A última sessão da Câmara de Vereadores de Torres, que aconteceu extraordinariamente na ultima quarta-feira (16), por conta do ponto facultativo decretado pela casa na segunda-feira (14), acabou sendo protagonista de vários discursos de vereadores em seus espaços na Tribuna que focaram em ataques generalizados ao Governo Tarso Genro e ao governo Dilma. A única representante do PT na casa legislativa torrense, Vereadora Lú, teve de tomar partido para defender sua sigla e pedir vários a partes durante as manifestaçíµes, já que não possuía no dia espaço de tribuna.
Saudades de Yeda Crusius
O vereador Rogerinho (PP) citou o aumento dos índices de criminalidade em alguns setores no Estado em relação í 2010 e acabou desabafando: Já começo a sentir saudades da governadora Yeda. Rogerinho se lembrou da falta de critério do governo que, conforme ele não está dando bola para os itens fundamentais em seu governo como Saúde, Educação e Segurança, mas insiste em contratar CCs de apadrinhamento com salários todos acima de R$ 5 mil, deixando a segurança pública e suas políticas (por exemplo, de contenção do aumento do tráfico de Crack), de lado. A vereadora Lu pediu a parte e disse que na próxima semana provará que, conforme ela, o vereador está enganado. Mesmo assim, Rogerinho confirmou as criticas e disse que não ficaria brabo se as criticas fossem á um governo onde participa.
O vereador Tenora (PP) também criticou o governo do RS. Ele fez um paralelo com o salário mínimo dos soldados da Brigada Militar do Distrito Federal, que ganham R$ 4,2 mil de base, quando aqui no RS, além dos salários baixíssimos, sequer os Salva-Vidas recebem suas diárias de direito para trabalharem finais de semana e feriados de plantão defronte aos banhistas, evitando muitas mortes.
E nossa categoria votou em Tarso pela promessa de aplicar a PEC 300 (piso para a segurança pública) quando em campanha e como Ministro, e agora estamos nos sentidos enganados, disse Tenora.
Ataque partidário
O vereador Gimi (PMDB) foi mais enfático. Ele criticou toda a filosofia de empreguismo do PT no governo do RS. Gimi lembrou os 500 CCs que, conforme ele, foram empurrados e aprovados na assembléia com maioria do governo, logo no início da administração Tarso, ainda em janeiro, onde existem vários salários entre os contratados pelo governador de até R$ 23 mil. Gimi também aproveitou as críticas da oposição í s obras do governo João Alberto na cidade para lembrar que a culpa dos atrasos é da falta de pagamento por parte do governo federal de sua parte, não cumprindo o convênio.
Vamos, se precisar, chamar os empreiteiros para depor aqui na Câmara e confirmar que e a Caixa Federal, em nome do governo, que está atrasando os pagamentos, afirmou Gimi. Acho que esta estória do PAC pode ter sido somente para eleger Dilma, porque o problema está inserido no Brasil inteiro e muitas pequenas empresas estão quebrando por falta de repasses do governo federal, encerrou.


