OPINIíO – Mais transparência na Cãmara de Torres?

29 de janeiro de 2011

 

 

 

Foguetíµes polí­ticos inconsequentes  

   

O atual secretário de Infraestrutura do RS Beto Albuquerque parece que foi o escolhido para denegrir a imagem do governo Yeda, principalmente nas áreas onde a governadora mais mostrou serviço: as obras, já há muito tempo longe dos olhos dos gaúchos e que, graças a Deus, retornaram no governo tucano e torcemos para que continuem no governo Tarso Genro.  

Na última quinta-feira, ao inaugurar o viaduto que equipa o entroncamento da Rota do Sol com a Estrada do Mar, Albuquerque foi aos microfones e câmaras de TV para firmar peremptoriamente que a obra foi feita em desconformidade com os novos padríµes de tráfego de caminhíµes. Ora, se sabe que a Estrada do Mar não permite caminhíµes, principalmente os pesados. Por que, então, gastar dinheiro para padronizar um local para um veí­culo que não trafega lá? A menos que o novo secretário queira permitir caminhíµes na Estrada do Mar, que seria uma temeridade, já que o rodovia não foi planejada para tal.    

Antes, Beto Albuquerque já havia dito que não tem recursos para continuar as obras de acesso iniciadas por Yeda, o que sabemos que é uma pegadinha: basta querer, o que parece não é o novo espí­rito do novo governo.    

Beto inclusive foi contra que a governadora governasse nos últimos dias de sua gestão, numa espécie de golpe de diploma antes de assumir. Parece que o jovem polí­tico do PSB foi escolhido como o arauto das descaracterizaçíµes dos feitos positivos do governo anterior, o que é de se temer, pois quem utiliza destas artimanhas, geralmente não faz nada. Usa exemplos anteriores para justificar dificuldades do presente. Já vimos este filme…

 

   

Corporativismo de ambos os lados?

   

A polêmica do momento é a decisão firme do atual prefeito de Porto Alegre José Fortunati de montar uma fundação especí­fica para a contratação de médicos para trabalhar no sistema de Saúde da Capital. O fato que gerou a decisão foi o não cumprimento pelos médicos dos horários definidos contratualmente no atendimento, problema que já se tornou crí´nico, pois é notado em todos os municí­pios, inclusive já foi polêmica aqui em Torres, não sei como está agora…  

Fortunati afirma que há um cooperativismo da classe médica no sentido de compensar os salários considerados baixos pelos médicos, batendo ponto integral, mas na realidade trabalhando muito menos, o que permite que os profissionais da medicina possam trabalhar em outros locais, enquanto ainda ganham no anterior. O sindicato médico afirma por sua vez que o problema é a falta de médicos e a falta de investimento dos municí­pios.  

Ora, sabemos que o problema, se for financeiro, não está nas administraçíµes municipais, que investem até 20% da receita, ou mais (em Torres são quase 25%), quando os Estados e a União investem menos que a lei manda, tema até de ˜promessas ou ataques de campanha. Portanto, não é verdade que os problemas estejam nos municí­pios. O que acho que está por trás de tudo isto é a falta de eficácia da contratação de médicos pelo sistema de concurso público, misturado com o sistema de contrataçíµes pela CLT. Na estabilidade, o risco é o de o servidor não se motivar pelo salário que ganha comparado com seus pares que trabalham na iniciativa privada. Já   no sistema CLT, o que pode acontecer é justamente isto. O médico e seu sindicato buscarem   justiça pelas próprias mãos, trabalhando menos do que rege o contrato, embora recebendo integral.

Acho que o sistema deveria ser único. No caso de contrataçíµes de carreira de estáveis, cabe criar métodos de avaliação eficientes e planos de carreira com meritocracia. Já no caso do sistema de CLT, cabe fazer com que os contratos sejam cumpridos. Se possí­vel com salários que os médicos não precisem fazer suas manobras coorporativas.

   

Mais transparência na Câmara

   

A Câmara Municipal de Torres realizou duas sessíµes extraordinárias em janeiro e sequer comunicou a imprensa sobre isto. Uma das matérias aprovadas na sessão quase secreta foi referente ao IPTU de Torres, o que não se trata, portanto, de uma atitude de transparência, já que a comunidade, se avisada pela mí­dia, poderia participar mais, além do destaque que a mí­dia poderia dar ao tema, o que poderia fornecer saudáveis debates sobre assunto, que é tão polêmico que sequer está garantido que o prefeito João Alberto sancionará a matéria aprovada conforme consta em matéria de A FOLHA nesta edição.

Em outubro do ano passado, um site fantasma aqui na cidade levantou suspeitas sobre as diárias dos edis.   A Câmara, por sua vez, não publicou em seu site as despesas dos meses de agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro, muito menos a compilação do ano. Trata-se também de falta de transparência, já que existe um projeto de lei que obriga que os dados sejam disponibilizados.

Sugiro que a casa legislativa de Torres tenha um ano mais profí­cuo neste sentido. Não adianta esconder da população os atos e os números da casa. Quem é polí­tico deve ter tranquilidade para enfrentar e defender seus pontos de vista. Se defende as diárias de vereadores em valores altos, que defenda, mas que publique; se quiser defender um aumento salarial dos vereadores, o que acho que está na hora, não nos ní­veis do assalto feito lá por Brasí­lia, que defenda, mas que publique e chame a sociedade para a discussão.

Não é mais moderno trabalhar buscando esconder o que a sociedade poderia questionar. Na maioria das vezes, os questionamentos são justamente por falta de conhecimento dos eleitores, e a falta de conhecimento é causada justamente pela falta de comunicação entre os atos da Câmara e a comunidade.  

       

Acidentes em Torres, perigo iminente

         

As imagens acima foram mandadas pelos assinantes da RMS Informática. Trata-se de um acidente com uma moto captado na esquina da Joaquim porto com a Pedro C. Borges. Um motoqueiro foi pego por um carro que não viu a moto, Foi parar no Hospital, ainda bem que não houve morte.

Sugiro que urgentemente a cidade receba um Plano Viário planejado por profissionais da área e dirigido pela municipalidade, de preferência com auxí­lio de uma comissão de comerciantes e moradores.  

De primeira, eu fecharia todos os acessos abertos da Avenida Barão do Rio Branco e colocaria um fechamento com arborização nos locais. Basta construir outra rotatória ou outra sinaleira que os carros facilmente farão os devidos retornos para acessarem lugares do outro lado da avenida.  

Em segundo lugar, colocaria mão única em todas as ruas que cortam a mesma Barão. Não dá mais para carros estacionarem dos dois lados e a trafegabilidade ainda ser permitida em duas mãos.

Em terceiro trocaria todos os nomes de ruas centrais de Torres por números. Uma cidade turí­stica tem a obrigação de se comunicar bem com os viajantes que a visitam. Imaginem a diferença entre um turista que não tem experiência por aqui achar um endereço na Rua Benjamin Constant, próximo a Rua 7 de Setembro, por exemplo, comparado com o mesmo turista achar um endereço que é na Avenida 5, quase esquina com a rua B. Muito mais fácil, não acham?

 Mas acho que devemos encomendar um estudo mais profundo de técnicos da área de trânsito.


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