Escola Cenecista fecha e deixa alunos sem rumo para o ano letivo

18 de fevereiro de 2011

 

Escola localizada no Morro do Farol deixa saudades e problemas para torrenses

 

Uma medida drástica, mal planejada e completamente fora de padríµes simples de cidadania. Foi o que o CNEC (Campanha Nacional de Escolas Comunitárias) do RS tomou ao fechar a Escola Cenecista Professor Durbam Ferraz Ferreira aqui em Torres.  E o resultado foi que oitenta alunos ficaram sem rumo em plena metade do mês de fevereiro, após serem matriculados (e pagado as matrí­culas) para o ano letivo de 2011 junto com um quadro de pessoal de 26 colaboradores empregados no Cenecista de Torres, entre professores e funcionários administrativos. A diretoria do CNEC não se pronunciou formalmente, sequer deixou para o diretor da escola em Torres um posicionamento sobre a atitude: simplesmente fechou e afirma estar cumprindo as leis.    

Na segunda-feira (14), após serem avisados, pais de alunos buscaram o Ministério Público para tentar reverter a decisão, mas as notí­cias dadas pelo promotor davam conta somente  da possibilidade de ganhos em indenizaçíµes por perdas e danos morais por parte dos pais dos adolescentes, pois a decisão seria dentro da lei.

 

 

 

 

 

 Na terça-feira (15), os mesmos pais de alunos buscavam resgatar os valores adiantados na tesouraria da escola desativada abruptamente. Lá,  alunos ainda tentavam, em coro, pedir a volta atrás por parte da diretoria, que por sua vez deixou claro que a decisão era irreversí­vel, dentro da lei, e que a representação em Torres não teria nada mais a acrescentar em nome do CNEC.  

A organização Cenecista no RS tem 27 Escolas de Educação Básica e Profissional, seis Instituiçíµes de Ensino Superior, com um total de 19.481 alunos (as), 1.417 professores (as) e 539 funcionários (as).  No litoral o movimento já vinha desativando suas atividades. Em Três Cachoeiras e em Terra de Areia as escolas locais fecharam em 2009. Já em Osório, na contramão da região, os cenecistas possuem inclusive uma universidade, muito considerada e freqí¼entada por moradores de todo o Litoral.

 

 

       

Futuro dos alunos é obscuro

Além da falta de chão, os pais de alunos enfrentam agora as dificuldades de encaixar seus filhos em escolas públicas da cidade, pois as vagas são limitadas nas únicas duas instituiçíµes da rede estadual do RS em Torres. A rede municipal não tem obrigação de disponibilizar ensino médio público gratuito. Já nas escolas privadas de ensino de segundo grau, os pais de defrontam com limitaçíµes financeiras por cnta de as mensalidades  serem maiores.

 

A FOLHA entrou em contato com o CIESC/São Domingos, a única escola particular de ensino secundário na cidade após o fechamento da Cenecista. A diretora da instituição em Torres afirmou que já disponibilizou espaço para que os alunos cumpram seus anos letivos na escola. A diretoria inclusive abriu possibilidade de flexibilização para a compra de material, uniformes e mensalidades nos meses iniciais, até que os pais se recuperem dos gastos adicionais feitos nas matrí­culas anteriores no Cenecista que fechou. Mas os alunos com o tempo serão obrigados, conforme disse a diretoria, a se igualar aos outros atualmente estudantes no CIESC São Domingos, conforme ordens da mantenedora.

 A diretora pedagógica, Irmã Lúcia, com colaboração da diretora administrativa da escola Irmã Inês, inclusive já abriram uma nova turma de 3 º ano e aumentaram as turmas de 1 º e 2 º anos para


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