Carros de som voltam aos debates na Cãmara Municipal mesmo após serem aprovados
15 de outubro de 2010
Após a matéria ser aprovada através de emenda assinada pelos vereadores Gibraltar Vidal, o Gimi (PMDB), Idelfonso Brocca (PP), George Rech (PTB), Betão da Cal (PPS) e Tenora (PP), a questão da permissão legalizada e normatizada dos carros que fazem propagandas sonoras em Torres voltou a ser tema de pronunciamentos na Câmara Municipal na sessão realizada extraordinariamente na última quarta-feira (13), por conta do Ponto Facultativo decretado pelos poderes públicos locais na segunda-feira.
Em seu espaço de fala na tribuna da sessão, o vereador Antí´nio Machado (PMDB), que votou contra a emenda e é contra a atividade na cidade, afirmou que foi procurado no feriado por vários munícipes reclamando dos constates excessos da atividade, inclusive em bairros onde moram pessoas pobres. Ele disse também que pessoas de várias atividades profissionais não estariam conseguindo trabalhar em ruas e avenidas pela insistente presença de propaganda sonora nas ruas. Eles reclamam que se obrigam a pedir para o outro lado da linha esperar no telefone para prosseguir a conversa de trabalho somente após a passagem dos carros, disse Machado.
Machado também acusou os proprietários de carros de, conforme ele, estarem implicando com sua pessoa após ele ter se posicionado contra a propaganda sonora. Passam aqui na Câmara várias vezes ao dia fazendo barulho, quando não passavam anteriormente, denunciou. Não me preocupo comigo, mas me preocupo com casos como de um munícipe de um bairro pobre, que estava com um filho doente, que não conseguia dormir pelo barulho de um destes carros estacionado na frente de sua casa, desabafou Machado. Será que se fosse com um filho destes donos de carros sonoro eles gostariam? Indagou.
Rogerinho irá pedir modificação ao Código
O vereador Rogerinho (PP) que sempre foi contra a atividade e, inclusive, é autor de uma proposta que dá prazo para que os donos dos carros de propaganda mudem de ramo até o ano de 2014, dando prazo para a adaptação, mas que foi derrotada pela casa legislativa, disse que irá pedir modificação no Código Ambiental caso o prefeito promulgue a lei com a emenda dos carros de som. Rogerinho disse que se for para manter a atividade como está, irá retirar da lei a defesa da categoria que proíbe donos de lojas que façam propaganda com seus próprios carros; e tirar também a possibilidade de haver mais licenças de profissionais da área a cada 2.500 habitantes conforme foi aprovado na emenda. Já que pode, temos que dar liberdade a todos, explicou. Se tem barulho, que tenha barulho liberado, desabafou o presidente da Câmara.


