A repressão das emoções e dor fí­sica:

20 de novembro de 2010

A palavra emoção é uma definição genérica que engloba o sentir (afeto). í‰ um fení´meno que se passa ao mesmo tempo na psique (mente) e no soma (corpo). Embora se trate de um fení´meno simultâneo, é na expressão fí­sica que reside sua essência.  

 As emoçíµes básicas seriam três: medo, raiva e amor. Delas derivam todas as outras. Assim, o ódio, a vingança, o ciúmes, a inveja e o desprezo se relacionam com a raiva . O espanto, a ansiedade, a aflição, o pesar, o sobressalto e a intranqí¼ilidade estariam relacionados com o medo. A piedade, a tristeza, a   afeição, a alegria, o entusiasmo, a excitação sexual, derivariam do amor (libido). A cada uma dessas emoçíµes corresponde um determinado tipo de resposta corporal.  

 A repressão das emoçíµes, seja qual for, é tremendamente maléfica para o organismo e deve ser evitada. O grande problema é que a repressão das emoçíµes   é um dos traços marcantes de nossa educação e cultura. Por exemplo, um homem de negócios, um polí­tico, um estadista, deve ser frio, insensí­vel e calculista. O médico não pode se deixar envolver pelo sofrimento de seu paciente. Tome-se o caso do choro, por exemplo. Chorar é um dos mais eficazes meios de que dispomos para restabelecer nosso equilí­brio interior, quando abalado pela tristeza, raiva, dor, e até pela alegria e amor. E o que é que, como regra, desde cedo, salvo alguns casos, nos foi ensinado desde pequenos? Que não devemos chorar. Se uma criança cai e se fere, ou toma injeção e chora (inevitável), a maioria, talvez, dos adultos que a cercam se preocupam mais com que ela pare de chorar do que com o fato em si. Dizem, muitas vezes: não chora, é feio chorar! Como se o fato de parar de chorar por repressão dos pais e adultos significasse o desaparecimento do sentir (fí­sico e psí­quico) que motivou o choro. E, se a criança for do sexo masculino, ainda pode ser pior, visto que homem não chora.

   Então, quando controlamos nossas emoçíµes em sua expressão, muito provavelmente ela poderá tomar outro destino de descarga: no corpo. Aquela enxaqueca, dor de estí´mago, aperto no peito, palpitação, pressão alta, pode sinalizar alguma emoção contida. O indiví­duo vai ao médico e nenhuma causa orgânica é identificada, ou diagnosticada. í‰ comum então que o médico diga: Você está com estresse! Muitas vezes, o paciente sai da consulta sem entender o que tem, ou o que é exatamente este tal de estresse… Não raras vezes, o paciente pode se automedicar com calmantes, agravando ainda mais o problema, ou seja, anestesiando com medicação o seu sentir e consequentemente a sua expressão.  


Publicado em:






Veja Também





Links Patrocinados