OPINIíO – Prefeituráveis começam a se mostrar

20 de agosto de 2011

Faltando 45 dias para a primeira fase de definição de pessoas e partidos que querem concorrer para o pleito, pois após o dia 3 de outubro ninguém poderá mais trocar de partido ou de domicí­lio eleitoral caso queira concorrer, iniciaram-se definitivamente as posiçíµes individuais dos chamados prefeituráveis, de primeira leva, pois somente nas convençíµes do ano que vem é que deveremos ter mais clara as nominatas de partido, as coligaçíµes e os novos horizontes. Pessoas buscam mostrar seus lados competitivos ocupando suas funçíµes públicas, e o panorama das disputas começa também a ficar mais claro.Na semana que passou,  até uma reunião virtual surgiu como se fosse real. Uns disseram para a coluna que não compareceram na tal de reunião e outros insistem que compareceram, o que no mí­nimo dá espaço para chamarmos de reunião virtual.  

 Em tempos de aceleração cada vez maior das redes sociais e das possibilidades de se realizar reuniíµes de forma não presencial, como, por exemplo, as videoconferências, as conversas em grupo via Skype, as conversas em grupo por celular, dentre outras, diga-se de passagem, acaba tornando este exercí­cio legí­timo. Difí­cil é provar que participou. Por isto a coluna não entrará no detalhe do conteúdo da tal de reunião por conta, eu diria, da falta de provas e das fontes serem concorrentes da mesma busca (o pleito), e isto as torna menos confiáveis, neste caso…

 

   

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O vereador Gimi, abertamente um dos candidatos a candidato do PMDB a vaga de prefeito, iniciou seu segundo semestre mostrando seu jeitão de trabalhar, o que é saudável, pois define perfil e aproxima possí­veis seguidores de sua eleição. O presidente da Câmara mostra que se diferencia por ser um aglutinador de causas em nome da cidade, ao mesmo tempo um articulador estratégico, que busca colocar as devidas responsabilidades a quem as tem.  

Nesta semana conseguiu a resposta da formalização de uma audiência pública a ser realizada na Assembléia Legislativa para discutir as mazelas das indefiniçíµes sistêmicas da implantação do Parque Estadual Itapeva, aqui em Torres. E discutir as mazelas na frente de quem no fundo é responsável, o governo do RS e a anuência da Assembléia Legislativa, que aprovaram o decreto do Parque há 10 anos, uma década que praticamente nada aconteceu no próprio Parque. Gimi mostra bem seu jeito reto, corajoso e insistente ao bancar esta luta e ao encarar publicamente a questão, doa a quem doer.

 

   

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Já o vereador José Ivan, outro candidato í  candidatura do partido para concorrer í  vaga para a prefeitura de Torres no ano que vem, mostra também seu estilo: de conciliador e polí­tico paciencioso.   Insiste, por exemplo, na busca das demandas para a Vila São João que dependem de aprovação do DNIT, mas busca não entrar em rota de colisão para tal. Seu estilo é mais de processo, de conversas, de busca de apoios paralelos, etc.  

José Ivan também mostra que gosta mesmo é de se envolver em debates, em processos de discussão de causas. Sua atuação na presidência da Comissão Especial que coordenou a discussão e aprovação do Código Ambiental de Torres foi assim. E agora já se prepara para instalar seu jeito na estrutura de debates para a discussão do Código de Posturas e nas modificaçíµes do Plano Diretor, que estão para entrar em pauta na Câmara. Ele aproveitou muito bem sua estada no Executivo para aprender caminhos para conseguir as coisas, tanto em ní­vel externo quanto em ní­vel interno (na prefeitura) e utiliza muito bem este fator para trabalhar na Câmara. Mostra também seu estilo, estilo este que levará seus seguidores para seu lado, como Gimi por seu, diferentes estilos, diferentes eleitores.

 

   

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O vice-prefeito e secretário da Saúde Pardal, outro prefeiturável do PMDB, busca participar ativamente nos vários feitos do governo João Alberto e deixar clara sua opinião sobre os assuntos todos, sempre cuidando de projetar o que ele enxerga daquilo para o futuro, portanto projetando ele no poder frente í quela causa. Além de manter o ví­nculo direto e com responsabilidades formais na secretaria de Saúde do municí­pio, participa de todas as cerimí´nias da municipalidade junto ao prefeito João Alberto, que por sua vez dá espaço para Pardal, em alguns casos mandando-o até o substituir quando está em viajem.  

Nos posicionamentos, o vice-prefeito ,candidatí­ssimo, mostra que está estudando a fundo Gestão, Estratégias, dentre outras matérias importantes para um administrador, e deixa claro que pretende vender a idéia de fazer uma administração grandiosa em tudo, caso seja eleito candidato dos candidatos do partido e caso seja eleito prefeito, afinal, um caminho grande a seguir ainda, mas que Pardal desconsidera, o que deixa clara sua intenção. Seu jeito vai levar a ele massas de apoiadores, é claro, como nos outros casos. A vantagem do vice hoje em dia é a de ele estar diretamente ligado aos moradores e funcionários, diariamente.

 

   

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Do lado do PP, o vereador Rogerinho mostra seu estilo. Como oposição, se obriga a atacar coisas da municipalidade, e, ao atacar, mostra que é uma pessoa impulsiva, que gosta de colocar as coisas com absolutividade. Esta atitude define. Tem gente que gosta deste tipo de postura, assim como tem os que não admiram, normal em tudo.    

Já o vereador Brocca, outro prefeiturável do PP, mostra que quer estampar os lados falhos da administração atual, contra qual faz oposição. Busca questionar legalidades, acusa sistematicamente a administração de estar loteando o quadro de servidores com cargos públicos para companheiros, etc. Trata-se de uma forma tradicional de fazer polí­tica de oposição, que tem dado certo Brasil afora, embora eu, particularmente, não admire, mas respeito.    

Falta nos dois membros do PP que declararam ser candidatos a candidatos í  prefeitura de Torres um sentido mais idealitário de defender causas. Minar a situação faz parte, mas mostrar de forma convincente como faria ou em que sentido caminharia caso estivesse no poder, se faz necessário.    

A desvantagem dos dois candidatos é que o local onde possuem fórum para posicionamento é na Câmara. Buscar outras atividades fora da casa seria mais competitivo.

 

   

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A candidatura mais certa para o pleito de 2012 em Torres é a da ex-vereadora Ní­lvia. Ela conseguiu boas votaçíµes em Torres nas últimas três eleiçíµes que participou, embora para a prefeitura ela tenha entrado em terceiro lugar em 2008, atrás de De Rose e João Alberto.    

Ní­lvia está tendo uma oportunidade diferenciada. Como contratada pelo governo do RS para trabalhar nas causas gaúchas do Litoral Norte, acaba se aproximando muito de lí­deres de bairros, de entidades, de partidos polí­ticos, dentre outros. Trata-se de uma bela forma de estruturar uma candidatura. í‰ como fazer campanha sendo paga por terceiros.  

Além disto, Ní­lvia acaba aprendendo muito a parte executiva da polí­tica. Até então suas experiências eram mais de legisladora, de cobradora, de questionadora. Agora ela está conseguindo ver as responsabilidades de linha de um governo de perto. Consegue com isto ver outros lados das pessoas.  

Ní­lvia com isto pode estar preparando uma eleição onde irá competir mais com a razão e menos com o coração e o fí­gado, como na passada.

 

 

   

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E outros partidos começam a fazer encontros partidários até para comemorar a vitória de seu time de futebol. Nunca houve tantos e-mails para A FOLHA de reuniíµes partidárias. Nas fotos, parece uma competição de ver quem vai sair melhor.

   Muitos deles querem ser candidato. E as definiçíµes devem ter seus primeiros capí­tulos justamente até o final de novembro, onde polí­ticos poderão trocar de partido para buscar melhor ambiente para seus sonhos.


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