OPINIíO – Oportunidades e oportunidades…

18 de julho de 2011

 

 

Oportunidades e oportunidades…

   

Na terça-feira passada o SEBRAE, a convite da secretaria de Turismo, Comércio, Indústria, Cultura e desportos de Torres esteve palestrando aqui na cidade sobre os impactos que a vinda da Copa do Mundo trarão para a maioria das cidades em Estados que são sede, principalmente municí­pios como Torres, que possuem estrutura de hotéis, restaurantes e outras para receber viajantes.   Infelizmente muito pouca gente esteve lá para conferir a apresentação. Infelizmente foi pouca gente no Centro Municipal de Cultura para assistir a palestra, parece que muitos preferiram ficar assistindo as tramas de Passione… Ou as novidades da corrupção em Brasí­lia.  

O SEBRAE está preparado para assessorar completamente as empresas que enxergarem oportunidades com o advento da copa.     Está no orçamento da entidade este apoio… E fica claro que para se ter ganhos com a vinda de turista de todo o mundo para o evento esportivo, mundialmente conhecido como o maior em presença de público, a Copa do Mundo, há de se ser profissional: a FIFA não dá chance para amadores e estes podem, além de não ganhar, perder por achar uma coisa e a realidade ser outra.  

Outra constatação altamente pragmática que o SEBRAE do RS trabalha e se foca nela é a grande presença de turistas castelhanos no RS e em todo o Brasil.  Eles vão querer assistir uma Copa assim como nós, brasileiros ,também quisemos em 1978, quando o evento foi realizado na Argentina. E os nossos hermanos estão muito acostumados com o RS. Por isso será aqui a preferência de estadas dos visitantes. E Torres pode, sim, ser uma das localidades escolhidas por eles para hospedagem. Porto Alegre está há 2 horas daqui de carro ou í´nibus e dá tranquilo para se  hospedar aqui e ir assistir aos jogos na Capital, aproveitando o tempo ocioso entre um jogo e outro para curtir nossa cidade, conhecida (muito) pelos hermanos. Olho no lance.

 

   

Que passa?

   

Outra assessoria gratuita que o SEBRAE proporcionou para empresários que se dispusessem a ir ao Centro de Cultura assistir a palestra de terça-feira e tomar um café com salgadinhos de graça foi a apresentação de uma pesquisa feita pela entidade no verão para detectar o perfil dos turistas castelhanos no RS. Muitas coisas interessantes apareceram; muitas oportunidades de adequaçíµes empresariais baratas também apareceram na pesquisa, mas parece que o futuro das tramas da novela ou o nome do próximo ministro que assumirá no Planalto se fizeram mais importantes para muitos empresários torrenses.    

Uma das coisas que caem de maduro é a confecção de Cardápios pelos restaurantes bilí­ngí¼es, ou trilingue (com Inglês).   Outra coisa que ficou clara é a necessidade de Torres providenciar sinalizaçíµes urbanas em duas lí­nguas ao menos: Português e Espanhol. A falta de facilidade de comunicação foi o fator que mais apareceu na pesquisa. Podemos ser vanguarda nisto!  

Outra constatação é forte. Somente 4% dos argentinos que freqí¼entam nossa cidade vêm da Grande Buenos Aires, o que mostra que deverí­amos fazer mais propaganda na Capital argentina sobre as belezas e vantagens de nossa cidade em relação í  Santa Catarina: Esgoto captado universalizado, Segurança e Belezas naturais são algumas delas.

 

   

Ta tudo bom…

   

Aconteceu na quarta-feira í  tardinha, no Centro Municipal de Cultura, a audiência pública obrigatória para definir as diretrizes do Orçamento conforme votação DA COMUNIDADE. Infelizmente, ou felizmente, não sei, só compareceram no evento, altamente divulgado com antecedência, em toro de 30 pessoas, a maioria absoluta formada por funcionários públicos da municipalidade.    

Digo infelizmente, ou felizmente, porque lá poder-se-ia, por exemplo, votar uma prioridade para o bairro Curtume, Arroio, Stam. Poder-se-ia votar pelo Pórtico ( que muitos reclamam), pela construção do calçadão da beira rio, etc. Mas ninguém se interessou… Talvez seja porque está tudo muito bom, não precisa se dar opinião, delega-se para os gestores a escolha das prioridades. Mas não é o que parece. Diariamente encontramos pessoas nas ruas reclamando de várias demandas que apareceram lá justamente para serem ou ao serem votadas. Dava até para mobilizar pessoas, como fizeram servidores públicos,  para sugerirem aumento salarial, mas não… Não houve mobilização, sequer participação.

 

   Votação para o coletivo

 

Mas o pequeno público, formado na maioria por servidores públicos de carreira ou de cargos de confiança, acabou surpreendendo positivamente por escolhas, muitas delas altruí­stas, de estrutura, ao invés de escolhas egoí­stas, de interesses especí­ficos de bairros. Por exemplo, das cinco prioridades mais votadas e escolhidas, constou as melhorias no Parque da Guarita, uma demanda estrutural e de Turismo, que pouco modifica a vida de bairros, onde a maioria dos votantes reside; foi  também votada a melhoria e construção de ciclovias na Avenida Castelo Branco, outra demanda coletiva, que melhora a porta de entrada da cidade, etc. Trata-se de um bom exemplo de grupo que, mesmo podendo votar fatores pontuais para si próprio, votou em obras estruturais coletivas. Parabéns.

 

     

Palmeiras, por favor…

 

 

 

 

 

 

 

         

 

A beira da praia está recebendo um ótimo upgrade. O novo calçadão, a ciclovia e o novo asfalto deixarão a Prainha e a Praia Grade praticamente novas, pronta para receber turistas crí­ticos   e exigentes, parabéns. Mas falta uma definição: a de o que plantar para arborizar a avenida.    

Já se tentou plantar de tudo nos canteiros centrais, mas nada pegou. E existem algumas pessoas que, com todo o direito, sugerem outras plantas para os locais, o que chamo a atenção, humildemente. í‰ que somos uma cidade de TURISO DE VERíƒO. E a arborização para o turismo de verão é totalmente ligada á árvores que são da famí­lia dos coqueiros, Palmeiras em geral.  

 A mobiliária Nossa Casa importou do Uruguai um tipo delas que pegou, pelo menos parece. São bonitas e resistentes, e combinam sobremaneira com o conceito de praia, tropicalismo e sofisticação, o que o turista busca no verão. Basta olhar qualquer decoração de hotel em beira de praia ou que procura passar o conceito de beira de praia, que se verá só verde e só da famí­lia das palmeiras…  

 Portanto, sugiro que a municipalidade defina que são palmeiras iguais a da imobiliária Nossa Casa que serão plantadas para ornamentar a Avenida Beira Mar. Se não forem iguais, que sejam palmeiras.                      

 


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