PAJELANí‡A PARA TORRES

21 de junho de 2010

PARECE QUE CONTINUAMOS ASSIM (Sí“) BELEZA PURA

Azar =   Revés. Mau-olhado = Desgraça induzida pelo olhar. Quebranto = Desgraça resultante do Mau-olhado.   Urucubaca =   Caiporismo.

 

Ainda sujeitos a comprovação, são 19 os meus leitores, atraí­dos pela Torre. Dois obrigatórios: a Mulher e o Zelador da própria Torre. Eles, e mais alguns possí­veis   paroquianos, andam assustados com as imprecaçíµes e com o número de interrogaçíµes-cobrança da última coluna n™A FOLHA (12/06/10). Ainda não viram o suficiente. Todos aqueles substantivos aziagos ali em cima se aplicam quando, a contra-gosto, somos compelidos a ressaltar as coisas feias da Mais Bela.

 

Quis o destino que tivéssemos laços familiares na cidade de Gramado. Isto gera uma movimentação de pra-lás e pra-cás, com relativa frequencia. Impossí­vel não comparar as duas Matrizes do Turismo do Rio Grande do Sul. Dá uma tristeza muito triste (redundância sofrida) na gente, ao descer a serra. Chega a ser covardia querer comparar, ainda que apenas duas coisas, as infra-estruturas urbanas e a atmosfera lúdico-turí­stica da população. Na Serra, tudo se processa de forma articulada com as autoridades administrativas. Quanto a nós,   carregamos nas costas todas aquelas pragas. Tal qual o cí­rculo de giz, que aprisiona o peru, na véspera. Parece que não conseguimos romper o espí­rito e a conduta de paroquianos arraigados. Nossas desgraças, então, repercutem mais, nas comunidades e nas mí­dias. Basta lembrar duas delas. Ambas fora de jeito, lugar e hora. Na alegria do festival de ultra-leves, aquela barbeiragem trágica, de quem estava acostumado a voar sobre as infindáveis planí­cies de soja do Mato Grosso. Depois, vem o desfecho sangrento, í  luz do dia e em plena via pública, da   nova modalidade de relaçíµes afetivas (?): o InfoMotel, oferecido pela conspurcada Internete. Começa com o excitante tele-jogo de sedução,   evoluindo para um corolário meio   Romeu & Julieta de periferia.            

 

TEM MAIS

 

                      Antes de requerer uma Pajelança   (benzedura = misifi! misifi!) para nossa paróquia,   vamos voltar í s interrogaçíµes-cobrança. E o enclave norte-americano, vizinho de parede-meia com a Estação Rodoviária?   O nome é mais que politicamente correto, Nacional. Tá certo, eles têm o poder (Domí­nio), calçados na globalização, porteira da disponibilidade oferecida. Capaz ! que no território lá deles, seja permitida a promiscuidade gente-veí­culos   nos pátios de estacionamento. Falamos dos pedestres entrantes e saintes. Não importa (ou por isto mesmo) a exigí¼idade do espaço, faltam telas formando corredores de circulação pessoal. E a geometria dos canteiros internos, tirando lascas dos pneus? Vamos arredondar os cantos?   E a visibilidade totalmente prejudicada, no portão de saí­da? Um par de orelhíµes xifópagos, em intimidade com um ponto de í´nibus? Acesso motorizado í  José Bonifácio, só com cautela extrema e uma boa dose de estresse.  

 

A exemplo do nosso mestre cuca de gala, voltaremos!, para falar dos maus tratos impingidos ao   bom amigo e plácido Rio Federal, o Mampituba.

 grlacerd@terra.com.br


Publicado em:







Veja Também





Links Patrocinados