Seringueira arrancada & Cultura da cidade de Torres.

14 de novembro de 2011

 

 

 

 

Fausto Jr.

 

 

Seringueira e a nossa Cultura

 

 

 

 

Estão derrubando a Seringueira quase centenária da Avenida Silva Jardim, defronte í  CEEE. Já foi licenciada pelas autoridades municipais e problemas técnicos de segurança no subsolo (rede de esgoto) são as justificativas. Uma pena, embora tecnicamente justificado, pelo menos ambientalmente, porque a árvore é exótica e agressiva.

 

Mas e a Cultura local?   Como fica a lembrança dos torrenses que possuem em seu legado psicológico de ví­nculo com a cidade, várias passagens pela seringueira frondosa, com a largura de uma pequena edificação, que serviu de sombra ou de referencia para muitos encontros, de trabalho, de amor, de amizade, de lutas?

 

A perda é dupla pelo fato da cidade ter em suas ruas poucas árvores frondosas, pouca sombra, pouco verde. Mas a perda maior é a da referencia cultural que a seringueira dava, tanto aos moradores quanto aos veranistas e turistas que aqui estiveram. Uma perda, portanto, de parte da história de Torres.

 

í‰ romântico demais pra mim, querer manter o que de certa forma está superado. Não se pode brecar o conforto dos seres com demandas pouco palpáveis, de fundamentação subjetiva, de misturas de gostos pessoais com buscas saudáveis de coletividade.  Mas a história de um lugar não é romantismo, principalmente um lugar turí­stico como Torres. A história preservada dá autoridade, segurança, provas cabais de caracterí­sticas da identidade das cidades. A história de um lugar, além de mostrar legados culturais passados, propicia que novas pessoas que aqui venham possam se apaixonar mais por nossa Torres. Apaixonam-se pelo futuro e se apaixonam pelo passado ao ver preservado ao menos parte de sua caracterí­stica e identificar afinidades com ela.

 

Ser romântico não está na moda, definitivamente.   Não está na moda e muito menos preocupa os moradores de qualquer cidade, porque este ataque sistêmico ao patrimí´nio histórico é, por todo o mundo, uma luta eterna, que só é brecada com o tombamento formal de qualquer coisa.

 

 E a já saudosa Seringueira da Silva jardim poderia ter sido tombada. Se tombada fosse, não teria argumento técnico que brecasse sua preservação como parte da história de Torres.   Não seria por ser exótica que poderí­amos perder este referencial; não seria por estar estragando a rede de esgoto que a derrubarí­amos: que se arrume o esgoto…

 Uma perda, pra mim triste: digna dos novos tempos.      

 

 

Discurso diferente da prática

   

* Texto retirado da coluna do jornalista de Polí­bio Braga de quinta passada

   

*Oposição tripudia e denuncia a bancada do PT como a nova bancada "pós neoliberal"

 

A oposição tripudiou sobre os Deputados do PT, PCdoB, PSB e PDT na Assembleia do RS, que nem quiseram discutir as propostas aprovadas nesta quarta-feira com modificaçíµes no Fundopem.

 

 "Saúdo os pós neoliberais do PT, que assumiram a polí­tica de incentivos fiscais apoiada pelos ex-governadores Simon, Brito, Rigotto e Yeda, concedendo agora ainda mais renúncias, inclusive subsidiando juros", debochou da tribuna o Deputado Marco Alba, PMDB.

   O lí­der do PMDB, Deputado Giovani Feltes, ficou surpreso com a subordinação bovina dos Deputados da base aliada, que não apenas não querem discutir nada, como além disto não admitem que a oposição discuta qualquer coisa. O que disse o deputado ao editor:

– Como eles possuem 32 dos 23 Deputados, querem votar tudo na correria e ir embora.

 

 Ao contrário do que faziam em governos anteriores, quando os governadores tinham que fazer concessíµes a todo momento (Dilma faz o mesmo), Tarso Genro conseguiu impor o centralismo democrático e todos os deputados da base só fazem o que ele quer – sem discussão.*

 

 

     

PMDB é o mais preparado pra 2012 em Torres

   

Na quarta-feira participei da inauguração da nova sede do PMDB de Torres. O presidente da sigla, Aristeu Moreira, conseguiu levar í  cerimí´nia de inauguração da sala que abrigará o partido no dia-a-dia aqui em Torres,  lideres de todos os partidos aliados: os que já estavam antes e os que se alinharam nos últimos meses. Estavam lá representantes do PTB, PPS, PV, PSDB, PRB e PC do B.

 

Mas não é nem a abertura de um ambiente fí­sico, nem o apoio dos coligados que deixa o PMDB o partido atualmente mais bem preparado para o pleito de 2012. Nem a facilidade de captação de recursos através dos CCs e de empresários já parceiros há anos da cúpula do partido. í‰ que o prefeito João Alberto sabe muito bem se aproximar das siglas e deixá-las comprometidas. Não é somente dando cargos; trata-se de enxergar pessoas e ideais mais próximos do projeto de governo atual, projeto este que deverá ter sua continuidade no futuro com o Plano de Governo que fará parte da campanha do peemedebista que concorrer na eleição do ano que vem, seja ele Gimi, Pardal ou Zé Ivan.

 

Além disto, as duas outras forças já assumidas na cidade não têm mostrado muita organização, ainda, é claro. O PT ainda cuida de governar para o Estado, e tem tido pouca competência de mostrar seus atos na região e na cidade. Somente a vereadora Lú tem conseguido participar com visibilidade em atos cotidianos de Torres. A pré-candidata Ní­lvia ainda não conseguiu apoio do Estado do RS para que suas atividades executivas na região possam repercutir. Não existe sequer uma assessoria de imprensa contratada pelo PT para disparar releases sobre seus atos na cidade & região.

 

O PP está mais fragilizado ainda. Não conseguiu efetivamente se organizar para criar um corpo em cima de uma ideia nova ou uma oposição organizada, baseada em crí­ticas í  ideais ou í   estilos. Os progressistas de Torres na fase pré- eleitoral importante que foi o segundo semestre deste ano, pois foi o perí­odo de filiaçíµes de novos nomes, somente conseguiram faturar em cima da  entrada do empresário Nasser Samhan. Nada mais. .. E é outro partido que está com dificuldades estaduais para conseguir apoio operacional na ponta, nem que seja para a contratação de jornalistas para produzirem matérias sobre suas empreitadas por aqui e pelo Estado.

 

Portanto, o PMDB vai fechar 2011 muito mais preparado para a eleição do ano que vem. No dia 15, próxima terça, encerra seu ano com uma grande festa lá na Vila São João. Para outro partido buscar apoios de outras siglas em Torres será difí­cil, principalmente se OS DISCURSOS ficarem como estão.

 

 

   

Panorama eleitoral

   

Ainda acho que o pleito de 2012 terá quatro frentes fortes. Uma com o PMDB, outra com o PT, outra com o PP e outra com uma nova possibilidade que para mim é quase que obrigatória que surja. Esta quarta via pode ser fruto de uma nova tentativa do ex-prefeito Cezar Cafrune voltando í  polí­tica, como pode ser parte de uma nova formatação que consiga, através de um nome novo, receber as ansiedades de várias lideranças de várias outras frentes de pensamento na cidade.

 

Esta nova frente deverá ter ideais mais progressistas e menos socialistas pelo perfil das pessoas que eu encontro e vejo em seus semblantes a vontade de conseguir botar em prática suas idéias e seus estilos. Portanto, não será uma frente socialista. Estes partidos mais de esquerda deverão se aliar ou ao PMDB ou a PT.  E a frente nova deverá ser mais ao estilo Pepista.

 

Mas mesmo com ela ( a nova frente),  acho difí­cil que as outras três forças abram mão de estarem com cabeça de chapa. Somente será resolvido na última hora, por simples falta de dinheiro para a campanha por parte do PP, pois o PMDB e o PT não sofrerão desta mazela. E ai que se verá se teremos quatro frentes no jogo do poder ou acabaremos com três, com apoio do PP í  quarta via ou com apoio da quarta via ao PP. Cobrem-me.  

         


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