ENTREVISTA COM NANDO REIS, AQUI EM TORRES – Um eclético e filosófico Bailão do Ruivão

19 de março de 2011

 

 

   Por: Sandro Lopes    

Definitivamente a temporada de verão de 2011 parecia não querer se despedir dos veranistas e turistas que coloriram a nossa cidade. Muitas pessoas deixaram as suas casas de veraneio em meados de fevereiro, anunciando sua volta para o Carnaval, que aconteceria no iní­cio de março. E antes que para aqui retornassem, a mí­dia regional já anunciava que o encerramento de Verão 2011 Torres/SESC seria após o Carnaval, dia 12 de março, com um dos Shows mais badalados dessa temporada, O Bailão do Ruivão.  

Eu, como figurinha fácil de nossa cidade, não poderia deixar de me fazer presente, e apesar de estar curtindo umas merecidas férias em Florianópolis retornei especialmente para esse evento. Então, vinha no dia 12 pela estrada escura e chuvosa com uma grande expectativa em ver o ex Titãs Nando Reis entoar suas belas composiçíµes, imaginando como seria ver esse cara , que pra mim tem sua imagem muito ligada ao Rock; de cantar Fogo e Paixão do Wando e como seria a reação do público, assim como   tirar a dúvida de como este público se portaria nessa interpretação.  

Foi quando meu celular tocou e recebi do Sr. Fausto o convite para realizar um breve bate-papo com o astro da noite, NANDO REIS, para o Jornal A Folha. Bom, aceitei de pronto e o que segue é a minha impressão sobre o show e as três respostas dadas pelo cantor í s minhas perguntas realizadas num breve espaço de 5 minutos em seu camarim.    

O tempo seguia feio, já passavam das 20h30 e eu e Fausto aguardávamos a chamada para entrar e conversar com Nando Reis no camarim, sendo bastante advertido pela assessora de imprensa do SESC que o tempo da entrevista seria em torno de no máximo 5 min. Fausto me orientava e juntos chegamos a um consenso irremediável, terí­amos que ser claros e objetivos e lá fui eu…

 Nando Reis me aguardava no camarim, muito simpático, sentado em um sofá branco já vestido para entrar em cena com seus óculos escuros e boina. De cara expressou sua preocupação com o mal tempo, mas que isso não influenciaria em sua apresentação; deixou claro sua preocupação com seus fãs que certamente ficariam ali, embaixo de chuva, para vê-lo.

Após uma breve apresentação parti para as perguntas:

 

 

 

   

 

Sandro Lopes: Nando, vc é um dos grandes compositores da música pop nacional, suas músicas já foram gravadas por Skank, Jota Quest, Cássia Elller, entre outras bandas ligadas ao pop/Rock. Como surgiu a idéia do show do Bailão do Ruivão? Você não teve medo de interpretar sucessos de cantores tão populares como Wando e a Banda Calypso?

   

Nando Reis: Eu canto Fogo e Paixão há mais de 10 anos e sempre percebi que tinha uma estranheza que deixava uma margem para acharem que havia certa ironia na minha escolha.Isso foi dissipado porque a questão não é que sou roqueiro;  eu sou um apaixonado e um defensor da beleza da melodia, independente do ritmo, do ,enfim, da época, do momento onde a música brotar e no nicho que ela se desenvolver.Então eu nunca pensei nas minhas escolhas e nunca fiz nada que tivesse essa consideração, que tivesse pensado dessa forma. Mas sabia que através, enfim, da informação do indicativo da reação da platéia, que aquilo… SL: pudesse gerar estranheza? Hum… quando fui escolher o repertório do Bailão do Ruivão, pensei no que significaria e o que significaria este projeto dentro da minha discografia, da minha trajetória. Tive que, enfim, me dedicar e ficar atento a essas condiçíµes, pois eu não quero que este disco soe como colocação filosófica, nem que ele seja pretensioso, isso.

   

Sandro Lopes: Vc parece estar mais romântico do que nunca nesses seus dois últimos trabalhos, o DRíŠS e Bailão . Isso é devido a uma nova paixão?  vovê está apaixonado?

   

Nando Reis: Queria estar mais apaixonado! Sou apaixonado pela vida, e claro, minhas paixíµes pelas mulheres nortearam e foram fontes de inspiração para muitos discos e muitas músicas. Mas eu não me sinto mais romântico do que eu era antes. Acho que se você for analisar meu trabalho, aquilo que componho e faço, não há muita disparidade entre os discos recentes e os anteriores.Acho que todos eles são estruturados nessa, nesse meu interesse, nessa minha base, de falar nas relaçíµes pessoais, para tratar daquilo que é a forma que me impactam e escrever, majoritariamente na primeira pessoa do singular.    

   

Sandro Lopes: Em recente entrevista a revista Billboard Brasil, divulgando o Bailão, vc declarou ser bastante assediado por homens e mulheres, como vc vê essa questão da sexualidade múltipla nos dias atuais, vc tem algum problema com isso?

   

 Nando Reis: Não. Imagine! Não tenho problema nenhum com nada. O Show Business como todas as profissíµes que se tem mistura o que é público com pessoal.Há a tendência a ser dirigido, manipulado, por conveniência… E í s vezes beira a hipocrisia. Por outro lado,  a compensação disso e um pouco de exagero de querer se mostrar ante esta norma como foi essa declaração. Foi entendido algo, parecia que eu estava falando da minha vida pessoal, que não interessa para ninguém e eu não pretendo torná-la um assunto público. Mas assediado? Desejado? Acho ótimo, que seja por homens, mulheres, árvores, conchas, mamí­feros, invertebrados, é o que todo mundo quer!

   

A assessora de imprensa me avisa que me tempo acabou, me despeço com carinhoso abraço e pensando que bacana poder tocar num desses seres de luz que fazer a nossa vida mais feliz e que conseguem cantar nossos sentimentos tão universais e profundos! Obrigado Nando, obrigado Fausto e jornal A Folha por me proporcionar isso.

   

Haaaaa, e quanto ao show, vcs não viram? Não foram??? Perdeu playboy!!!!  

Abraço e até a próxima!!  

Sandro Lopes “ produtor cultural e repórter por um dia.  

Sandro Lopes  

(51) 8108 5631


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