Dada a largada para a implantação de um Observatório Social para fiscalizar as contas e atos públicos em Torres

10 de dezembro de 2010
Da esquerda para a direita sentados: Jose Milton Duarte, Carlos Allegretti eIvan Brocca , parte da
 comissão provisória do  Observatório  Social que deve ser implantado em Torres

 

 

Uma reunião com palestra ocorrida na noite da última quarta-feira (8), no Guarita Park Hotel, deu oficialmente a largada para a criação e implantação do projeto de cidadania chamado de Observatório Social, aqui em Torres. Trata-se de uma espécie de Tribunal de Contas dirigidos por membros da sociedade privada da cidade, que visa de certa forma observar com critérios técnicos e contábeis as açíµes dos polí­ticos do executivo e legislativo da cidade, assim como observar as açíµes também de outros polí­ticos que possuem reduto eleitoral no municí­pio ou na região, em seus trabalhos na Assembléia Legislativa do Estado do RS ou no Congresso Nacional, em Brasí­lia. A iniciativa do projeto é das lojas Maçí´nicas de Torres.  

Nós não somos órgão fiscalizador, somos observadores do que é feito com o dinheiro publico cobrado com a alta carga tributária, hoje em aplicação no Brasil, afirmou Carlos Allegretti, um dos idealizadores da idéia, em sua palestra na fundação simbólica do Observatório Social. Se nada for feito após observarmos e divulgarmos os possí­veis desvios, aí­ sim acionaremos os órgãos competentes para agirem em nome da sociedade, cumprido, então, suas funçíµes institucionais, disse Allegretti.

   

 Já são quase 60 Observatórios no Brasil

   

A ideia do Observatório Social surgiu em Maringá, no Paraná, e hoje quase 60 cidades já possuem seus observatórios. Lajeado aqui no RS é um exemplo. Lá já houve economia aos cofres públicos da municipalidade de R$ 6 milhíµes em um ano, conforme informou Allegretti em sua palestra. Um exemplo citado foi da economia de quase 80% na licitação de canetas esferográficas para escolas feita naquela cidade, justamente após insistência do Observatório Social de lá para que fosse aberto o certame para microempresas. Um estabelecimento da região tinha canetas idênticas estocadas, e acabou ganhando a concorrência, passando o preço unitário da caneta de R$ 1,25 para R$ 0,25.

   

Viabilização necessita de adesíµes locais

   

Para viabilizar a implementação do observatório Social em Torres, será necessário pelos cálculos iniciais bancar um custo de aproximadamente R$ 4 mil mensais, que será utilizado para pagar pessoas, aluguel e manutenção de equipamentos de escritório. A premissa em um primeiro momento é de que a organização não governamental seja bancada somente por entidades privadas. Após sua sedimentação, poderá a mesma se enquadrar em liberaçíµes de recursos públicos destinados justamente para o setor.    

Estavam presentes na reunião onde foi dado o pontapé inicial para a criação da idéia em Torres, várias entidades privadas como Sindilojas, CDL, OAB, dentre outras.  

A comissão provisória que dirigirá os próximos passos para a implementação do observatório Social de Torres ficou formada pelos seguintes cidadãos torrenses:    

 PRESIDENTE: Carlos Allegretti; e os vices presidentes provisórios Ivan Brocca, Juares Martins, Bráulio Boff de Barros e José Milton Duarte.        


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