Associação Torrense de Proteção aos Animais parabeniza colunista Dani dos Santos Pereira

A ATPA nunca deixou de castrar, contribuindo para o controle populacional de cães e gatos no município. Mas é urgente que o poder público crie a estrutura para as cirurgias e comece a executar seu próprio cronograma de castrações de forma ininterrupta, prevenindo o cio ou garantindo que fêmeas no cio sejam castradas antes de engravidarem.

6 de março de 2025

No final de fevereiro tivemos a grata surpresa de ler o artigo de Dani dos Santos Pereira em A FOLHA Torres, abordando o tema das políticas públicas de bem-estar animal em Torres. na coluna “A Voz dos Bairros”. Dani destacou a necessidade do município implementar políticas públicas de bem  estar animal que envolvam conscientização e castração de cães e gatos em nosso município.

A ATPA nunca deixou de castrar, contribuindo para o controle populacional de cães e gatos no município. Mas é urgente que o poder público crie a estrutura para as cirurgias e comece a executar seu próprio cronograma de castrações de forma ininterrupta, prevenindo o cio ou garantindo que fêmeas no cio sejam castradas antes de engravidarem.

Não é recolhendo das ruas e jogando os animais em depósitos que o problema dos animais  abandonados será resolvido. Basta ver o resultado da ação do município pelos idos de 1999 quando contratou uma empresa de reputação duvidosa para recolher indiscriminadamente cães que estivessem soltos nas ruas de Torres. De um dia pro outro a empresa “sequestrou” mais de 120 cães, que  foram largados todos misturados, machos com fêmeas, de todos os portes, num local totalmente inapropriado, cercado de tapumes onde não se podia enxergar o que se passava lá dentro. A prefeitura viu-se obrigada a romper o contrato com a empresa e reformar as péssimas instalações junto à Estrada do Mar para manter os cerca de 70 cães que sobreviveram àquelas condições pavorosas. Devido à falta de políticas públicas o número de animais só foi aumentando e o canil municipal foi interditado no final de 2013, impedindo a prefeitura de colocar novos animais no local. Ao invés de aproveitar a ocasião e investir em prevenção, com a educação para a guarda responsável e castrações, a prefeitura preferiu contratar hospedagens para os animais, e hoje, além  dos cães do canil original, tem um passivo de centenas de cães, gatos e cavalos espalhados em locais que cobram hospedagem.

É  lamentável não terem reconhecido a necessidade de investir na prevenção de maneira efetiva; somente mutirões esporádicos, dependentes de recursos de emendas eventuais de vereadores é uma medida praticamente inócua para conter o aumento de animais abandonados.

Em se tratando de bem estar animal, outra questão que deve ser trazida à tona são os maus tratos, muito comuns em canis e gatis clandestinos onde são criados animais de raça para venda. Há poucos dias algumas protetoras muito atuantes se uniram e conseguiram resgatar de um canil clandestino em São Francisco de Paula dezenas de cães em situação absurda de maus tratos. Alguns tiveram que ser internados e vários já morreram e estão morrendo devido à cinomose.

Quem estimula o comércio de animais, vendendo ou até comprando, corre o risco de estar contribuindo para a manutenção do sofrimento de outros tantos, seja das matrizes ou de futuros filhotes  doentes ou mestiços, muitas vezes desprezados.

O combate aos maus tratos passa pela conscientização, pela guarda responsável, pela castração. Por isso é urgente a necessidade da criação do centro de bem-estar animal, onde a própria prefeitura possa executar diariamente castrações e atendimento a animais abandonados em uma estrutura pública, sem depender de mutirões e convênios.

Parabéns a Dani dos Santos Pereira por seu artigo e por chamar a atenção para essa questão importante. A ATPA continua a trabalhar para promover o bem-estar animal em nossa comunidade e acredita que, juntos, podemos fazer a diferença.

 

 

 




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