PARECE QUE CONTINUAMOS ASSIM (Sí“) BELEZA PURA
Azar = Revés. Mau-olhado = Desgraça induzida pelo olhar. Quebranto = Desgraça resultante do Mau-olhado. Urucubaca = Caiporismo.
Ainda sujeitos a comprovação, são 19 os meus leitores, atraídos pela Torre. Dois obrigatórios: a Mulher e o Zelador da própria Torre. Eles, e mais alguns possíveis paroquianos, andam assustados com as imprecaçíµes e com o número de interrogaçíµes-cobrança da última coluna n™A FOLHA (12/06/10). Ainda não viram o suficiente. Todos aqueles substantivos aziagos ali em cima se aplicam quando, a contra-gosto, somos compelidos a ressaltar as coisas feias da Mais Bela.
Quis o destino que tivéssemos laços familiares na cidade de Gramado. Isto gera uma movimentação de pra-lás e pra-cás, com relativa frequencia. Impossível não comparar as duas Matrizes do Turismo do Rio Grande do Sul. Dá uma tristeza muito triste (redundância sofrida) na gente, ao descer a serra. Chega a ser covardia querer comparar, ainda que apenas duas coisas, as infra-estruturas urbanas e a atmosfera lúdico-turística da população. Na Serra, tudo se processa de forma articulada com as autoridades administrativas. Quanto a nós, carregamos nas costas todas aquelas pragas. Tal qual o círculo de giz, que aprisiona o peru, na véspera. Parece que não conseguimos romper o espírito e a conduta de paroquianos arraigados. Nossas desgraças, então, repercutem mais, nas comunidades e nas mídias. Basta lembrar duas delas. Ambas fora de jeito, lugar e hora. Na alegria do festival de ultra-leves, aquela barbeiragem trágica, de quem estava acostumado a voar sobre as infindáveis planícies de soja do Mato Grosso. Depois, vem o desfecho sangrento, í luz do dia e em plena via pública, da nova modalidade de relaçíµes afetivas (?): o InfoMotel, oferecido pela conspurcada Internete. Começa com o excitante tele-jogo de sedução, evoluindo para um corolário meio Romeu & Julieta de periferia.
TEM MAIS
Antes de requerer uma Pajelança (benzedura = misifi! misifi!) para nossa paróquia, vamos voltar í s interrogaçíµes-cobrança. E o enclave norte-americano, vizinho de parede-meia com a Estação Rodoviária? O nome é mais que politicamente correto, Nacional. Tá certo, eles têm o poder (Domínio), calçados na globalização, porteira da disponibilidade oferecida. Capaz ! que no território lá deles, seja permitida a promiscuidade gente-veículos nos pátios de estacionamento. Falamos dos pedestres entrantes e saintes. Não importa (ou por isto mesmo) a exigí¼idade do espaço, faltam telas formando corredores de circulação pessoal. E a geometria dos canteiros internos, tirando lascas dos pneus? Vamos arredondar os cantos? E a visibilidade totalmente prejudicada, no portão de saída? Um par de orelhíµes xifópagos, em intimidade com um ponto de í´nibus? Acesso motorizado í José Bonifácio, só com cautela extrema e uma boa dose de estresse.
A exemplo do nosso mestre cuca de gala, voltaremos!, para falar dos maus tratos impingidos ao bom amigo e plácido Rio Federal, o Mampituba.
grlacerd@terra.com.br


