INVASíO DE PRIVACIDADE

21 de junho de 2010

 

   O pátio da casa da minha amiga é totalmente cercado pela construção da casa, ficando livre apenas um pequeno ângulo cujas laterais dão uma para o pátio vizinho e outra para a rua, ambas fechadas por muros de dois metros de altura, mesmo assim, as duas cadelas da casa, num certo dia, amanheceram mortas, envenenadas. A famí­lia ficou de luto, entristecida pela violência do ato e pela perda dos amados bichinhos sem nenhuma razão aparente.

O jardim do prédio recém construí­do onde está instalado o centro onde praticamos Ioga fica aberto para a rua, foi planejado com cuidado e executado por uma floricultura e ficou lindo, repleto de belas plantas, entre elas buxinhos artí­sticos e vistosas bromélias cultivadas especialmente para colorirem e adornarem jardins. Por mais de uma vez tem amanhecido desfalcado de várias de suas plantas. Os proprietários desanimaram, pois tudo foi feito com esforço e carinho para embelezar aquele pequeno trecho da rua e vai sendo perdido sem justificativa alguma.

A lixeira seletiva foi devidamente instalada para a coleta do lixo da residência, dois dias depois havia sumido, deixando apenas os restos da corrente com a qual estava presa na parede. A dona da casa desiludiu-se, pois além do desejo de engajamento na coleta correta do lixo houve despesa que pesou no orçamento doméstico a qual foi perdida sem cumprir seu objetivo.

O carro novinho, comprado em longas e suadas prestaçíµes, ficou estacionado noite dessas defronte í  casa de amigos enquanto jantavam. Na saí­da lá estava ele com dois longos e profundos riscos ao longo da lateral do lado do motorista. Desolação, algo feito por total falta de consciência e pura maldade.

Poderí­amos enumerar mais uma, duas, três centenas, milhares de fatos iguais a esses demonstrando a falta de formação humana, as falhas de caráter, o domí­nio do lado destrutivo das pessoas sobre o lado bom, respeitoso, coerente, o desequilí­brio entre as forças internas do bem e do mal dentro de cada indiví­duo. Açíµes que não tem justificativa alguma e das quais nada podemos fazer para proteger-nos e ao nosso patrimí´nio. A nossa privacidade é invadida despudoradamente e nada podemos fazer. De que adianta registrar uma ocorrência na Delegacia de Polí­cia se os inspetores têm poucos recursos para agirem e tem coisas mais sérias e graves nas quais trabalharem?

Educação, só nos resta trabalhar por um sistema de educação melhor no qual a famí­lia e a escola mudem seus parâmetros e abordem moral, ética, formação de personalidade e de caráter de forma mais coesa e intensa. Celular na escola, na sala de aula, fones de ouvido… estão faltando normas claras e objetivas do que se pode e não se pode fazer. A barreira, o stop, o chega, daqui eu não posso passar precisa ser esclarecido e exigido de todos, até que se torne um hábito saudável de vida social. Nossa sociedade está doente, o remédio precisa ser amargo, a cura não é certa, mas é preciso tentar.

   


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