OPINIíO – Critica sim, mas educada

5 de junho de 2011

 

 

 

Veja o texto abaixo de í‰rico Valduga: WWW.ericovalduga.com.br. Concordo com o jornalista e dono do blog.

 

   

Projeto sem vergonha de blindar a Corsan

     

O exemplo de Uruguaiana, onde a iniciativa privada foi contratada para universalizar os serviços de água e saneamento, não pode prosperar no RS.  

O projeto de emenda constitucional do deputado Luis Fernando Schmidt (PT), que proí­be a privatização dos serviços municipais de água e saneamento, recém aprovado (sete a quatro) na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, é uma descarada tentativa de blindar a estatal Corsan contra iniciativas que concedam o fornecimento a empreendedores privados. A idéia é impedir a repetição do caso, exemplar, de Uruguaiana, onde o prefeito Sanchotene Felice (PSDB), com aprovação da Câmara Municipal e amplo apoio da comunidade, concedeu os serviços a uma empresa do grupo Andrade Gutierrez, para que em cinco anos implante esgoto tratado em toda a cidade, que hoje tem apenas 8% de sua área servida, ao par da universalização no abastecimento de água tratada.  

A proposta do deputado petista parte de uma obviedade, a de que a água é um bem público, para, por linha sinuosa, chegar ao que deseja o seu autor, que é dispor que os serviços sejam prestados unicamente por pessoas jurí­dicas de direito público ou por sociedades de economia mista, como a Corsan, cujo cartório (ou feudo que os polí­ticos aproveitam) inclui hoje o fornecimento de água, em condiçíµes satisfatórias, e saneamento, altamente deficitário, a cerca de 300 dos 496 municí­pios. Ora, não interessa ao cidadão quem presta os serviços, e sim que estejam disponí­veis, com qualidade e preços razoáveis, sob a fiscalização do poder municipal. O interesse público local é garantido pelo artigo 30 da Constituição da República, que dispíµe sobre competências municipais, cujo inciso V diz o seguinte: Organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local (…).  

   í‰rico Valduga em 2/6/11  

   

O QUE INTERESSA í‰ QUALIDADE E PREí‡O BAIXO

   

Sobre o mesmo assunto, a privatização dos serviços de fornecimento de água e coleta e tratamento de esgoto, é importante salientar que não existe risco da população ficar a mercê de eventuais vontades capitalistas de empresas privadas. O que é privatizado é o serviço, o preço e a necessidade de investimento podem ser trabalhados em ní­veis contratuais.  

Não é saudável ficar buscando ameaças nas profundezas do idealismo como neste caso, onde   deputados governistas do RS falam do valor vital da água para a sobrevivência, como se ela fosse ser roubada pela iniciativa privada, matando de sede simples viventes com nós.  

Na verdade a verdadeira função de uma companhia Estatal é prestar serviço essencial para a população em áreas que exigem muito dinheiro, o chamado Capital Intensivo. Em determinado momento da história há a demanda do povo e a iniciativa privada não possui recursos para investir, mas após o ní­vel econí´mico das empresas nacionais crescerem, é saudável que haja a privatização, pois quem entende de produtividade, qualidade, eficiência e preço de mercado é a iniciativa privada. O governo entende de gastar para o povo, sua função.  

í‰ o que aconteceu no Brasil  ao longo de sua história com a Mineração,hoje já privatizada na maioria;  a Telefonia, hoje também privatizada;  a Energia, hoje mista;   e a exploração de petróleo, hoje ainda pública, mas lidando como empresa de mercado (e deveria ser privatizada também a Petrobrás, pois com o dinheiro de sua venda poderí­amos colocar esgoto em toda a nação, e muita coisas mais).    

Quando uma nação já possui empresas capitalizadas sérias para trabalharem no lugar de empresas estatais, é lógico o rumo í  privatização. Empresa Estatal só serve para dar emprego para grupos e polí­ticos no poder.  

No caso de Uruguaiana, o prefeito de lá cansou e resolveu colocar alguém para trabalhar. E escolheu uma empresa privada.Só isto.

 

     

Critica sim, mas educada

   

Recebi um e-mail de um editor de um Blog da capital sobre uma carta mandada para ele por um leitor, mas sobre Torres. Ele continua defendendo seu conceito sobre a administração de Torres, taxando-a de feitas por manezinhos que deixaram a cidade suja e feia. Polí­bio Braga não quis identificar o leitor.    

Este é um e-mail de pedido de informaçíµes via http://www.afolhatorres.com.br/ de:  

POLíBIO <polibiobraga@hotmail.com>

 

   

Torres precisa ser governada por alguém que tenha "berço" e que tenha visão polí­tica além da ponta de seus narizes. Precisamos de alguém que pense í  longo prazo sem se preocupar com quem será o próximo governante e quem vai terminar a obra começada por ele. Chega de gente que mal saiba se expressar em público e que, em seus discursos, o assunto seja o opositor. O verdadeiro crescimento de uma cidade passa longe de novas praças e recapeamento asfáltico mal feito e ainda durante o verão, "pra gringo ver". O Festival de Balonismo, por exemplo, com mais de 20 anos de tradição, este ano teve boa estrutura e organização, porém um evento que trás pessoas de vários paí­ses não pode ter como atração nacional do sábado í  noite uma dupla sertaneja que ninguém sabe de onde veio e nem mesmo a banda Nenhum de Nós de quem nem se ouvia mais falar. A receita para Torres é mente aberta e, principalmente honesta e idí´nea, compromisso com o Municí­pio, investimentos a longo prazo (mais de 4 anos), ter poder de chamar e unir os grandes empresários da cidade em favor do seu crescimento e fazer com que eles também abram suas cabeças para uma nova maneira de se pensar em Torres, que vai muito além das portas de seus hotéis e restaurantes. í‰ fundamental que o empresariado torrense, juntamente com o Poder Público, pensem a cidade com o olhar num futuro de crescimento real. í‰ preciso trazer novas empresas, através de incentivos fiscais, gerando empregos, trazer e apoiar eventos de todas as áreas durante todo o ano, movimentando o comércio permanentemente, para que o torrense não precise depender somente do verão. Realmente há alguma coisa errada com a nossa Torres, pois, há tempos que a elite gaúcha está trocando a beleza e a estrutura de Torres pela Prainha "fuleira’ de Xangri-lá, que sequer tem uma boa rua e um calçadão a beira-mar, tendo por principal atração a casa do milionário Caburé com seus vários carríµes importados a mostra na garagem. Infelizmente há uma triste verdade: Torres não está bem vista por muita gente. não é só o Sr. Polibio Braga.

 

Um abraço!

 

   

O cidadão está cheio das boas intençíµes. Provavelmente seria um bom prefeito, pelo menos na vontade… Mas não se pode querer que um lugar mude completamente de uma hora para a outra. Não é criticando   todos os cidadãos que são de Torres que se consegue algo, pois o novo prefeito será votado pelo cidadão de Torres. Não é criticando inclusive TODA a oposição atual na cidade que se consegue ter confiança as pessoas, porque quem critica a tudo e a todos mais parece sofrer de alguma doença próxima ao egocentrismo.    

Não é colocando que a pessoa precisa ter berço que se consegue apoio polí­tico, se não o Brasil teria virado Monarquia o último plebiscito. Berço é um conceito muito perigoso para ser usado quando se quer falar de perfil, pois existem na história muitas pessoas bem nascidas que foram perdedoras, assim como existem muitas pessoas que nasceram obres e com futuros incertos, mas se fizeram vencedoras na vida.  

O principal de tudo é ter educação.   Não precisa chamar pessoas de manezinhos para criticar não precisa terminar com uma cidade, chamando-a de feia e suja, para criticar. Pode-se criticar sendo educado, e educação efetivamente mostra quem tem o verdadeiro berço.

 

   

Critica sim, de ambos os lados

   

O vice-prefeito Pardal foi í  Câmara explicar um pedido de informaçíµes da oposição sobre uma festa que ele gerenciou a idealização (pois o prefeito João Alberto estava de férias), que visou promover a cidade de Torres para um segmento social mais endinheirado, eu diria.  Ele já havia mandado a resposta para a casa legislativa, mas reclamou de uma nota em outro jornal local, que falava de um dossiê, sobre o evento.  

No caso todos têm razão.   Pardal tem o direito de fazer uma festa para promover o municí­pio, desde que dentro da lei, o que foi obedecido pelo seu discurso. A oposição tem também o direito de pedir informação.  

 A oposição tem o direito de taxar a rótula da Ulbra como a mais feia que já foi vista, como foi dito na Câmara pelo vereador Rogerinho na última sessão.   Mas Pardal tem o direito de fazer uma festa com champanhe e patês exóticos, quando, pra alguns, o dinheiro poderia ser trocada por risoles em um grande evento na periferia.  

   Talvez o que tenha pegado mal foi uma nota em jornal, que mais parece uma tentativa de ver o circo pegar fogo, mesmo que seja por uma fagulha.   E estas notas irão proliferar a cada dia, pois as eleiçíµes estão aí­.  


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