Escola Estadual deveria ser de Torres
Não há argumentação técnica que retire o direito legítimo que a cidade de Torres possui para receber uma escola técnica federal, projeto do governo central que visa preparar os jovens para que sejam técnicos, com certeza, antes de optarem por entrar ou não em um banco universitário.
Nossa cidade í‰ A PROTAGONISTA de todo o Litoral Norte no Turismo. As outras são cidades de veraneio. A formação de pessoas para economias com este perfil é EXTREMAMENTE Tí‰CNICA, pois a atividade de turismo é de muita transpiração e pouca inspiração. A sazonalidade, o que assola todas as cidades do Litoral Norte de beira de praia, também assola muito mais nossa Torres. í‰ que uma estrutura montada para o turismo de verão acaba sofrendo muito mais durante os meses de baixa.
Arroio do Sal também merece ser olhada com carinho, mas para uma terceira escola, talvez, a seguir… A primeira foi em Osório, que sempre acaba saindo na frente pela localização e pela proximidade de outras várias cidades. A segunda deveria ser de Torres. Somente uma manobra política artificial tira a unidade daqui. Mas eu não vejo interesse nenhum de torrenses, só se for de arroiosalenses…
Escola Estadual e o Turismo
O projeto do Governo Federal é altamente providencial para o Brasil como um todo. Uma nação que esboça crescer acima da média deve ter, acima de tudo, jovens que estejam preparados para ter seus empregos já com 18 anos. Iniciam suas carreiras já trabalhando, ganhando salários dignos, e o país cresce com pessoas preparadas em todas as áreas técnico-operacionais, com mão de obra preparada.
Além disto, todos os indicadores mundiais sugerem que o trabalho real, o que se vê resultado, na ponta, na prática, no âmago de uma sociedade, será o mais bem remunerado no futuro pela simples lei de oferta X procura. Com o advento da informatização, a proliferação das redes sociais e a automação dos processos, trabalhos intelectuais serão muito mais disponíveis. E não necessitará tantos profissionais com curso superior para supri-los. O que faltará são pessoas operadoras, que farão com que efetivamente aconteçam as coisas negociadas e decididas eletronicamente. Não adianta viajar muito na maionese, se não existe gente para EXECUTAR aquilo que foi pensado e planejado…
E na atividade do Turismo é bem isto. O que se precisa é gente atendendo o turista na ponta. Se bem treinados e preparados, o mercado se obrigará a pagar altos salários para que o faturamento de hotéis, restaurantes, serviços turísticos, dentre outros, dependerá da competência justamente de quem opera na ponta. E está aí a forma de uma cidade com o perfil turístico como Torres crescer: tendo boa mão de obra na ponta, e bem remunerada, é claro…
Busca de novos turistas
O foco de Torres é trazer turistas. Trabalho operacional, de formiguinha. Se a cidade possui estrutura de serviços para receber turista todo o ano, a busca deve ser trazer turistas durante todo o ano… E não vão ser turistas Standards que irão vir para Torres, no inverno, passear na beira da praia, por melhor que seja este programa no inverno. O turista tradicional liga praia í calor e serra í frio.
O trabalho de longo prazo que está sendo prospectado pela prefeitura, de unir os Cânions com Torres, poderá com certeza ajudar tanto o turismo de verão no inverno, com pessoas que querem visitar os Cânions visitando nossa Torres em um roteiro integrado; ou o turismo de inverno no verão, com pessoas que querem freqí¼entar a praia, mas que podem em horários diferentes visitar a Serra e suas belezas, mesmo no verão.
Além disto, insisto: DEVEMOS TER UMA ESTRUTURA DE VENDA DE TURISMO DE NEGí“CIOS E Tí‰CNICO, 24 horas por dia, 365 dias por ano. Este trabalho deveria ser feito pela rede hoteleira, com apoio da prefeitura, talvez com apoio da secretaria de turismo do Estado. Um trabalho que inicia em 2012 neste sentido, vai começar a colher resultados somente em 2013, ou até em 2014 com mais força. í‰ que os eventos técnicos, de negócios, as feiras de vendas, etc., são planejados com antecedência e existem várias cidades que querem levar para ela os encontros de qualquer setor. São vários segmentos da Saúde, são vários segmentos de setores econí´micos, são vários segmentos até do setor de turismo. E TODOS, sem exceção, realizam encontros anuais, em alguns casos semestrais e em outros até trimestrais. Cabe a nós mostrarmos (e provarmos depois) que temos uma das melhores cidades para a execução destes eventos ou feiras. Dificilmente cidades médias e pequenas possuem uma rede hoteleira, um sistema viário e uma estrutura gastroní´mica como a nossa.
Fogo amigo…
A competição interna dentro do PMDB entre três candidatos a candidato í prefeitura no ano que vem começa a gerar problemas reais no partido. O vereador Tiago Souza votou a favor da derrocada técnica de um projeto de lei, onde a prefeitura pede para criar dois novos cargos de CCs. E ele votou contra seu próprio partido, pois quem perde é a administração pelo fato real que estes servidores já estão trabalhando justamente para dinamizar a burocracia que emperra o andamento das obras públicas. Quem perde, portanto, são os três candidatos do PMDB, pelas pedras no caminho que atrapalham o prefeito para que consiga executar seus projetos: o eleitor não quer nem saber de brigas internas…
A oposição caiu de boca, que nem tubarão em sangue. Trata-se de um prato cheio para seus intentos, porque é mais antigo que rascunho do primeiro testamento que qualquer oposição sempre será contra a contratação de CCs pela situação. Mesmo sabendo que lá na frente será atacada pela oposição pelas mesmas atitudes, caso vire situação. O quadro não muda, somente a posição da gangorra.
Para dar mais emoção para o pleito do ano que vem, o maior número de confusíµes coletivas dentro do PMDB geradas por rixas individuais, melhor. Cabe ao partido saber o quanto estas disputas utilizando poderes serão saudáveis para definir finalmente quem será o candidato do PMDB entre José Ivan, Pardal e Gimi.
Obras e torcida contra
A FOLHA está publicando nesta edição do jornal um levantamento feito pelo repórter Guilherme Rocha que dá um panorama geral sobre as obras na Orla e nas praças aqui na cidade de Torres. Em um contexto onde os meses de julho, agosto e setembro, há anos não eram tão chuvosos aqui na cidade como foram os passados; avaliando as dificuldades de se obter as verbas do governo federal após a entrada de uma nova presidente, que por suas vez tesourou muitos orçamentos; e avaliando a dificuldade natural (de qualquer local) de tocar obras públicas no mesmo ritmo de obras privadas, pode-se pensar positivamente e agradecer, pois as obras ficarão prontas, na maior parte delas até o veraneio.
Mas avaliando sob uma óptica oposicionista, em uma cidade que reelegeu seu prefeito com 60% de eleitores que votaram em outros candidatos, prefeito este que completará oito anos de administração no ano que vem, pode-se entender que muita gente naturalmente torce contra. Alguns por interesses diretos, pois fazem parte de pessoas que têm interesses pessoais caso mude o poder no pleito do ano que vem; outras porque votaram contra, e acabam vendo na buraqueira que a cidade se encontra uma incomodação para si, e acabam criticando a administração.
A analise serena deve levar em conta o seguinte: Todas as obras em andamento, sem exceção, estarão disponíveis para os torrenses, para os veranistas torrenses, para os turistas torrenses, até o final deste governo. Outras ainda serão iniciadas, se Deus quiser. O que isto atrapalha em nosso dia-a-dia. Nada!
Se olharmos e colocarmos na balança, será sempre bom passarmos por um período de obras quando sabemos que o resultado será compensador. E para o pleito, basta que os oposicionistas trabalhem em um conceito diferente do utilizado pela atual administração. As obras (entregues ou não) não modificam esta lógica. A menos que a oposição queira dizer que fará mais obras do que a atual. Acho difícil que o eleitor acredite…


