Ministé rio Público promete tomar providencia frente í s redes de pescas que matam no litoral gaúcho

12 de novembro de 2010

O Ministério Público do RS recebeu nesta quarta-feira, 10, representantes do Movimento Onda Sem Rede, que realizaram protesto na Capital pedindo a proibição das redes fixas de praia no Rio Grande do Sul.  A visita aconteceu por conta do último evento com morte ela mazela. Em 1 º de novembro passado, o estudante Thiago Rufatto, de 18 anos, morreu afogado após ficar preso a um cabo de rede em Capão da Canoa.O presidente da Federação Gaúcha de Surfe, Orlando Carvalho, e o ex-deputado Sandro Boka, também participaram da audiência.    

Na reunião, o superintendente para assuntos institucionais do Ministério Público gaúcho Luis Carlos Ziomkowski se solidarizou com mães que deram depoimentos emocionados sobre a perda de filhos em redes nas praias gaúchas. O que posso lhes assegurar é que o Ministério Público vai tomar uma atitude em relação a esses tristes episódios, disse o Subprocurador. Ele ressaltou aos participantes que será agendada uma reunião com os Promotores de Justiça do Litoral para definição das medidas cabí­veis. Uma das hipóteses é que um inquérito civil regional seja instaurado, objetivando decisíµes uniformes para todos os municí­pios. Em relação í s redes fixas, Ziomkowski explicou que a proibição desses equipamentos passa por uma questão judicial, não podendo ser definida exclusivamente pelo MP.  

 Os integrantes do Movimento Onda Sem Rede também relataram ao Ministério Público a preocupação com a falta de salva-vidas nas praias fora do perí­odo oficial de verão e com as condiçíµes das guaritas no litoral. Eles entregaram cópia de manifesto ao Subprocurador-Geral, no qual pedem providências e lembram que Thiago Rufatto foi a 49 ª ví­tima desde 1978.  


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