EDITORIAL – Chega de polí­tica antiga

17 de junho de 2011

Estamos em fase de debatermos sobre a necessária Reforma Polí­tica. O assunto foi tema de debate na semana passada em palestra na Ulbra, assim como foi tema também há um mês na mesma Ulbra. A conclusão que se chega é que a sociedade deve entrar na discussão para dar seus pitacos. Manifestaçíµes públicas sobre o tema emitidas através das redes sociais como Facebook e Twitter seriam a melhor forma.  E para isto a mesma sociedade deveria se informar, e muito bem.  

Não podemos deixar que a Reforma Polí­tica seja debatida somente pelos polí­ticos atuais. í‰ de se esperar que este debate não avance muito se feito justamente por quem está neste trem e possui altí­ssimos interesses individuais de preservar o sistema, e que, principalmente, acredita piamente que a polí­tica como ela é feita atualmente é a melhor. Os polí­ticos atuais e os partidos não querem saber da opinião pública sobre o tema: preferem que as modificaçíµes aconteçam, sim, mas não abrem mão de vantagens que suas siglas e seus mandatos os dão neste momento. E isto por si só já basta para que a sociedade não acredite que uma reforma polí­tica feita pelos próprios polí­ticos, sem contestaçíµes contundentes do povo de forma pública, se mostre progressista e modernizadora.  

Atualmente assistimos partidos polí­ticos se utilizarem de fórmulas antigas de fazer polí­tica para conseguirem o poder.   Sem um programa baseado em ideologias claras e factí­veis, as siglas insistem a praticar a velha formula de minar o terreno alheio para conseguir somar pontos no ambiente eleitoral. Por exemplo: o PV de Gravataí­, vejam bem, o PV, um partido novo, no qual Marina Silva se destacou por mostrar que pode, sim, haver polí­tica sem rebaixar o adversário,  sai dos trilhos de Marina e pede que a prefeita daquela cidade, que é do PT, seja impedida de governar (Impeachment), alegando que a administradora pública alongou o perfil da divida da cidade com a CEEE, quando qualquer um deveria bater palma para a conquista. Outro tema que o PV de lá alega é o suposto parentesco que existe entre o procurador do municí­pio e a prefeita, que teria outra entrança em outro parente. Mas não existe nenhuma irregularidade formal nesta denúncia, ou seja, o PV quer realmente denegrir a imagem da atual administradora sem qualquer argumento mais forte, principalmente para alegar a possibilidade do Impedimento da administração atual. O PV de lá pratica a polí­tica antiga.  

 Outro exemplo está aqui em Torres. Parece que vontades individuais com visão ao pleito do ano que vem começam a aparecer. Após haver o ganho da eleição do governo do Estado pelo Partido dos Trabalhadores, obras da Corsan (que é estatal do RS) começaram a sofrer paralisaçíµes por falta de recursos. Um projeto de repasses da FUNASA também mostra algum DNA polí­tico. A cidade corre o risco de perder R$ 3,5 milhíµes em investimentos em maquinário para a limpeza urbana sem motivos aparentes, somente por documentos e documentos que surgem, um após o outro, lentamente, parecendo que efetivamente existe um movimento para que o prazo vença no dia 30 próximo, e Torres não receba os recursos, sendo prejudicada sobremaneira.

 Trata-se de polí­tica feita í  moda antiga. Mas o eleitor brasileiro está ficando mais esperto e não admitirá manobras politiqueiras simplesmente para enfraquecer pessoas e projetos com intuito de roubar a cadeira maior. A ideologia partidária tem que estar clara; as posiçíµes partidárias sobre temas estratégicos absolutas; e os polí­ticos que levam aquela sigla no peito devem obedecer a postura maior da agremiação. Chega de a sociedade eleger pessoas para ficaram brincando de gato e rato para disputar dinheiro e cargos. Isto é polí­tica antiga. A reforma deve mudar as regras para que o ambiente se torne competitivo, sim, mas com impossibilidade de fisiologismos e manobras individuais.


Publicado em:







Veja Também





Links Patrocinados