidade de contratação de mais agentes pela prefeitura de Torres.
– A adesão a vacinação pactuada foi menor que a cobertura projetada nas metas de forma generalizada. Segundo Raiselaine, uma tendencia que iniciou após a epidemia de Covid 19 em todo o Brasil.
Saúde de adolescentes
Casualmente, a audiência pública aconteceu em meio a uma visita técnica proporcionada pela gestão da Câmara Municipal de Torres para alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Justino Alberto Tietboehl, para que os adolescentes e crianças presentes conhecessem o trabalho e a importância da Câmara de Vereadores na vida da cidade já na idade estudantil. Os organizadores da Casa Legislativa convidaram os alunos e professores a estarem junto na Audiência Pública, o que foi aceito. E por isso também, no final da audiência alguns vereadores levantaram dúvidas sobre as políticas públicas do sistema frente a demanda de Saúde desse segmento social torrense (adolescentes).
Os programas de vacinação preventiva contra HPV (papilomavírus humano), disponíveis nos postos de Saúde também para adolescentes, assim como a disponibilidade de vacinação para crianças contra Covid-19, foram algumas das medidas em ação apresentadas aos vereadores e, consequentemente, aos alunos da escola.
Quer acompanhar as notícias do jornal A FOLHA Torres no seu celular?
CLIQUE AQUI e acesse nosso grupo no Whatsapp






