Prefeitura e sindicato dos servidores públicos não se acertam sobre salários em Torres

27 de fevereiro de 2011

Desde as audiências públicas que formalizaram o orçamento de 2011 da municipalidade de Torres, dirigentes do sindicato da categoria dos servidores públicos de Torres vêm sinalizando sobre a suposta falta na peça orçamentária de verbas para o reajuste nos salários dos funcionários conforme o seu entendimento.   A presidente do SIMTO Leila de Oliveira sempre deixou público isto em seus pronunciamentos nas audiências abertas. E chegou o mês considerado data base para os reajustes da categoria em Torres: fevereiro.    

O sindicato quer que seja aplicado o IGPM (índice Geral de Preços Médios) calculado pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, que projeta 11,50 de reajustes e a prefeitura quer pagar o IPCA (índice de Preços ao Consumidor), que projetou 4,5% de reajuste. A divergência maior conforme declaraçíµes de Leila é a falta de coerência entre critérios adotados. No ano passado o IGPM foi negativo e a prefeitura aproveitou e deu somente 1%, como aumento real, e neste ano ela desconsidera o mesmo IGPM, que é de 11,5%%, e utiliza o IPCA, desabafa a sindicalista. Sabemos que a prefeitura está dentro da lei, mas o processo, mesmo sendo legal é amoral, diz.

 

Menos de três pontos percentuais separam as duas propostas que

Serão votadas na Câmara nesta segunda (28)  

   

A prefeitura mandou uma carta para ser lida na última sessão da Câmara com sua proposta fechada. Nela, a justificativa do porquê de utilizar o IPCA ao invés do IGPM. No conteúdo numérico, a municipalidade propíµe reajuste de 5,99% e aumento real de 1,51%. Isto arredondando dá 6,5%, quando o sindicado diz que quer, no mí­nimo 10%. A diferença é de 2,5 pontos percentuais.  

A proposta deve ser votada na próxima reunião da Câmara Municipal, onde a base do governo tem maioria pequena, mas tem. í‰ que o PMDB, o PPS e o PTB e possuem juntos quatro votos, contra quatro da oposição (três do PP e um do PT). O voto de minerva (o do presidente) é do vereador Gimi, que é do PMDB.  

 Conforme informou para A FOLHA o SIMTO na última quarta-feira, uma assembléia dos municipiarios deverá acontecer logo após a sessão, no CAPESCA, í s 19 horas, para votar a postura da categoria, se aceita ou não aceita o que será votado.


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