OPINIíO – Caiu de Maduro…

14 de junho de 2011

Caiu de Maduro…

   

Palocci caiu de Maduro. Quando disse para a imprensa de forma irí´nica que estava enriquecendo como enriqueceram outros ex-ministros da Fazenda, deixou claro que não estava a fim de respeitar a opinião pública.   Ficou até um pouco chato para a presidente Dilma a demora. Talvez tenha sido porque ela imaginava que ele diria de onde e como conseguiu faturar R$ 10 milhíµes em alguns meses, justamente perto do perí­odo que coordenou a campanha da própria Dilma.

 

   

Vitória dos melhores

   

O prefeito de Uruguaiana ganhou na justiça o direito de privatizar a prestação de serviço de água & esgoto naquela cidade. Com a Corsan trabalhando por lá, o ní­vel de captação de esgoto chegou somente a 8%. A empresa Odebrecht investirá por lá R$ 150 milhíµes e deixará a cidade praticamente universalizada no esgoto, acima de 80%.    

Aqui em Torres a Corsan estava vindo bem. O trabalho no Igra vai deixar a cidade com 83%, universalizada, portanto. Pena que as obras tenham parado por conta do não pagamento da Estatal (agora no governo Tarso) aos empreiteiros.   E ainda existem planos concretos de colocação de captação de esgoto no bairro São Francisco, o que faria com que praticamente toda a cidade ficasse atendida na parte central. Os canos já estão aqui, inclusive.  

Estes dados incongruentes, onde em Uruguaiana a Corsan é falha e em Torres trabalha bem, mostra que as prefeituras têm o direito de resolver quem vai prestar o serviço. Vitória da democracia e na meritocracia.

 

 

   Pouco dinheiro para onde precisa muito e muito para onde precisa pouco    

 

O governo Tarso Genro vem mantendo a polí­tica de inchamento dos custos fixos do Estado em funçíµes meio e na insistente polí­tica, espraiada por todos os Estados do Brasil e pelo governo federal, de não disponibilizar dinheiro público para as questíµes vitais de funcionamento de uma sociedade, que são Infraestrutura, Saúde, Segurança e Educação.        

Desde que assumiu o governo do Estado, contratou vários CCs de salários altos, criou novas secretarias, criou novas diretorias especiais, mas não mostrou nada de investimentos. Ao contrário: o Pacotarso prevê diminuição de benefí­cios para servidores, diminuição de pagamento de dí­vidas legalmente assumidas, e não prevê nenhuma ação de investimento estrutural em Infraestrutura, Educação, Saúde e Segurança Pública.    

O vereador Gimi reclamou na sessão da Câmara de Torres na última segunda-feira, com razão, que os salários dos servidores da Segurança Pública de ponta ganham são os piores do Brasil. Nosso sistema de educação insiste em cair nos ranking entre Estados e apresenta notas pí­fias de avaliação de desempenho. Nossa infraestrutura de acesso í s cidades menores ainda sofre com vias sem asfalto. E nossa Saúde mantém padríµes nacionais de mau atendimento.  

Não consigo entender como alguns ainda insistem que atividades meio, de salários altos, são mais importantes que recursos na ponta, no servidor de campo, no servidor que atende as demandas da população. Não é cabí­vel que um Estado como o RS tenha tanta gente mandando por todos os lados, quando não tem respaldo na ponta, pois não tem dinheiro para que as idéias (que são até demasiadas) sejam implementadas.  

Um projeto de diminuição das atividades meio do Estado deveria, este sim, fazer parte de um pacote. Mas parece que não é esta a intenção de mais este governo.  

As economias operacionais adquiridas ao longo dos quatro anos do governo Yeda já foram ralo abaixo. O Estado do RS está mais uma vez engessado em suas próprias entranhas.

 

   

Prioridade invertida

   

As açíµes de proteção ambiental que aparecem em Torres dirigidas por autoridades estaduais e pelo MP parecem que obedecem a regra de inversão das prioridades. A fiscalização acaba ficando em cima de assuntos considerados de direito difuso ao invés de serem concentradas em açíµes de direito objetivo, com provas cabais.  

Na semana passada o pessoal da fiscalização da Fepam cobrou do restaurante Cantinho do Pescador a necessidade de licença para, vejam só, trocar o piso do estabelecimento. Trata-se de um exemplo que não leva a nada. O que a troca de um piso em um local poderá danificar o Meio Ambiente?  

Por outro lado, uma blitz de limpeza retirou sofás e muitas coisitas mais que foram jogadas no Rio Mampituba. Nunca vi ação de cobrança de multa por parte dos órgãos estaduais por conta deste pessoal, que mora na beira do Rio, na Salinas, por exemplo, e coloca esgoto e tudo pela janela, incluindo sofás.  Ou dos carroceiros… Não vi nenhuma ação da Fepam para fiscalizar as pessoas na beira da praia que jogam copos plásticos no mar, como se fosse um lixão. Será que é a fraca estrutura da prefeitura que deveria fiscalizar isto?  

Vejo o IBAMA não deixar surfistas pegarem onda na Ilha dos Lobos, mas assisto diariamente barcos do Passo de Torres jogarem óleo no rio Mampituba (e devem jogar no mar também) e nenhuma ação de multa ou apreensão das embarcaçíµes se ouviu falar.  

O MP interdita obras alegando que os passarinhos não irão desviar de prédios altos e morrerão, como se passarinho fosse trouxa, mas o mesmo MP não interdita o Parque Itapeva por não resolver o problema das famí­lias em situação de risco que poluem e não recebem sequer atenção dos guardas do Parque. Ao contrário, recebem ameaças.

 

   

Doa a quem doer

   

O vereador José Ivan lembrou na última sessão da Câmara que é necessário ter habilidade para trazer recursos federais, e que na história de Torres, essa foi a gestão que mais conseguiu recursos federais e estaduais através de convênios, sendo 12 milhíµes de reais em recursos federais e 5 milhíµes de reais em recursos estaduais.    

Quem não quer ver que não veja, mas no ní­vel de investimento em Torres acho que a administração João Alberto irá, de longe, deixar um recorde na cidade. E para alcançar este feito, o próximo prefeito deverá repetir a receita: ter bons projetos e passar no mí­nimo uma semana em Brasí­lia levando chá de banco nos ministérios.  

Doa a quem doer, a administração está muito boa. Existe, é claro, problemas, assim como saudavelmente outras correntes podem achar que as prioridades seriam outras. As prioridades são sempre as causas saudáveis das brigas entre ideologias. Mas a ní­vel de obras para Torres, acho que o próximo terá que rebolar para conseguir o mesmo.

 

   

Barraco é parlar, parlar é parlamento. Parlar é falar

   

Sobre a discussão acirrada que o vice-prefeito Pardal protagonizou na Câmara Municipal, é importante lembrar que a casa do povo é o parlamento. í‰ lá que devem existir os barracos. Parlamento, parlar, falar … Já vi muito vereador desqualificar secretário por lá, e acho que secretários e polí­ticos do executivo também têm direito de ir lá a falar (parlar) o que acham. Cabe ao povo julgar quem foi violento, ou quem foi autêntico, ou quem foi hipócrita. Isto sim é saudável.  

O que não é saudável são ofensas pessoais e de idoneidade. Estas devem ser feitas em cima de constataçíµes com provas cabais. Quanto ao vice-prefeito ter utilizado e expressão Quando falam de minha idoneidade, ou eu morro ou eu mato, trata-se de uma expressão de sentido figurado. Matar o assunto explicando, ou consentir que naquele assunto ele morreria com a culpa: este é o significado.

   Pardal pode ter defeitos, muitos defeitos, mas é uma pessoa sensí­vel e nunca faria o mal através da violência. Pode ser autêntico e direto, mas fazer o mal, não acredito.            


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