OPINIíO – Cocí´? í‰ ligar encanamento de chuva em encanamento de esgoto…

18 de fevereiro de 2011

 

   

 

 

 

Fechou porque quis  

Infelizmente a Escola Cenecista de Torres fechou suas portas. E não respeitou sequer as famí­lias que prestigiavam a instituição aqui de Torres. Cerrou as atividades em pleno fevereiro, deixando pais e adolescentes literalmente a ver navios, lá de cima da bela localização do Cenecista (ex) no Morro do Farol.

O vereador Rogerinho colocou a culpa na prefeitura pelo fechamento, pois o convênio feito com a entidade não foi renovado nos últimos anos. Mas a situação não é esta, até porque não é justo que a cidade estabeleça convênios somente com uma escola privada. Se assim continuasse, seria justo o fazer também com o CIESC/ São Domingos, por exemplo. E mais. Nos últimos anos a diretoria da central do CNEC exigia que 25% da receita auferida pela escola aqui de Torres fosse transferida para a administração geral. Trata-se de uma franquia, então, e prefeitura não tem o dever, questiono até se tem o direito, de sustentar órgão privado, mesmo sendo de Educação.

 O que houve foram sucessivas más gestíµes. E o dinheiro dado anteriormente pela prefeitura pode até ter colaborado para isto. Gestão certa é gestão auto-suficiente, e não a que depende de sistêmicas colaboraçíµes públicas para sobreviver.   Tem de buscar ví´o próprio!

A prefeitura de Torres tem obrigação de promover o desenvolvimento do ensino público fundamental e das pré-escolas. Poderia optar por ter escola de segundo grau, mas não é obrigação.

 

Fechou porque quis II

A escola Cenecista antes de fechar já estava deficitária há vários meses e anos. E o orgulho dos diretores foi maior do que a humildade, já que a escola Dohms já estava propondo há muito tempo assumir o segundo grau e o contrato de operação do CNEC em Torres. Mesmo assim a diretoria não foi sequer habilidosa em ouvir as propostas. Agora não temos CNEC e o Dohms terá dificuldade em assumir o processo a esta altura do campeonato.      

 

Fechou porque quis III

A escola também poderia muito bem acionar a turma de pais de alunos, tanto os atuais, quanto os antigos. Com certeza eles dariam um jeito de arrumar a casa, conseguindo mobilizar outras famí­lias para que seus filhos estudassem lá, talvez colaborando financeiramente, talvez promovendo eventos para a arrecadação de valores, enfim. Mas mais uma vez o orgulho falou mais alto que a humildade, e a morte foi silenciosa… Dá até para imaginar que a intenção da diretoria era esta: a de fechar a escola como já o fez em Três Cachoeiras e em Terra de Areia.

Agora ainda há chance que os pais atuais ou grupos reunidos (existe até um mini-blog na web para isto no Facebook) consigam criar uma entidade jurí­dica para aproveitarem os 80 alunos matriculados. í‰ difí­cil, mas é possí­vel. Aí­ até acho que a municipalidade faria um novo convênio com algumas matrí­culas, para jovens que não podem pagar escola particular possam estudar contabilidade.

 

Futuro da Escola no Morro do Farol

Agora existem várias possibilidades para serem aproveitadas na escola do Morro do Farol.   A mais próxima é a de dar continuidade nos estudos em um novo formato, o que depende do MEC e de apoio financeiro para bancar o Ponto de Equilí­brio do novo estabelecimento. Se não der isto, lá pode funcionar outra escola privada de segundo grau, ou pode funcionar a futura Escola Técnica Federal, que está sendo costurada para Torres pelos polí­ticos locais.

 As duas coisas juntas seria o ideal para Torres, pois não é saudável que tenhamos somente uma escola privada de segundo grau por aqui. Escola Técnica Federal gratuita, sim, mas manter escolas privadas faria muito bem í  sociedade.

 

Futuro da Escola do Morro do Farol II

Outra possibilidade que existe é a municipalidade de Torres optar por programar uma escola técnica municipal lá no Morro. A vantagem desta alternativa é o conteúdo programático técnico, que poderia ser voltado mais para as efetivas atividades demandadas na cidade como o comércio (origem do nascimento da escola há mais de 40 anos), Turismo técnico, Meio Ambiente e, por exemplo, Polí­ticas Públicas, uma cadeira que urge que seja colocada nas salas de aula em todo o Brasil. Os 25% que são obrigatórios a serem gastos em Educação poderiam ser repartidos, aí­, entre o atual ensino de primeiro grau e infantil com uma, somente uma, escola técnica que poderia, inclusive, premiar os alunos que passam com notas exemplares no ensino fundamental público municipal. í‰ alternativa…

   

Cocí´? í‰ ligar encanamento de chuva em encanamento de esgoto…

 

       

 

A FOLHA fez duas matérias didáticas sobre a situação atual do esgoto e da água encanada em Torres. Mas falta enfrentar o esgoto pluvial (aquele que leva as águas da chuva). E é justamente neste item que a cidade ainda peca em não projetar nada de estruturante para resolver os problemas de poças d™água espalhados pela cidade, além de resolver as mazelas que as irresponsáveis ligaçíµes de encanamentos de água de chuva feita diretamente í s de esgoto trazem para o dia a dia daqui, principalmente para o Turismo.

í‰ que a nossa cidade praticamente não possui nada de estruturado em drenagem de água da chuva.   Nas obras novas, como as do acesso í  ponte e na da Prainha, por exemplo, já está sendo incluí­do no projeto sistemas inteligentes e funcionais para a drenagens das águas pluviométricas, mas a estrutura antiga nada projetou para tal, o que gera, sim, uma pendência importante, e cara, o que obriga que captemos recursos federais ou estaduais para isto.

Mas o que é de total irresponsabilidade são as ligaçíµes feitas por cidadãos e até engenheiros de forma clandestina de esgotamento pluvial ligados ao encanamento do esgoto cloacal. O engenheiro e torrense Carlos Lange se deram o trabalho de sair na chuva de terça-feira para provar que quando chove muito, espalha, sim, cocí´ em alguns locais em Torres. A preocupação do engenheiro era que fosse um sistema normal na Corsan, o que não é e foi constatado. Mas é fruto de ligaçíµes clandestinas, feitas até em alguns casos pela administração pública, para resolver sistemas mal projetados. E o que acontece é previsí­vel. O sistema transborda e alguns pontos da cidade começam a sentir aquele cheiro desagradável de esgoto, não se sabe de onde, pois existe encanamento do esgoto nos locais.

 Trata-se de uma irresponsabilidade, e sugiro que a Corsan passe a cobrar multas vultosas para quem fizer isto, em nome de condomí­nios de edifí­cios, em nome de restaurantes, em nome de simples proprietários, e até em nome da municipalidade caso seja feito, o que não acredito que aconteça hoje em dia, mas que já aconteceu, se não, não estariam ligadas algumas delas que fedem atualmente. Cabe ir lá e lacrar as ligaçíµes clandestinas e deixar entupir ou alagar os locais que assim o fizeram.  Que se danem!  


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