Por Paula Borowsky
Se a gente se sentar em uma mesa de bar com os amigos e o assunto de pequenas manias surgir, logo veremos que quase todo mundo tem ou já teve uma maniazinha. E isso costuma ser mtovio de risos e brincadeiras, já que esas pequenas esquisitices que quase todos têm, ou já tiveram, não lhes causam nenhum prejuízo.Grande parte das crianças passa por uma fase em que tem lá suas manias e pequenos rituais para dar sorte ou evitar azares. Quando nos lembramos disso, damos até boas risadas.
O fato de esse acontecimento ser tão frequente nas crianças em geral (como o medo do escuro) nos faz pensar que atravessar um momento de ritualizaçíµezinhas seja algo característico do ser humano. Talve seja um período de treino pelo qual devemos passar para desenvolver nosso sistema de detecção de erros e previsão de riscos. Portanto, longe de nos assustármos com isso e imaginarmos que temos alguma obsessão, devemos pensar que temos essa função mental em bom funcionamento e equilíbrada. Nunca é demais lembrar que no transtorno obsessivo, os rituias e obsessíµes estão fora de controle, a ponto de trazer prejuízos í vida da pessoa, fazê-la perder horas por dia e acabar vivendo em função da doença. Neste sentido existe uma diferença entre manias e transtorno obsessivo.
As superstiçíµes, por exemplo, poderiam ser nossas pequenas manias reforçadas pela cultura. í‰ um tal de bater Três vezes namadeira, fugir de gato preto, não passar debaixo de escada e assim por diante. Podemos ver ainda que a cultura popular das simpatias está carregada de significados numéricos e ritualísticos, como recitar três vezes determinada reza em nove luas cheias seguidas para conseguir realizar determinado desejo, e por ai vai. í‰ como se tivéssemos necessidades disso, e talvez seja, realmente, uma tendência nossa.


