OPINIíO – O que fazer com o Ginásio da Lagoa?

27 de agosto de 2011

 

 

 

 Dilma: Melhor que a encomenda

 

   

A presidenta Dilma Rousseff tem mostrado í  que veio. Completamente diferente de seu antecessor Lula, é discreta, reta e mostra que não existe limite para sua retidão. Com todas as falcratuas descobertas em seu governo, não titubeia em trocar seja lá quem for, desde ministros até a anuência de detonar apadrinhados de caciques de partidos aliados.  

Desde o iní­cio de sua posição reta, já perdeu o apoio de um partido, o PR.   Mas o movimento da oposição tem sido quase que favorável a ela.   Não há crí­ticas í  Dilma, há sim aos partidos envolvidos nas falcratuas. Até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ficou do lado da presidente, mesmo sendo ela o í­cone do partido adversário direto do seu PSDB, o PT. E polí­ticos considerados imunes í  falcratuas como Pedro Simon também se alinham í  Dilma.  

Confesso que não esperava tudo isto na nossa presidente. Imaginava que ela poderia se render í  Lula, mas o ex-presidente praticamente sumiu do cenário, e  as noticias sobre ele são mais negativas do que positivas, pois unem sua imagem í s demissíµes por falcratuas, teoricamente herdadas por Dilma.    

Na economia, Dilma se comporta como Liberal ao extremo, deixando o mercado se auto-regular. Suas intervençíµes foram na maioria de subsí­dios, o último í  microempresários. E ainda temos somente oito meses de governo. Imagino que a presidente Dilma poderá ficar na história do Brasil caso se mantenha com esta atitude de estadista responsável e coerente.

 

   

Tarso: engessado no próprio gesso

   

Já o governo Tarso se mostra engessado. Não há verba para investimento. E a causa foi a própria vontade de seu governo de criar mais cargos e secretarias.   Alguns dizem que é para acomodar companheiros, mas eu acho que não:  foi uma postura de aparelhamento do Estado talvez maior do que a saúde monetária permitia.  

Ainda por cima, para atacar o anterior governo Yeda, o governador prometeu em campanha que daria muitas coisas, o que agora não poderá cumprir. Incrivelmente a atitude do governo Tarso está menos í  favor das demandas das corporaçíµes de funcionários do Executivo do que sua antecessora Yeda. Ele prometeu que pagaria o piso salarial dos professores, e não tem saúde para cumprir; ele diminuiu os valores de liberação de precatórios para a categoria; ele aumentou o recolhimento compulsório dos servidores e agora está em pé de guerra contra os funcionários da Educação, Segurança e Saúde, maior responsabilidade do Estado.    

Ainda acho que o Estado do RS não tem capacidade financeira para ser dono de empresas enormes como Corsan, Banrisul, dentre outras. A venda destas empresas com contratos bem feitos terceirizaria serviços que já são praticamente terceirizados e daria capital de giro para que houvesse investimentos estruturais no RS, o que falta já faz décadas, somente interrompido no governo Yeda, que se foi.

   

Um esgoto de causa

   

A ação do MP Federal contra o prefeito João Alberto que entrou em uma fase mais aguda nesta semana,  chega a ser ridí­cula se olharmos a fundamentação. O que o MP Federal busca (com razão) é que a cidade de Torres se adéqí¼e para não poluir o rio Mampituba.  

Mas o que o MP não levou em conta que existem várias outras cidades que atualmente nem água tratada possuem, muito menos captação e tratamento de esgoto.  O Passo de Torres é um exemplo, aqui no lado. Enquanto toda a orla do Rio Mampituba próxima a beira da praia possui esgoto tratado aqui na cidade, no Passo tudo é colocado in natura no rio.    

Outra constatação que o MP não quer observar é a do esforço fora do comum da administração municipal em instalar novas redes de captação de esgoto. No iní­cio do governo João Alberto, a cidade possuí­a somente 50% de captação ;  até o final do ano que vem, terá mais de 80%, o que mostra um crescimento de 30 pontos percentuais, que significa 60% de aumento de rede. E deste esgoto captado, 100% é tratado.  

A alegação da falta de uma polí­tica mais agressiva  para terminar com as ligaçíµes clandestinas é necessária, mas não dá em minha opinião fundamentação para condenação. Acho que é só um susto.  

E indaga-se, portanto: Por que o MP não está processando os outros municí­pios? Será que não existe marcação serrada aí­?

   

O que fazer com o Ginásio da Lagoa?

   

Desde a semana passada, quando o assunto na Câmara Municipal entre os pronunciamento dos vereadores se centralizou no futuro da área do atual Ginásio da Lagoa, ou seus escombros, opiniíµes saudavelmente são colocadas no ar.    

Na Câmara, a maioria dos vereadores se posicionou contra a construção da sede da prefeitura no local.   O argumento predominante: a falta de estacionamento. Já o local indicado pelos mesmos vereadores que se posicionaram contra a nova sede da administração municipal na Lagoa foi o Parque do Balonismo.  

Minha opinião é que são bons os dois lugares. A vantagem do Parque do Balonismo seria o próprio parque. Com a construção da administração municipal lá, certamente ela faria parte de um projeto maior, que deixaria toda a área com aproveitamento,  arborização e arejamento ao mesmo tempo.    

Já a vantagem na Lagoa é a proximidade do centro e dos bairros mais pobres e habitados de Torres, os da Zona Sul. í‰ que em principio a população mais pobre necessita mais ir í  prefeitura, fisicamente. Por não possui cultura média como os mais estudados e abastados, não resolvem suas coisas com o computador, pela web, através de débito em conta, de consulta on line de processos. Os menos cultos e menos endinheirados ainda necessitam comparecer pessoalmente na municipalidade para resolver seus assuntos. E mais: os mais pobres geralmente são os que mais estão incluí­dos em polí­ticas públicas sociais, outro motivo. E o mais importante: eles não possuem carro na maioria, portanto necessitam de linhas de í´nibus ou trajetos fáceis para percorrer í  pé ou de bicicleta.  

Olhando tudo isto, imagino que seria mais coerente construir a nova sede da prefeitura na área do ginásio após ser demolido. A questão do estacionamento pode ser resolvida na própria obra, que pode abrigar estacionamentos cobertos. As construçíµes atuais já estão prevendo este tipo de equipamento.

 

   

Molhes: uma prioridade para os próximos anos

   

O prefeito João Alberto, já em fase final de governo, tem focado se trabalho em duas grandes frentes de conquistas para seu último ano e meio de sua administração. A busca da viabilização financeira e polí­tica para o aumento dos molhes do Rio Mampituba e a mesma batalha de viabilização para a construção da nova entrada da cidade, chamada de Entrada Sul. As duas são importantes e vão deixar trabalho para o prefeito a seguir, mesmo fora da cadeira de prefeito. Com certeza, independente do partido e polí­tico que estiverem no poder a partir do pleito do ano que vem, João Alberto deverá se colocar í  disposição para ajudar na busca de verbas para estas duas novas frentes. E me parece que qualquer projeto de governo estará aberto í  continuidade destas duas frentes.  

A ampliação dos molhes é mais importante porque efetivamente dará um novo paradigma de Turismo para a cidade. Pessoas que gostam do Turismo Náutico começaram a vira para cá com mais assiduidade; toda a margem do rio consequentemente será fomentada para servir de estacionamento de barcos, além das possibilidades adicionais. Por exemplo: A Ilha dos Lobos ficará, com um aumento do molhe sul em 200 ou 300 metros, praticamente visí­vel í  olho nu pelos que lá forem ao se extremo. Isto efetivamente abrira o turismo de contemplação e a Ilha acabará sendo mais bem valorizada como atrativo na cidade.

   

Polí­tica em ebulição

   

O PMDB se mostra com vontade de realmente formar um frentão para o próximo pleito.   A maioria dos partidos pequenos está sendo prospectados por dirigentes do PMDB para, desde agora, trabalharem em um uma aproximação, visando um projeto de governo conjunto para a eleição de 2012.

 Restará na outra ponta duas outras frentes. O PT sozinho ou junto ao PSB e o PP, talvez alinhado ao DEM. Esta será a primeira configuração do pleito, mas quando se aproximarem as convençíµes partidárias e nomes de novos candidatos forem surgindo, o PT e o PP poderão formar outras frentes diferenciadas. Alguns partidos atualmente alinhados ao PMDB podem mudar,  e aí­ a coisa efetivamente pegará fogo. Por enquanto são acomodaçíµes, eu diria, "práticas"…              

 


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