Moradores do Campo Bonito vão í  Cãmara pedir passarela sobre BR 101 e ameaçam parar a rodovia

23 de outubro de 2010

 

Uma única alternativa é dada aos que atravessam com  uma divisão na defensa
no meio das duas mãos

 

 

Mais uma vez a questão das soluçíµes de continuidade sofridas por conta da duplicação da BR 101 e os impactos que a obra progressista gera no entorno da via de rolamento da estrada nas comunidades localizadas na beira da rodovia veio í  tona em Torres. Desta vez, representantes da localidade de Campo Bonito foram participar da tribuna Popular da Câmara Municipal para pedir apoio dos vereadores no sentido de pressionar mais uma vez também a diretoria do DNIT e autoridades do Governo Federal para que sejam construí­das urgentemente no mí­nimo duas passarelas sobre a estrada para que muní­cipes daquele bairro semi- urbano da cidade de Torres possam cumprir suas obrigaçíµes do dia a dia de trabalho, estudo e lazer sem correrem riscos eminentes de vida ao atravessarem as duas vias da rodovia duplicada sem equipamentos para tal.  

Participou da tribuna da casa legislativa a lí­der comunitária Viviane. Em sua participação na sessão, a jovem lí­der do Campo Bonito afirmou que é difí­cil reclamar quando é sobre o impacto de uma obra importante e bem feita para o progresso da região e do paí­s, mas, conforme ela, os moradores de lá não têm a mesma visão dos motoristas que trafegam na BR duplicada e celebram o conforto da via e a possibilidade de viajar com mais segurança e mais rápido. Para nós que moramos lá a situação está bastante critica, pois nossas crianças e moradores em geral estão correndo risco de vida diário ao atravessarem as duas faixas e, muitas vezes, sendo obrigadas a pular a defensa que divide as duas mãos da estrada, reclamou Viviane.    

O vereador Gimi (PMDB), entre várias manifestaçíµes de vereadores na participação na tribuna da representante daquele bairro, sugeriu que a comunidade se organizasse para, se preciso, fechar a estrada em ato de rebeldia a, conforme afirmou Gimi, falta de respeito do Governo Federal em entregar uma estrada para rodagem sem proteger os moradores do entorno com as mí­nimas condiçíµes.   Viviane afirmou que, se necessário, a comunidade está disponí­vel para participar do ato de fechamento da estrada no sentido de chamar a atenção das autoridades federais.

   

Muitas adaptaçíµes devem ser encaminhadas

   

A FOLHA esteve no local na terça-feira í  tarde, um dia após a sessão da Câmara onde houve a manifestação. Faltam adaptaçíµes de vários ní­veis de prioridade e que, de certa forma, envolvem o DNIT em pendências, mas também envolve a CEEE, e até a prefeitura municipal. A comunidade já está tratando de oficiar as pessoas competentes para tal. Além da notória falta de alternativa para atravessar a via em segurança, não foi feita a construção de mini passagens de concreto ou até de madeira para que os transeuntes possam atravessar uma vala de gama, que embarra em dias de chuva, dificultando ainda mais a travessia já perigosa. Postes da CEEE estão praticamente no meio da bela rua lateral asfaltada para os moradores, o que gera insegurança aos motoristas, principalmente í  noite, e acabou interrompendo também a passagem dos pedestres na calçada, muito bem construí­da pelo Dnit, diga-se de passagem. O problema da travessia de animais de grande porte (cavalos e gado) é talvez o entrave mais difí­cil de achar solução de curto prazo, já que a passarela quando construí­da não permitirá que os animais e carroças utilizem-na para a travessia. Atualmente, inclusive, por não haver sequer o antigo acostamento de terra batida que tinha na estrada velha, um pedestre com um animal que sai do Campo Bonito e quer ir ao Jacaré, obriga-se a passar pela rodovia, além de ter de atravessar a mesma somente nos retornos longí­nquos (em Torres e na divisa entre o Campo Bonito e o São Braz). Faltam algumas obras de escoamento de água, que empossa o local, mas a comunidade já está projetando uma parceria com a prefeitura municipal para colocar ali encanamentos para resolver o transtorno.

   

Santa Catarina mostra soluçíµes que poderiam

ser utilizadas aqui

   

Em Santa Cataria nota-se que houve uma preocupação dos moradores ou dos projetistas da estrada antes do projeto. í‰ que, por lá, em trechos onde há moradias na beira da estrada um pouco intensiva como no Campo Bonito, a rodovia sofre uma inclinação de subida e decida o que forma uma área abaixo dela que pode ser construí­do consequentemente túneis grandes, médios e pequenos que resolvem o problema da travessia, tanto de pedestres, quanto de carroças, animais, bicicletas, dentre outras.  

Na ultima conversa que houve entre os moradores do Campo Bonito e as autoridades federais, responsáveis para obra e seu impacto no entorno, a informação foi a de que teria prioridade a finalização de toda a rodovia, para aos a mesma receber os reparos dos impactos causados, o que não agradou a comunidade.

 Na semana passada o DNIT iniciou obras na lateral da rodovia na Vila São João, mas nada prometeu sobre a passarela, maior demanda local.


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