Chove Chuva…

12 de agosto de 2011

 

Por Guilherme Rocha    

                    O clima no inverno de Torres já é historicamente marcado pelas chuvas constantes. Muita gente vai dizer que uma chuvinha até tem seu valor, é uma boa oportunidade para assistir um bom filme, dormir com o relaxante som dos pingos magicamente caindo do céu. Porém, quando essas chuvas se tornam em freqí¼entes temporais, como temos visto por aqui nas últimas semanas, não há bom humor que agí¼ente. Até quarta-feira, Torres já tinha registrado praticamente o volume de chuva estimado para todo o mês de agosto. E os estragos decorrentes desses excessos também têm consequências refletem nas ruas, na agricultura e no psicológico das pessoas.    

                      Nessa quarta-feira (dia da elaboração da matéria) a chuva havia dado uma trégua, e as pessoas puderam sair í s ruas sem os guarda-chuvas. Mas isso não quer dizer que a pulação de poças acabou para quem estar caminhando. São muitos os buracos e calçadas ainda inundadas pelos temporais dos últimos dias. Em alguns lugares, o ní­vel de água nos buracos é tão grande que as poças assumem um aspecto de verdadeiros lagos. "í‰ uma vergonha o estado de nossas ruas. Tem vezes que é impossí­vel de cruzar uma rua, pois a água está por todos os lados. E ainda por cima é perigoso, pois as calçadas molhadas ficam cheias de limo e é muito fácil de escorregar", indica o aposentado Fernando Cardona, argentino radicado em Torres.    

                      Sobre esse assunto, o Secretário de Obras do municí­pio, Jair Machado, indica que a chuva realmente atrapalha no reparo de das estradas de Torres. "A situação é que ainda temos cerca de 250km de estradas de chão no municí­pio, e fatalmente com a chuva essas estradas ficam em situação mais precária para o tráfego. Muito do trabalho que temos com o patrolamento acaba se perdendo com os temporais, pois com as ruas cheias d’água e o tráfego muitas vezes pesado, os buracos que haviam sido tapados acabam voltando, e outros também podem surgir. Além disso, o trabalho de limpeza urbana também fica prejudicado", indica o secretário.

                        Os prejuí­zos da chuva em excesso também se refletem na agricultura de Torres e região. "Quando ocorrem chuvas na quantidade adequada é bom para o campo, mas temporais constantes acabam atrapalhando nas lavouras. O arroz já havia sido colhido, mas o preparo do terreno para uma nova safra fica prejudicado. Além disso, os temporais, juntamente com o vento, acabam rasgando as folhas das bananeiras, e os animais também acabam sentindo o desgaste", indica o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Torres, José Carlos de Matos, que estima um prejuí­zo de 10% na atividade agrí­cola em decorrência das chuvas. "Ainda por cima fica quase impossí­vel de trafegar pelas estradas de chão, alagadas e enlameadas, para chegar í s moradias dos agricultores, chega a ser perigosa a situação" finaliza o sindicalista.  


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