Se não fosse tão trágico, poderíamos dizer que é folclórico. Já se tornou motivo de gozação, referindo-se a este relacionamento como uma disputa. Na verdade, não é raro haver um choque entre estas duas pessoas, que muitas vezes se posicionam como rivais. No caso de uma mãe possessiva, superprotetora de seus rebentos, ela não quer largar a cria. Quando larga, para o casamento, lhe parece ter perdido aquele ente, e então quer continuar controlando seus passos, í distância, com zelo de mãe que precisa fiscalizar se estão cuidando bem de seu filhinho, e assim não o terá perdido de todo.
Como, naturalmente, a nora não tem os mesmos hábitos da sogra, não prepara ou não serve os alimentos da mesma forma, não cuida do vestuário com o mesmo zelo, é motivo de aborrecimento para a sogra que, não se contendo, mostra sua contrariedade falando ao filho, comentando com a nora e até se queixando para amigas. A nora, por sua vez, não admitirá a intromissão da sogra em sua casa. Começa então a antipatia recíproca e, a partir daí, a relação será socialmente tolerada, por ambas. Inteligente é mãe que, casando seu filho, procura trazer a nora para junto de si, acolhendo-a como filha.
Quando a nora se sentir querida e gostada de verdade pela sogra, ela saberá e aceitará que as sugestíµes poderão auxilia-la na administração do lar. A sogra deverá ser visita na casa do filho e só dar palpite quando for solicitada. E, quando, por algum motivo, tiver que morar com o filho, a coisa pode complicar se a sogra começa a fazer administração paralela. Oferecer-se para auxiliar, sempre que houver necessidade, na cozinha, na guarda dos netos, para que os pais possam sair juntos, é uma atitude simpática, não só para agradar a nora, mas para mostrar que exerce um papel de mãe e avó reconhecida e participativa.
Felizmente, já não é mais tão comum esta disputa pela posse do homem filho e esposo, visto que ninguém é propriedade de ninguém. A mãe deve preparar o filho para o mundo, para que possa administrar sua vida de acordo com princípios que incorporou em seu lar. A escolha do caminho a seguir lhe pertence. A mãe já não tem mais ingerência na escolha do filho. Isto não quer dizer que o filho não aceite ou peça sugestíµes í mãe.


