Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indiví­duo genial.” – Carlos Drummond de Andrade

24 de dezembro de 2010
                              POR ZILKA JACQUES

 

 

 

 

Clube da Poesia

                                A Radio Cultural FM de Torres apresentou ao vivo no Pátio, o programa Clube da Poesia comandado por Inaudi Ferrari e que vai ao ar todas as terças í s 20h. Após o programa, Inaudi e Niltinho Teixeira ofereceram uma Canja Poética & Musical aos presentes. Também músicos, poetas, compositores presentes foram convidados para mostrar seus talentos. Integração total. í‰ muito gratificante interagir com os afins da cultura local. Parabéns pelos projetos e programaçíµes da Cultural FM.

 

 

                                  Novidade    

                                  O meu amigo Achiles Sbruzzi apostando no comércio com arte inaugurou outra loja na cidade a ILUMINI Decoraçíµes, trazendo a iluminação inteligente de última geração. Vale a pena conferir.

 

     

                               Comemoração  

   

                                 A Estação Rodoviária de Torres com mais de 40 anos prestando serviço aos usuários do transporte rodoviário em nossa cidade, brindou junto aos seus colaboradores oferecendo o jantar festivo natalino.

 

   

                           Revista literária

   

                            Final de ano, iní­cio de um novo ciclo, é sempre bom concentrar-se em esperanças de dias melhores. Feliz Natal e Próspero Ano Novo a você.

 

                             

                            í‰ NATAL

 

   

                            Pela primeira vez resolvi passar natal num lugar estranho í  vida rotineira e longe dos parentes e amigos, recolhendo-me a minha própria companhia. A idéia surgiu por me sentir cansada e porque não queria repetir, desta vez, o que fazia, ano após ano, com todos os preparativos para o natal. Estava enfastiada das noites trabalhadas com afinco enfeitando a casa. Dos dias inteiros gastos nas compras de presentes e na preparação dos comes e bebes da festa, tudo no maior esmero. Tinha que estar tudo perfeito. Era sempre assim.   Sozinha eu corria de um lado para outro, me desdobrava para ser original e me arrebentava usando o cérebro, as pernas e o tempo, para ser econí´mica e não gastar além do que me propunha. Finalmente, tudo lindo. Pronto. Todos felizes para a noitada. Menos eu. As costas doendo, os pés inchados, os olhos ardendo e dentro da bela roupa, sorria parecendo satisfeita. E a culpa disso era minha, de mais ninguém. Eu acostumara a fazer tudo sem repartir as tarefas. Não sei por que agia assim. Talvez por egoí­smo, masoquismo ou até necessidade de alimentar o ego com os elogios que recebia. Sim, porque dava tudo certo. E sempre um sucesso, os natais lá em casa. Só que, no outro dia, enquanto todos dormiam o sono dos deuses, eu arrumava aquela ruí­na.    

                              Tivera um ano difí­cil, me equilibrando numa gangorra, com altos e baixos emocionais e financeiros. Então, nem morta eu iria me atirar, de novo, naquela roda viva da correria das vésperas natalinas. Só de pensar já ficava exasperada. Estresse mesmo. O que mais queria era renovar, mudar, vislumbrar novas perspectivas, novos caminhos e despreocupadamente, cansar de descansar sozinha.  

                              Dia 23, í  tardinha, passei a mão numa maleta e rumei para uma minúscula pousada na beira da praia. Fiquei até o dia 24 de manhã entre o quarto e o mar, curtindo aquele mormaço. Pensei, repensei, dei prazos, fiz propostas, tracei metas, decidida a confraternizar comigo mesma. Mas não deixava de pensar nos meus queridos que deixara para trás. E foi ali que e percebi não poder continuar só. Não fazia sentido e muito menos combinava comigo este retiro solitário. Devia estar doida.  

                              Voltei para casa a tempo. Havia uma linda ceia, brindes, uma grande festa organizada por todos onde ninguém precisou se exaurir. Todos comungando da mesma alegria. Descontraí­da e descansada aderi ao verdadeiro sentido daqueles momentos e pude ver o sorriso do Cristo renascido em cada rosto, e senti brotar novas esperanças irmanadas na fé e na tradição.

 

 

 

 

 Niltinho, Inaudi e Jaime entre música e poesia

 

   

Isaac e Lindsay cantando

 

 

 

 

 João Petrillo e Luis Gustavo na interpretação

   

 Equipe da Rodoviária de Torres festejando

 

 

   


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