Agronegócio em Torres: bem atendido, mas com necessidade de criar novas frentes

28 de setembro de 2011

Cultura do arroz ainda domina a maioria dos empreendimentos locais

   

í€ pedido do vereador José Ivan Pereira (PMDB), participou da tribuna Popular da última sessão da Câmara Municipal, realizada na sexta-feira (16), o secretário do Interior e do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca de Tores José Vargas Peres. Ele foi apresentar um relatório amplo das açíµes de sua pasta em no municí­pio, companhado pelo engenheiro agrí´nomo Gerson Luiz Nardi da secretaria e do servidor da EMATER, que trabalha junto í  municipalidade na assistência técnica dos agricultores do municí­pio.

 

 Na apresentação ficou clara a importância principalmente dos trabalhos e convênios sistêmicos da municipalidade para com os homens do campo do municí­pio perante í  saúde dos negócios locais.   Mas o trabalho de planejamento e inserção dos agricultores e pecuaristas  do municí­pio na realidade do agronegócio e nas oportunidades de se adequar í s polí­ticas públicas federais e estaduais também faz parte do trabalho da secretaria. í‰ que os empreendedores das atividades agropastoris do municí­pio possuem prestaçíµes de serviços vitais para o andamento de seus negócios, fornecidas por serviços prestados pela prefeitura de Torres, como abertura de valos, construção de açudes, colheita e preparação do solo, dentre outras. E recebem dicas e assistência de serviço para se adequarem í s demandas de mercado de várias outras atividades ligadas ao campo, visando que os mesmos tenham maior produtividade em suas áreas de empreendimento agrí­cola ou pastoril.    

 

No último ano levantado pela secretaria, foram utilizadas pelos empresários camponeses torrenses 950 horas/máquina contratadas pela metade do preço através de subsí­dio definido por lei dados pela prefeitura local para eles. Foram 79 agricultores beneficiados com a construção de açudes para a irrigação ou trabalhos da atividade de piscicultura,  alem de várias limpezas de canais de água (com licenciamento ambiental). Foram 1.055 horas/máquina de trator para colheita e preparo de terras para plantio; mais 1625 horas da caçamba puxando sobras de terra de propriedades para serem utilizadas em outras que necessitavam.  O trabalho faz parte da chamada Patrulha agrí­cola, que possui kits de serviços prestados í  camponeses, que necessitam somente se inscreverem na secretaria para receber os serviços subsidiados ou gratuitos no caso d assistência técnica e consultorias diversas.

 

   

Desenvolvimento

   

Um diagnóstico realizado por técnicos da pasta do interior e agricultura da prefeitura de Torres mostra que o perfil e tamanho de terra das atividades agropastoris locais exigem com o tempo que a diversificação da produção sejam implementadas nas propriedades. í‰ que a proximidade das terras com áreas urbanas e turí­sticas irão valorizar mais as propriedades para que sejam utilizadas para venda e exploração imobiliária e turí­stica do que por rendimentos de trabalhos tradicionais das propriedades.   A secretaria, portanto, tem mostrado para os donos de terra que eles necessitam abrir suas atividades a outras produçíµes, se não quiserem definitivamente abandonar as terras. Para isto, técnicos facilitam bastante em novas análises de viabilidade ambiental e financeiras para outras produçíµes sejam implementadas pelos empreendedores do campo do municí­pio de Torres. A mediação para a comercialização é outra assistência técnica formicida pelos técnicos locais.

 

O projeto do governo federal, que obriga que escolas públicas comprem pelo menos 30% dos alimentos da merenda de produtores locais já incrementou muito a diversificação. O faturamento dos produtores torrenses com a atividade chegou a R$ 200 mil anual, dividido entre 29 agricultores, o que gera em média R$ 700,00/mês de faturamento por famí­lia, arredondando de forma linear. Um dado interessante informado pelos técnicos da área de agronegócios da cidade foi a notí­cia que os alunos das escolas de Torres já estão consumindo ovos de galinha caipira em suas merendas, muito mais nutritivos e saborosos, fruto de investimento no projeto da Merenda Escolar.

 

Ingressaram ainda via PRONAF (Programa Nacional de Financiamento) 35 milhíµes para os agricultores de Torres, que compram máquinas, equipamentos e matéria prima para suas produçíµes com juros irrisórios em relação ao mercado, subsidiados pelo governo federal. A secretaria de agricultura dá assistência técnica total para que os empreendedores do campo do municí­pio consigam adaptar sua documentação para receber os financiamentos públicos.

 

   

Feira do Produtor ainda é fraca

                                                         

Uma forma de venda mais rentável oferecida também pela prefeitura de Torres aos empresários do interior do municí­pio é a Feira do Produtor, realizada todos os sábados na cidade, próximo í  Lagoa do Violão, na Avenida do Riacho. Só que muitos produtores acabam buscando na CEASA, na capital, produtos vendidos na feira, pois ainda não são plantados na região, mas os consumidores demandam. Outro problema a ser combatido por polí­ticas públicas locais é a natural também entrada de produtores de outros municí­pios na feira. A concentração agrí­cola na produção de Arroz,  Milho Verde, Banana, Abacaxi e Fumo faz com que faltem agricultores para venderem hortifrutigranjeiros oriundos do municí­pio de Torres, o que abre espaço para produtores de cidades vizinhas como Dom Pedro de Alcântara, Mampituba, Três Cachoeiras, dentre outros.     A aposta na diversificação, que os conselhos dos técnicos da municipalidade estão propiciando na cultura de produção dos empresários agropastoris do municí­pio é a forma que a secretaria acredita que irá funcionar para diminuir a falta de oferta de locais.

 

   

Novos projetos devem diversificar produção local        

 

     

Um incremento maior í  comercialização de produtos de Estação, no veraneio, onde pontos são explorados por plantadores locais para venderem produtos como Abacaxi, banana e Milho Verde, por exemplo, (já possui 16 pontos licenciados), se trata de uma das atividades de desenvolvimento. A idéia é ampliar os itens plantados a serem comercializados. O incremento também de produtos que podem ser oferecidos e garantidos por lei para a merenda escolar local é outra frente de trabalho.  

 

A construção de um incubatório para incrementar a produção dos Marrecos de Pequim, outra atividade, já em andamento. Diga-se de Passagem, Marreco de Pequim que se trata do cartão de visita da agricultura local, pois gera mais renda aos produtores de Arroz, alem de baratear a lavoura e praticamente eliminar o uso de adubo e agrotóxicos nas plantaçíµes dos agricultores.  

 

A melhoria da qualidade do Milho Verde, através de novas sementes, que diminui a necessidade da aplicação de agrotóxico ou a utilização de semente transgênica e ataca a maior praga local da lavoura, outra frente de modernização da agricultura local.

   

Abaixo a fotografia da produção anual da agricultura do municí­pio de Torres:

 

     DADOS DE PRODUí‡íƒO DO MUNICíPIO DE TORRES SEGUNDOEMATER RS EM FEVEREIRO DE 2011.  

ARROZ “ 110 produtores “ 3020 hectares “ 450.000 sacas

BANANA “ 30 prod. “ 180 hectares “ 4.000 toneladas.

FUMO “ 40 prod. “ 150 hectares – 21.000 arrobas.

ABACAXI “ 12 prod. “ 35 hectares “ 300.000 frutos.  

MILHO VERDE “ 15 prod. “ 120 hectares “ 2.000.000 espigas.  

MARACUJí “ 43 prod. “ 71 hectares “ 200 toneladas    


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