ALIMENTAí‡íO NA TERCEIRA IDADE
20 de novembro de 2010
O envelhecimento inicia-se quando cessa o crescimento e o desenvolvimento. Os 65 anos dão entrada na 3 ª idade, se envelhece quando as estruturas orgânicas e a sua atividade entram em perda e os ritmos de construção estrutural e de funcionamento biológico não superam os ritmos de destruição e de debilidade funcional.
Os fatores que aceleram o envelhecimento são: genéticos, ambientais (nutricionais) e de estilo de vida. Os objetivos da intervenção nutricional são: prolongar a vida e impedir doenças causadas por erros alimentares e por má nutrição.
Em relação ao peso, o que se verifica nos idosos do sexo feminino é um aumento até aos 50 anos, estabilização aos 50/60 até aos 70 anos e diminuição a partir dos 70 anos e no sexo masculino um aumento de peso até aos 40 anos, estabilização dos 40/50 até 70 anos e uma diminuição a partir dos 70 anos.
Em relação a estatura há uma diminuição de 3 cm, devido a alteração dos discos intervertebrais, da postura e da densidade dos ossos (osteoporose).
As alteraçíµes que interferem na nutrição dos idosos são a diminuição da percepção dos sabores, cheiros, falta de dentes, uso de próteses dentárias, redução da salivação, redução da absorção dos nutrientes por alteraçíµes intestinais, falta de recursos financeiros e informaçíµes sobre alimentação adequada, depressão, medicaçíµes.
Os problemas de saúde mais comuns em idosos, relacionados com uma alimentação mal programada e estruturada são:
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Obesidade com perda de massa muscular;
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Arteriosclerose;
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Diabetes;
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Hipertensão arterial;
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Doenças do coração;
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Doenças osteoarticulares (mais freqí¼entes em mulheres, como por exemplo a osteoporose);
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Baixa capacidade digestiva;
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Prisão de ventre;
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Litíase biliar (pedras na vesícula);
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Magreza e desnutrição;
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Deficiência de memória;
As características da alimentação que gera doença e que acelera o envelhecimento e encurta a vida são:
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Excesso de calorias;
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Excesso de açúcares;
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Falta de proteínas;
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Alimentação tóxica, pró-oxidante e sem protetores;
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Bebidas alcoólicas com quantidades médias e elevadas;
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Alimentação monótona, com deficiências nutricionais ocultas e prolongadas (sejam caloricamente excessivas, deficitárias ou justas);
A alimentação conforme o padrão de alimentação saudável propicia saúde e alonga esperança de vida, bem como o exercício físico regular moderado ou leve e composição corporal normal.
Segue abaixo uma lista de alteraçíµes funcionais encontradas no organismo de idosos e sua respectiva correlação com os nutrientes alimentares:
Redução da memória:
· Aumento da Homocisteinemia
; · Deficiência de Vitamina B6;
· Deficiência de Folatos;
· Deficiência de Vitamina B12;
· Deficiência de Vitamina E;
· Deficiência de ícido ascórbico;
Idosos aparentemente saudáveis com défices nas vitaminas í cima descritas comportam-se pior em testes de memória e pensamento abstrato. O declínio neurocognitivo também correlaciona-se com a baixa ingestão de ácido linoleico (baixo consumo regular de peixe).
Catarata e degenerescência macular:
– Déficite combinado de vitamina C, carotenos, Vitamina E e ácidos graxos ómega-3;
Baixa imunidade:
· Déficit combinado de vitaminas: B6, B12, folato, C, A, E, D3 (importantíssima); · Déficit dos minerais Ferro, Zinco, Selênio e Cobre; · Déficit de aminoácidos essenciais e amido, associado í jejuns prolongados;
Algumas deficiências ou alteraçíµes minerais e seus efeitos no organismo do idodo:
Déficit de magnésio:
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Debilidade muscular, sobressaltos, irritabilidade, fragilidade óssea;
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Aumento de problemsas inflamatórios, AVC (derrame), problemas cardíacos e edema (inchaço);
Sódio a mais:
· Excesso de peso
; · Edema (inchaço)
· Aumento da pressão arterial;
· HTA e suas complicaçíµes, interage com défices de Ca, K e Mg, água potável, exercício regular e excesso de peso.
Déficit de cálcio:
· Osteoartrite.
Déficit de vitamina B6:
· Baixa imunidade, neuropatia periférica, convulsíµes, dermatite descamativa, hiperceratose;
Alimentação pobre em antioxidantes:
· Acelera o processo de oxidação (envelhecimento) de todos os órgãos e tecidos.
Déficit de vitamina D
· Debilidade muscular, absorção prejudicada de Calcio e Magnésio, mineralização deficiente e perda de massa óssea, imunodeficiência, asma…
Cuidados nutricionais para se envelhecer com êxito:
· Calorias ajustadas í variação do metabolismo e ao exigido pelo exercício; · Proteína adequadas para a idade e í função renal;
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Cálcio perto de 1.5 g/dia;
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Dieta com quantidade normal a alta;
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Lípidos limitados a 25% das calorias, preferir os Polinsaturados e monoinsaturados;
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Culinária de ótima qualidade gastroní´mica e que disponibilize nutrientes, reduzir o sal e preferir porçíµes modestas de especiarias e ervas aromáticas;
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Consumir alimentos amiláceos com um baixo índice glicêmico (taxa de liberação de açúcar no sangue);
Nutrientes essenciais para a terceira idade:
SELí‰NIO – Estudos recentes publicados no Journal of the American Medical Association (JAMA), revelam que 200 µg de selênio por dia podem contribuir para reduzir o risco do cancro da próstata em 69%, do cólon em 64% e do pulmão em 39%. í‰ essencial ao desenvolvimento de vários tecidos humanos, atuando também em conjunto com a vitamina E.
MAGNí‰SIO – O magnésio desempenha um importante papel no bom funcionamento e saúde do sistema nervoso e dos músculos.
ZINCO: O zinco é necessário para a reparação dos tecidos e a cura das feridas pode ser retardada na presença de deficiência manifesta de zinco. A diminuição da acuidade do gosto, em indivíduos idosos anoréxicos, também já foi associada í deficiência de zinco (Goode et al. 1991).
íCIDO Fí“LICO “ O ácido fólico, para além de exercer os seus efeitos vitamínicos, baixa de forma significativa os níveis plasmáticos de homocisteína, um reconhecido fator de risco cardiovascular. A presença de vitamina B6 reforça esta acção. Um outro estudo recentemente publicado no British Medical Journal (BMJ) revelou que níveis mais elevados de ácido fólico também podem reduzir o risco de doença de Alzheimer. LUTEíNA – antioxidante específico da retina, O Journal of the American Medical Association (JAMA) revela que o consumo regular de luteína pode reduzir em 48% o risco de desenvolvimento de doenças degenerativas na retina ocular.
Antoniela Vieira
Nutricionista “ CRN2 6319
Especialista em Nutrição Clínica “ UGF/RJ
Pós-Graduanda em Psicologia e Reeducação do Comportamento Alimentar “ IPGS/RS
F.:(51)3626.3064 ) / (51)91146599


