As terapias "alternativas" apelam para o pensamento mágico, são idéias com pouco respaldo científico. A medicina tradicional é rejeitada por alguns simplesmente por ser tradicional, e não mágica.
Embora a medicina pareça í s vezes operar milagres, os milagres da medicina moderna são baseados em ciência, não em fé. Em muitos casos, no entanto, as condiçíµes de uma pessoa teriam melhorado mesmo se ela não tivesse feito nada. Mas como a melhora veio após o tratamento, acredita-se que ela tenha sido causada por ele. Em muitos dos casos, o sucesso do tratamento se deve a nada mais que o efeito placebo (sugestão psicológica). Em muitos dos casos, a cura na verdade é conseguida pela medicina tradicional praticada em conjunto com a terapia "alternativa", mas o crédito é dado í "alternativa". Além disso, muitas das chamadas curas nem mesmo são curas reais num sentido objetivo. O paciente pode ter sido diagnosticado erroneamente desde o início, logo não ocorreu nenhuma cura. Um paciente pode também relatar subjetivamente que se "sente melhor" e isso é considerado prova de que a terapia está funcionando. Os efeitos psicológicos de terapias não são, no entanto, idênticos a melhoras objetivas. Uma pessoa pode se sentir muito pior, mas estar na verdade ficando muito melhor. Reciprocamente, uma pessoa pode se sentir muito melhor, mas na verdade estar ficando muito pior. Para concluir, muitos dos defensores das terapias "alternativas" se recusam a admitir falhas.
Quando o comediante Pat Paulsen morreu enquanto recebia terapia alternativa para o câncer em Tijuana, no México, sua filha não aceitou o fato de que a terapia fosse inútil. Pelo contrário, acreditou que a única razão para seu pai ter morrido foi não ter recorrido í terapia "alternativa" mais cedo. Esse tipo de fé é comum entre os que estão desesperados e vulneráveis, traços em comum dos que procuram por terapias "alternativas. Existe um pensamento infantil da humanidade de acreditar que uma terapêutica é suficiente para curar todo o mal. Na área da psicologia, por exemplo, vemos pessoas que se entitulam psicólogos, psicoterapeutas: são charlatãs, sem ao menos terem o registro do conselho de psicologia, que estão iludindo o povo humilde, mal esclarecido, ingênuo, que numa busca desesperada precisa se iludir.
Muitas vezes usam a religião espírita para explicar os males da mente, recorrendo í vidas passadas. Penso que uma vida já é o bastante para cuidar, que dirá duas ou três… Tratam o sofrimento mental como algo místico, sobrenatural, como uma possessão de uma entidade maléfica. Muitas vezes estas práticas podem piorar o quadro do paciente, sendo muito mais enlouquecedora. Existe um apelo sensacionalista em torno disso, uma oferta de uma solução mágica, milagrosa, e que afirma que se o paciente não se curou ainda é porque não tem fé suficiente. Bem, se Deus está em tudo, se ele é o todo, então porque a ciência não pode ser encarada como um instrumento divino, de verdade, de conhecimento? í‰ claro que a ciência não pode explicar o todo, mas acredito que cada área deva se ocupar com o objeto de seu estudo. Por exemplo, a psicologia deva se ocupar com a mente enquanto a espiritualidade do espírito!
Paula Borowsky


