Desleixo

29 de novembro de 2011

Maria Helena Tomé Gonçalves    

                     

            Como pretendemos ser uma cidade turí­stica, ou mesmo um balneário regional   ou até mesmo local, se a aparência, se o visual da nossa cidade como um todo e, em especial, em seus recantos mais   pitorescos, í s vésperas da temporada de verão, se apresenta no mais completo desleixo? Estamos há menos de trinta dias da tradicional abertura da alta temporada que ocorre tradicionalmente em meados de dezembro e a cidade é um verdadeiro caos, com obras espalhadas e inacabadas para todos os lados numa total falta de previsibilidade de realização e conclusão das mesmas.

 

                      Nossa cidade é a nossa casa maior, é o lugar onde vivemos, muito mais significativo quando esse lugar foi uma escolha nossa, uma opção de vida do que quando aqui nascemos e estamos por falta de oportunidade para partirmos. Essa consciência de que estou aqui porque quero estar, porque aqui cravei minhas raí­zes e daqui não quero sair, produz um profundo sentimento de responsabilidade com aquilo que adotamos. í‰ como o filho adotivo que é assumido como alguém nosso e de nossa integral responsabilidade. Por isso sinto tanto essa balbúrdia em que a nossa administração mergulhou a cidade. Claro que queremos melhorias, que queremos obras (mesmo que um tanto equivocadas como o método de cortar árvores exóticas das praças e ruas e deixar mais deserto o que já tem pouca vegetação), mas queremos obras com iní­cio, meio e fim. Queremos obras começadas, realizadas e concluí­das antes do perí­odo de veraneio.

 

                        í‰ evidente que queremos obras novas, mas também queremos obras de manutenção. Até hoje não entendemos muito bem porque o atual Prefeito quando assumiu o cargo na sua primeira gestão, dispensou a Associação Comercial, Industrial e de Serviços Praça XV de Novembro, criada com o objetivo de revitalizar e manter a Praça e rompeu unilateralmente um contrato formal de adoção para deixar o espaço rotineiramente sem cuidados de manutenção. Estamos cada vez mais inquietos e insatisfeitos porque todo o trabalho de construção, captação de recursos e criação de um espaço estiloso e bonito está sendo jogado fora. A Praça XV encontra-se depauperada, vergonhosamente está sendo demolida aos poucos pelos deseducados jovens que teimam em usar seus skates onde não devem, com a aquiescência do poder público. Estamos exigindo respostas imediatas de recuperação daquilo que foi feito com tanto amor e empenho. Estamos cobrando publicamente o retorno ao projeto original da Praça XV com o nosso direito de cidadãos, de eleitores, de comerciantes e prestadores de serviços, de proprietários de imóveis do entorno da Praça que contribuí­mos com o pagamento de impostos que devem ser usados tão somente para o bem comum.   A isso tudo chamamos de desleixo público, incontestável desleixo público.


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