Na política as coisas se repetem. Quem está no poder pede para contratar e quem está na oposição geralmente rejeita, ou ao menos reclama. O argumento da situação é sempre o necessário aparelhamento da máquina publica para trabalhar, quando nem sempre é isto que acontece. Já o insistente argumento da oposição é na maioria das vezes a veia política das contrataçíµes. Dizem os opositores que se trata de aparelhamento político a casuísmo, quando em muitas vezes não é este o verdadeiro teor nas atitudes da situação. O eleitor deve nestes casos (sempre) escolher em quem acreditar. O processo se repete em todas as esferas do poder, nas cidades, nos Estados e na Nação.
í€ pedido da prefeitura e após sessão extraordinária na semana passada, realizada no dia 30, a Câmara Municipal de Torres realizou mais uma sessão extraordinária após o recesso que iniciou no dia 1 º de julho na última quarta-feira (6), í s 16 horas. Na pauta os três projetos que foram adiados de discussão e votação na semana anterior, também em sessão extraordinária. As votaçíµes e discussíµes foram polêmicas e a oposição reclamou sobre o porquê de deixar este tipo de assunto para ser votado nos recessos, sem participação do povo e sem a transmissão das rádios da sessão.
Oposição votou contra em bloco. Presidente Gimi (PMDB)
não precisou desempatar
A oposição se posicionou em boco contra a aprovação de dois projetos. Mas a maioria de vereadores da base aliada acabou conseguindo sua aprovação. O presidente da casa, vereador Gimi (PMDB), não precisou votar para desempatar, e acabou ficando isento de posicionamento formal, já que não defendeu os projetos do governo, assim como nenhum outro membro da base utilizou a tribuna para defendê-los. Os vereadores José Ivan Pereira (PMDB), Tiago Silva (PMDB), George Rech (PTB) e Betão da Cal (PPS), base aliada, votaram a favor dos três processos, conseguindo sempre as aprovaçíµes.
No processo 55/11, o vereador Rogerinho (PP) criticou o número de cargos requeridos pela municipalidade para um projeto que, conforme ele, busca melhorar o atendimento odontológico publico na Saúde de Torres. Ele criticou a contratação de, conforme disse, um enfermeiro para planejar e coordenar as operaçíµes de atendimento bucal; de um farmacêutico que receberia R$ 2,6 mil para fiscalizar as farmácias locais e de uma psicóloga para atender os próprios funcionários da Saúde Pública. Temos o CAPS para atender estes casos, trata-se de um processo de contrataçíµes políticas para mim, disse Rogerinho.
Já a vereadora Lú (PT) também achou o processo estranho e se posicionou contra. Sempre voto a favor da Saúde, mas não vejo nada de excepcional nestas contrataçíµes. E os funcionários atuais, pergunto, cumprem os horários? Vou pedir informaçíµes, afirmou Lú. Já o vereador Brocca (PP) foi mais radical. Vou votar contra porque vejo falhas do processo. Votaria a favor em algumas partes, mas já que veio desta forma eu vou votar contra tudo, disse. Está se formando uma ditadura feita pelo PMDB, que sempre se disse a favor da democracia, sugeriu Brocca. Estão comprando todo mundo com cargos para se manterem no poder, desabafou. Os três vereadores da oposição votaram contra: Brocca (PP) Rogerinho (PP) e Lú (PT).
Oposição diz que contrataçíµes são um casuísmo
O processo substitutivo 17/11 também repetiu o formato de discussão. Os vereadores Brocca (PP), Rogerinho (PP) e Lú (PT) votaram contra. Para eles todos se tratou de um casuísmo da municipalidade, que estaria contratando pessoas para ajeitar parcerias políticas novas, sem citar que parcerias seriam estas. Já os vereadores da base aliada votaram a favor, mas também não se manifestaram na tribuna defendendo o mérito da matéria.
Brocca disse ser decepcionante o processo. Estão criando cargos para trazer partido para dentro da prefeitura, vamos parar de gastar, isto é compra direta, disse Brocca. Já a professora Lú também afirmou que mais parece um casuísmo o processo. Concordo em colocar alguém que tem segundo grau com um salário mais alto, mas discordo em dar para outro cargo salários de pessoas que teriam curso superior quando neste caso o servidor somente possui segundo grau, disse.
Projeto aprovado por unanimidade recebeu várias emendas
O projeto 46/11, sobre o convênio com o Hospital Navegantes, foi aprovado por unanimidade, mas com várias emendas, que obrigam o Hospital que se adapte em procedimentos e horários para poder receber os recursos conveniados. Foram várias pequenas emendas com parágrafo, que até o fechamento desta edição A FOLHA não teve possibilidade de ter acesso. Pela falta de defesa em tribuna, a aprovação parece que recebeu apoio unânime dos vereadores antes de entrar em pauta na sessão. Todas as emendas foram aprovadas por unanimidade assim como o projeto.
Mais detalhes sobre os projetos podem ser obtidos no site da Câmara de Vereadores de Torres.


