GESTÃO DE CRISE POLÍTICA

"Adotar o silêncio como estratégia diante de uma crise, é um erro comum entre políticos. Muitos acreditam que evitar declarações ajudará a crise a desaparecer por conta própria"

11 de janeiro de 2026
Coluna de Dani dos Santos Pereira - A FOLHA - Torres- RS

Apresento aqui uma conversa que tive com uma associação de prefeitos, mostrando erros e passos para evitar o aumento da crise, que pode ser utilizada em qualquer gestão de problemas. Para ajudar a evitá-los, descrevo quatro principais equívocos e como superá-los, e estratégias para minimizar danos e construir uma imagem mais forte durante períodos críticos.

Na política, crises podem surgir a qualquer momento e, quando mal administradas, podem comprometer carreiras, partidos e até governos inteiros. A maneira como um político lida com uma crise pode determinar seu futuro e o impacto em sua reputação. No entanto, muitos cometem erros graves que acabam agravando ainda mais a situação.

As informações a seguir são do porta República – Marketing Político

 

 

O silêncio: falta de comunicação

Adotar o silêncio como estratégia diante de uma crise, é um erro comum entre políticos. Muitos acreditam que evitar declarações ajudará a crise a desaparecer por conta própria. No entanto, a realidade é exatamente o oposto. A falta de comunicação abre espaço para especulações, boatos e interpretações distorcidas, muitas vezes piorando ainda mais o problema. O silêncio também pode enfraquecer a confiança dentro do próprio partido, deixando aliados desinformados e permitindo que opositores preencham o vazio informacional. Dessa forma, o controle da narrativa é perdido, e o político corre o risco de ser caracterizado negativamente pela mídia e pelo público.

Como evitar:

Ter uma estratégia de comunicação clara desde o início; emitir um posicionamento oficial rapidamente, mesmo que seja apenas para informar que a situação está sendo apurada; Orientar aliados e membros do partido para que sigam a mesma linha narrativa, evitando contradições e mal-entendidos; utilizar redes sociais para fornecer atualizações regulares e controlar a narrativa.

 

A mentira: o Perigo da meia-verdade

Na crise não tentar minimizar com versões distorcidas dos fatos. Alguns políticos cedem à tentação de contar meias-verdades ou até mesmo mentir para seus aliados e para a imprensa. No entanto, vivemos na era digital, onde qualquer informação pode ser facilmente verificada. A mentira pode ter um impacto devastador na credibilidade de um político. Além disso, uma vez que a confiança do público e da mídia é quebrada, é difícil reconstruí-la. Políticos que tentam enganar acabam sofrendo consequências ainda maiores quando a verdade vem à tona, o que pode prolongar a crise e gerar um dano irreparável à sua reputação.

Como evitar: Trabalhar com total transparência; deixar claro publicamente, se houver necessidade de tempo para obter informações completas; assumir a responsabilidade e apresente medidas concretas para corrigir erros; informar aliados antes que sejam informados pela mídia.

 

 

Ser impulsivo: quando a emoção toma o controle

A pressão da mídia e da opinião pública pode fazer com que políticos ajam por impulso, tomando decisões precipitadas ou reagindo com raiva. Dessa forma, isso pode resultar em declarações desastrosas, embates desnecessários e, pior ainda, alimentar ainda mais a crise. Respostas impulsivas podem parecer autênticas no momento, mas frequentemente pioram a situação, declarações inadequadas são amplamente divulgadas nas redes sociais, tornando difícil retratar-se posteriormente.

Como evitar: Não tomar decisões sob forte emoção; ouvir assessores de comunicação e estrategistas antes de emitir qualquer posicionamento; analisar os fatos para tomar uma decisão estratégica; Treinar media training para estar preparado para interações com a imprensa;

Evitar erros na gestão de crise política é essencial para manter a credibilidade e controlar a narrativa. Comunicação estratégica faz toda a diferença!

 

Informar sem comunicar: a falha no diálogo com o público

Não confunda informação com comunicação. Emitir uma nota oficial ou conceder uma entrevista não significa, necessariamente, que a mensagem foi compreendida pelo público. A falta de diálogo pode resultar em alienação dos apoiadores, que podem se sentir distantes do processo. Em tempos de crise, manter o público informado de forma clara e acessível pode ser a chave para minimizar danos e reconstruir a imagem pública.

Como evitar: Monitorar constantemente a percepção pública sobre a crise; use todos os canais de comunicação para atingir públicos distintos; tenha porta-vozes preparados para esclarecer dúvidas e reforçar a narrativa correta; realizar encontros estratégicos com aliados para garantir que a mensagem seja alinhada e fortalecida.

 

Concluindo: A gestão de crise política exige estratégia, transparência e controle emocional. Os quatro erros mencionados – silêncio, mentira, impulsividade e falta de comunicação efetiva – são responsáveis por agravar crises que poderiam ser contornadas com planejamento adequado.

Uma crise bem gerenciada pode se transformar em uma oportunidade para reforçar a imagem de liderança e competência. Construir uma estratégia sólida, manter aliados informados e agir com clareza são passos fundamentais para reverter situações adversas. Evitar esses equívocos, podem transformar uma crise em uma oportunidade para demonstrar liderança, comprometimento e resiliência. A chave está na preparação, na comunicação eficaz e na capacidade de adaptação diante dos desafios. Aprimorar estratégia de gestão de crise e evitar erros, contando com especialistas para orientar sua comunicação e posicionamento. Afinal, a reputação de um político é um ativo valioso – cuide dela com inteligência e profissionalismo!

 

 

 




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