O novo Código Florestal, por estar e fase de quase entrada de votação e debate em Brasília e por ser dono em seus vários textos de temas polêmicos, que influenciarão sobremaneira a preservação das águas e dos ecossistemas no Brasil, assim como influenciarão a produção e a competitividade do Agronegócio no país, acabou sendo o tema principal dos vereadores em seus espaços na tribuna da sessão da casa legislativa, realizada na última segunda-feira 16.
í‰ que de certa forma todos os agricultores do município e Torres estão diretamente no centro dos debates. A questão da Reserva Legal de 20%; a proibição de ocupação e plantio nos topos de Morros; e a metragem de distância que deve ser respeitada (ou replantada em alguns casos) nas chamadas APPs definirão, conforme resultado da votação do novo texto, o futuro e a competitividade dos agricultores da região, principalmente dos que cultivam o arroz.
O vereador George Rech (PTB) disse que, em sua avaliação, Torres pode perder até 70% da área plantada atual. E ele colocou ainda outro problema: o preço da saca de 50 kg. Atualmente a saca de arroz estaria valendo somente R$ 170, mas ou menos U$ 11.
Já vereador Gimi (PMDB) reclamou principalmente dos possíveis impactos que o novo código pode trazer para as áreas urbanas. Ele citou uma emenda que foi apresentada em Brasília, que estaria incluindo as áreas urbanas das cidades nas obediências de distância nas APPs (Rios, Lagos e Oceano). Gimi disse que Torres, por exemplo, poderia ficar inviável, já que se forem obedecidos 100 metros requeridos na emenda, a beira do Mampituba teria que ser demolida, na área urbana.
O vereador José Ivan falou especificamente dos problemas dos lavoureiros de Arroz. Ele lembrou que a categoria investe em equipamentos para pagamento futuro e não pode receber golpes, nem ambientais nem de aviltamento de preços como amargam os arrozeiros hoje.


