DEUS E/OU O DIABO ?

22 de julho de 2010

O assunto é quentí­ssimo, de tempos em tempos volta í  baila. De novo, nas Paginas Amarelas da VEJA, mais um norte-americano candidato ao Nobel descarta Deus e fica com o inglês. A ocasião é mais que propí­cia. De um lado Charles Darwin = tido como   mancomunado com o Demo; do outro, nós, ditos Cristãos, pactuados com aquele casal de vadios = Adão e Eva. Ele (o inglês), um rapaz de 22 anos, embarcou numa volta ao mundo, mais como naturalista-curioso do que como tripulante do veleiro Beagle. Foi na Inglaterra, em dezembro de 1831. Aportaram de volta cinco anos depois, com uma carrada de dados (anotaçíµes) e amostragens de grande valor cientifico. Por conta e risco, na virada dos 50 anos, desafiou todas as crenças e crendices arraigadas da época, com o lançamento do petardo A Origem das Espécies. Segundo consta, ausência de qualquer intenção declarada   de chocar a burguesia.     Valendo lembrar que a crendice é a doença da fé. Enquanto o casal perdulário, aquele,   deu a partida para a   metamorfose que perdura até hoje: deixaram de habitar o Paraí­so para tripulá-lo, iniciando a gradual involução do então recém acabado Planeta Terra em Planeta Hospí­cio-Circo. Tudo parecido com a trilha daquele filme estapafúrdio   italiano, LA NAVE VA.

   

BíPEDES   &   LABIRINTITE

   

  Deixando de lado Darwin e o Casal vadio e rebelde, a nossa grande desgraça foi teimar em nos verticalizar na postura de   bí­pedes. Desafio grosseiro í s mais elementares leis da fí­sica, além do castigo de nos tornarmos sujeitos a surtos de labirintite. E, como uma desgraça nunca vem só, ao libertarmos as patas dianteiras (mãos), imediatamente   tornamos possí­vel agarrar, pelos cabelos,   a mulher do próximo com uma delas (mãos) e arrastá-la para fora da caverna; enquanto a outra (mão) brandia a borduna contra um possí­vel rival ciumento. Daí­ para a metralhadora, o progresso nunca parou.  

  Do alto da nossa soberbia, nós os humanóides de hoje, incapazes de pegar uma semente de melancia do piso, com a mão molhada; já fomos í  Lua e estamos prospectando Marte para uma possí­vel colonização. Para tanto, devemos iniciar u™a metamorfose urgente do visual e da postura. Por tudo que já aprontamos, merecemos voltar í  confortável e estável posição de quadrúpedes. Enquanto isto não acontece, contemplem, com olhos obsequiosos, aquele exemplar de fêmea-bí­pede lá em cima. Com um acabamento daqueles, não se pode excluir a contribuição do Demo, como instrumento do Coisa-Ruim. O agradável visual, somado ao sorriso maroto do Capeta, parece conciliar as duas teorias. Deus nos livre de ter que fragmentar uma peça daquelas, submetida í s   Câmaras de Nessfit, destinadas í  fragmentação corpórea, seguida do transporte nano-inter-galáctico. Marte que espere!…

 grlacerd@terra.com.br


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