Projeto na região de Torres visa sistematizar práticas de adaptação agroecológica à emergência climática

O Centro Ecológico e entidades parceiras, com apoio do Fundo de Agroecologia (Agroecology Fund), estão implementando um projeto que visa construir uma nova base de conhecimento para a transição agroecológica. Dentre outras atividades, a pesquisa inclui a aplicação de um questionário e coletas de solo, que vêm sendo feitas desde maio.

Fotos: https://www.instagram.com/ervamategeracoes/ - 1
12 de agosto de 2025

A primeira dificuldade que agricultoras e agricultores enfrentam hoje é o clima. Na Serra e Litoral Norte do Rio Grande do Sul, regiões de atuação do Centro Ecológico, os desafios são comparados aos de 35 anos atrás, quando quase não havia experiências sobre produção agroecológica. “Quando a gente começou, 30 anos atrás, tinha menos recurso, menos tecnologia para produzir, mas o clima era melhor”, avaliou a agricultora Nara Martins Rosa, no final de 2023. Marcado pelo impacto de adversidades climáticas, o segundo semestre daquele ano foi seguido pelas enchentes de maio de 2024. Entre as enchentes, três ondas de calor e uma estiagem.

Em resposta a esta necessidade de adaptação à emergência climática, o Centro Ecológico e entidades parceiras, com apoio do Fundo de Agroecologia (Agroecology Fund), estão implementando um projeto que visa construir uma nova base de conhecimento para a transição agroecológica. Junto às redes e organizações de agricultoras e agricultores, o projeto vem estudando práticas mitigadoras no manejo do solo, como adubação verde, produção de insumos orgânicos e sistemas agroflorestais.

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Como parte da sistematização destas práticas, o projeto está implementando uma pesquisa participativa. Dentre outras atividades, a pesquisa inclui a aplicação de um questionário e coletas de solo, que vêm sendo feitas desde maio.

As amostras coletadas em propriedades agroecológicas e convencionais, e também em áreas de floresta, são analisadas no laboratório do campus Santa Rosa do Sul do Instituto Federal Catarinense. Primeiro, os aspectos físico-químicos, como teores de matéria orgânica, argila, níveis nutricionais , pH (medida da acidez e da alcalinidade do solo), entre outras características. “E segundo, o Instituto (IFC) vai usar um novo protocolo da Embrapa, que é o que a gente chama de bioanálises, para entender como funciona a atividade microbiológica destes solos”, explica Joaquim Martins.

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Conforme o agrônomo, apesar do solo da floresta ser o parâmetro para esta pesquisa, o estudo não é comparativo. “É pra gente ter esta percepção e essa avaliação dos manejos e uso destes solos, e depois relacionar as características: o que um solo com manejo orgânico tem pra oferecer pra estas plantas, como é que está esta condição, do solo convencional”.

A previsão de divulgação dos resultados é janeiro de 2026.

 

Organizações que fazem parte do projeto

 

Fazem parte deste projeto: Centro Ecológico, Associação dos Colonos Ecologistas da Região de Torres (Acert), Associação dos Colonos Ecologistas de Morrinhos do Sul (Apemsul), Cooperativa Econativa, Núcleos Serra e Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia, Associação de Estudos e Projetos com Povos Indígenas e Minoritários (Aepim), Instituto Federal Catarinense – IFC.

 

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Publicado em: Meio Ambiente






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