PRECICLAR

25 de junho de 2010

 

O presente texto é baseado em algumas idéias de Pólita Gonçalves, retiradas de material da INTERNET. Parte a autora da pergunta: – Você sabe o que é preciclar? Certamente, não sabemos. Ou podemos deduzir pela composição da palavra: pré=antes, ciclar= fazer de novo. Supomos então que preciclar é fazer antes de novo. Segundo a autora, preciclar é pensar antes de comprar. Conforme ela, 40% do que compramos é lixo. São embalagens que, quase sempre, não servem para nada, vão direto para o lixo aumentando os nossos restos imortais no planeta. Preciclar, portanto, é pensar nos resí­duos antes de comprar, é pensar sobre o que fazer com eles.    

Há três grandes RRR sobre os quais pensar e agir nesse momento: Reduzir, Reutilizar, Reciclar. Reduzir o desperdí­cio. Reutilizar sempre que possí­vel antes de jogar fora e Reciclar, ou melhor, separar para reciclagem e encaminhar para locais corretos onde selecionadores após processos de prensamento enviarão para outros locais onde acontece a verdadeira reciclagem, ou seja, o aproveitamento da matéria prima que será transformada em algo igual ou algo novo através da combinação desses materiais.    

Podemos participar desse processo reduzindo o consumo de coisas que geram lixo sem necessidade. Bom exemplo são as sacolas plásticas utilizadas nas compras. Levar í s compras sacolas de tecido, muito duráveis e que fazem o mesmo efeito das sacolas plásticas. No caso de levarmos para casa sacolas plásticas, reutilizá-las para a coleta do lixo dos WCs, somente descartando quando estiverem devidamente cheias. Se dispomos de um pátio, fazer o buraco dos resí­duos degradáveis, cascas de frutas, legumes, restos de comida. Antigamente, o cão e os gatos das nossas casas eram alimentados com as sobras das nossas mesas e das nossas cozinhas, e eram animais saudáveis que viviam muitos anos em nossas casas, não havia essa de ração especial pra esse ou aquele tipo de animal. Hoje, com a evolução da Veterinária e da Nutrição, até comidinha especial em latas de alumí­nio são vendidas no mercado, as raçíµes vêm embaladas em sacos plásticos especiais e geramos lixo e mais lixo.  

Reutilizar deveria ser um verbo conjugado em todos os momentos do nosso dia a dia. Há alguns anos quando iniciamos nosso mercado de produção e comercialização de sorvetes, eles eram embalados em baldes plásticos especiais, resistentes í s baixas temperaturas das câmaras frias, fáceis de armazenar e de transportar para as sorveterias e pontos de venda. E reutilizáveis. Repentinamente apareceu como se viesse do nada, uma lei proibindo a utilização dos baldes plásticos, obrigando os produtores a utilizarem embalagens descartáveis. Hoje o sorvete é embalado em caixas de papelão revestidas internamente de plásticos autocolantes de forma que não se degradam com facilidade quando jogadas fora, que são difí­ceis de serem lavadas sendo descartadas meladas de leite e doçuras. Qual a diferença ou o que justifica o desuso dos baldes plásticos reutilizáveis? Segundo os órgãos de Saúde, a falta de higiene, a proliferação de microorganismos e outras baboseiras mais. Quem produz alimentos tem que ter consciência do que faz e ser devidamente fiscalizado, pois higiene e correção de processos de produção são independentes de tipos de embalagens O mesmo acontece com as embalagens de bebidas. Antes tudo era embalado em garrafas de vidro reutilizáveis, hoje resistem nessas embalagens apenas a cerveja e o vinho, o resto vai de PET, latinhas de alumí­nio e as famigeradas caixas indegradáveis   TETRAPLAC. Explica-se isso?  

 Preciclar é pensar que a história das coisas não acaba quando as jogamos no lixo. Apenas mudam de destino e aumentam a nossa responsabilidade com a nossa grande casa mãe: o planeta Terra.  

 


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