O governo do RS está implementado nos próximos dias a cobrança de R$ 60,00 de Taxa de serviço obrigatória para que os carros passem por inspeção veicular. Trata-se de mais um imposto nas costas dos gaúchos, que já sofrem em pagar quase 40% do que produzem em tributos e taxas para os governos, junto com todos os brasileiros.
O serviço de inspeção veicular obrigatória é um bom caminho para o desenvolvimento de uma melhor qualidade de todos em relação ao trânsito. Atualmente existem í´nibus movidos í diesel que largam no ar quantidades de fumaça inconcebíveis, assim como também existem carros desregulados gerando poluição coletiva, além de colaborarem negativamente para o efeito estufa, portanto atingido todo o planeta. Mas o serviço deveria se gratuito, já que a carga de tributos, principalmente estadual já é enorme para o contribuinte.
O proprietário de um veículo para rodar já paga atualmente em torno de 2% do valor do carro que emplaca como IPVA. E as estradas, que deveriam estar boas por conta deste imposto de manutenção de vias, insistem e se apresentar esburacadas. A carteira de motorista custa em torno de R$ 1 mil, mas a segurança no trânsito não melhora, só piora. Temos de pagar um seguro obrigatório e para recebermos os valores após um acidente fatal ou uma lesão definitiva causada por acidente é uma missa: temos que adiantar os valores para depois rezar para receber.
O cidadão comum gaucho também já paga sua carga tributária acima de outros Estados da nação. Quando compramos qualquer coisa estamos pagando í s vezes ate 60% do valor do bem em tributos, a maioria ICMS, recolhidos por Estados federativos. O próprio carro é um exemplo. Mais de 50% do que pagamos é em tributos federais e estaduais.
O automóvel é a cada dia mais considerado um instrumento de trabalho dos cidadãos. A maioria das pessoas depende dele para conseguir gerar a renda familiar necessária para sua família. Não é justo que mais uma vez o governo volte a taxar o automóvel como um bem supérfluo, como já fizeram muitas vezes alas radicais do PT, inclusive para justificar a expulsão da Ford do RS, em 1999.
O governo também não colabora para que a opção de utilizar o transporte público como único meio de locomoção seja viável. As passagens de í´nibus e lotação nos grandes centros estão cada dia mais pesadas para qualquer orçamento de um trabalhador médio, e as acomodaçíµes dos í´nibus cada vez mais difíceis e serem ocupadas, principalmente nas horas de pique.
Tudo isto dá uma bela demonstração para podermos deduzir que a criação do importo novo (a taxa de inspeção veicular obrigatória) se trata de uma forma disfarçada de auferir receita. E receita para pagar a conta do inchamento do Estado promovido como primeiro ato pelo novo governo de Tarso Genro.


