OPINIíO – Quem fala a verdade?

11 de julho de 2011

     

 

O PT no RS há sete meses votava contra e esperneava se fosse necessário para não deixar que o governo Yeda aprovasse seus projetos. Hoje vota a favor e milita aos ventos suas aprovaçíµes, quando as matérias são as mesmas. O eleitor incauto (a maioria) não sabe nunca quem tem razão.  

Aqui em Torres agora a oposição também se posiciona contra a contratação de funcionários PARA A SAíšDE da prefeitura.     Foi em peso contra os projetos encaminhados em sessão extraordinária na última quarta-feira (6). Acusou a prefeitura de estar trabalhando com Casuí­smo…, buscando ajeitar CCs…  

Se fosse poder, provavelmente estariam militando a favor, e a oposição também a acusaria da mesma coisa. Vai entender isto… Olho no lance! Falta definição ieológica!

 

   

Faltou defesa

   

Mas a base do governo desta vez somente votou a favor dos projetos na mesma sessão extraordinária. Não teve nenhum vereador que pediu a palavra na tribuna para defender o projeto do governo João Alberto para contratar gente para trabalhar na secretaria de Saúde. Isto de certa forma coloca lingí¼iça no arroz. Por que não houve defesa se a oposição atacou tanto os projetos?

 

   

Sobraram acusaçíµes

   

Já o vereador Brocca aproveitou mais uma vez a oportunidade e soltou a lábia contra a prefeitura. O edil do PP disse que para ele a cidade de Torres está vivendo uma ditadura. Disse que a prefeitura compra a tudo e a todos para se manter no poder. Que poder? Estamos a um ano do pleito… Mas crí­tica é crí­tica e tem de ser respeitada, embora exageros possam ficar na gaveta, í s vezes.

 

   

Vereadora Lú entrou no detalhe dos CCs

   

A vereadora Lú ao criticar os projetos da prefeitura acabou mostrando que sua intenção neste caso é entrar no detalhe interno da municipalidade. Ela não concordou com a relação salarial e o perfil do contratado referente í  sua escolaridade. Primeiro: o projeto não diz o nome da pessoa, o que  faz se supor que a informação informal rolou solta pela casa legislativa. Segundo, mesmo se constasse, a prefeitura tem o direito de escolher o perfil de seus CCs. Pode-se fazer uma lei exigindo que um tipo de cargo exija curso superior, outro segundo grau, outro pós- graduação. Mas entrar no detalhe sem haver lei é entrar em uma área onde os administradores devem de ter o direito de contratar quem eles entendem como cargos de confiança, o nome já diz isto.

 

   

Rogerinho misturou e após desmisturou

   

Já o vereador Rogerinho de certa forma se contradisse em suas crí­ticas. Primeiro ele concordou que as contrataçíµes da prefeitura seriam para estruturar uma área de Saúde Bucal na secretaria de Saúde. Mas logo em seguida questionou o porquê de haver a contratação de pessoas para a área de informática, administrativa e de apoio psicológico. Sugeriu, inclusive, que se houvesse necessidade de apoio psicológico para os servidores, a cidade já possuí­a o CAPS para isto…  

Ele acabou se contradizendo, pois concordou em ter uma estrutura, mas discordou da própria estrutura. Ou, se melhor entendo, gostaria que todos contratados fossem dentistas, o que pode ser, mas é difí­cil, pois uma estrutura de atendimento médico deve ter pessoas administrativas. Estrutura de atendimento odontológico não é somente um monte de dentista, tem que ter organização e critérios legais para operar.

 

   

Dificilmente passa

   

Outro projeto de lei que foi debatido e votado na sessão extraordinária da Câmara que aconteceu nesta semana, em pleno recesso, foi o do convênio com o hospital. A matéria passou, mas passou com emendas que entram na administração interna do Hospital Navegantes. E acabam confundindo alhos com bugalhos.  

í‰ que os vereadores reclamam de falta de estrutura e qualidade de atendimento em procedimentos do SUS, quando o contrato com a prefeitura trata tão somente dos procedimentos de emergência. Parece-me que a vontade dos vereadores é legí­tima, mas não sei se a administração do hospital aceitará que a Câmara entre em horários e métodos internos da entidade em troca de um convênio, vamos ver.

 

   

O que é real

   

Na realidade,  a prefeitura através da secretaria de saúde esta aumentando seus investimentos no setor. Da forma que está a área de Saúde no Brasil é de se elogiar qualquer investimento dos municí­pios na esfera, desde que, é claro, esteja dentro dos parâmetros orçamentários e dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal.Mas por outro lado existem ideais que prefeririam aumentar, por exemplo, os investimentos na área do Turismo, da Indústria, da Agricultura Familiar, dentre outras.    

Tem uma corrente que diz que a melhor profilaxia contra a falta de saúde é a presença de trabalho, emprego e possibilidade de aumento de renda. Dizem estes que as pessoas adoecem por falta de ter o que fazer ou por falta de horizontes profissionais mais iluminados.  

Portanto, cabe a você e aos vereadores que optem. Uns podem (e até deveriam) admitir que preferem maiores investimentos na atividade produtiva local para gerar emprego & renda; outros podem (e também deveriam) insistir que a prioridade antes de tudo é a qualidade do tratamento de Saúde. Os que acham que os dois são importantes fazem coro com a torcida do Flamengo, mas dinheiro é um só e deve-se ter sempre um lado de preferência, principalmente por parte de quem milita na polí­tica.

 

   

O que é real e a solução

   

E esta realidade de opção de investimento tem a vez de receber debates e até embates saudáveis de divergências ideológicas, também saudáveis. Trata-se das reuniíµes que definem os orçamentos ou a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). í‰ nestes encontros que as posiçíµes podem ser confrontadas. í‰ na LDO que a cidade terá definido e votado AS DIRETRIZES DE SEUS INVESTIMENTOS E GASTOS. Se tiver mais vontade de dinheiro para o Turismo, ela terá mais investimentos em projetos voltados para o Turismo em seu horizonte. Mas se tiver mais vontade de dar dinheiro para a área da Saúde, terá uma diretriz mais social e para as pessoas.  Trata-se de matemática simples.  

A reunião da LDO será nesta semana, no Centro Municipal de Cultura. O edital da convocação da Audiência Pública esta nesta edição de A FOLHA. Vamos prestigiar.

 

   

Treinamento e modernização gratuitos

   

No dia 12, terça-feira, a diretoria do SEBRAE/RS estará aqui em Torres para palestrar sobre os impactos diversos que o advento da copa do Mundo de 2014 trará para as cidades, indiscriminadamente. Mas mostrarão também os impactos que municí­pios que possuem INFRAESTRUTURA DE TURISMO como Torres terão, caso queiram efetivamente faturar em cima disto. Os números são muito grandes, de difí­cil compreensão. São milhares de pessoas que se deslocam de seus paí­ses para assistir a copa. Muitas delas vão pouco aos jogos, aproveitam para passear e conhecer os locais próximos de suas Seleçíµes.  

Porto Alegre será sede de vários jogos da competição. A capacidade hoteleira de lá é frágil, mal comporta o Turismo de Negócios atual. Portanto, cidades com hotéis sobrando como Torres devem certamente estar na lista das possibilidades dos visitantes.

 E o SEBRAE está disposto a ajudar na preparação. Tem verba para isto em seu orçamento. Vamos prestigiar. í‰ também no centro Municipal de cultura, na terça-feira, 12 de julho, das 19h í s 22h.


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