OPINIÃO – Oposição Coerente em Torres (e o papel da Fiscalização)

Coluna de Dani dos Santos Pereira em A Folha- Torres - RS

23 de fevereiro de 2026
Dani dos Santos Pereira

Em tempos de gestão municipal com base sólida, o papel da oposição na Câmara Municipal torna-se ainda mais essencial para a democracia. Oposição não é sinônimo de obstáculo, mas de equilíbrio. A fiscalização vigilante dos atos do Executivo, a cobrança por transparência e a qualificação dos projetos em tramitação são as verdadeiras ferramentas de um mandato comprometido com a cidade, garantindo que o dinheiro público seja aplicado com eficiência e ética.

 

COBRANÇA DE RESULTADOS – É hora de cobrar coerência da oposição na Casa Legislativa de Torres. Após um período de discursos acalorados, a população espera mais do que apenas ‘trocas de farpas’ ou pautas ideológicas. O momento exige uma oposição propositiva, capaz de apontar as falhas técnicas da administração sem abdicar do diálogo. A cidade não ganha com o silêncio, nem com a obstrução cega; ela ganha com fiscalização firme e soluções reais.

 

OPOSIÇÃO PROPOSITIVA E EQUILÍBRIO DEMOCRÁTICO A oposição desempenha seu melhor papel quando atua como a voz da minoria e como fiscal da maioria. Um mandato de oposição responsável não busca apenas o erro, mas o aprimoramento. Aos vereadores que se colocam contra o atual governo municipal, cabe o desafio de, mais do que barrar, construir alternativas, apresentar emendas técnicas e garantir que as demandas dos bairros menos assistidos não sejam esquecidas pela prefeitura.

Uma democracia saudável não se faz apenas com quem governa, mas, sobretudo, com quem fiscaliza. O papel da oposição na Câmara Municipal vai além do ‘ser contra’; trata-se de garantir que o dinheiro público seja aplicado com transparência e que todas as vozes da cidade sejam ouvidas. Quando a oposição atua com seriedade e apresenta propostas alternativas, ela obriga o governo a ser mais eficiente. Fiscalizar não é atrapalhar a cidade, é proteger o cidadão.

A cidade espera mais de seus vereadores de oposição do que apenas discursos inflamados nas redes sociais. Ser oposição exige estudo, presença nas comissões e coragem para apontar falhas no Plano Diretor ou na gestão da saúde. A crítica vazia, por pura birra política, empobrece o debate. Precisamos de uma bancada que não apenas diga ‘não’, mas que mostre caminhos melhores para os desafios que enfrentamos diariamente.”

 

RADAR DA CIDADE – Olho no Legislativo: A bancada de oposição tem intensificado a fiscalização sobre os gastos do Executivo. Embora essencial para a transparência, o desafio agora é transformar a crítica em projetos de lei que atendam às necessidades imediatas dos bairros periféricos. O papel de ‘guardião da sociedade’ exige equilíbrio entre o rigor fiscalizador e a cooperação pelo bem comum.

Ainda tem político que posa de ‘pop star’, fazendo vídeos para aparecer, adora um microfone e uma plateia para fazer discurso ensaiado, posar para fotos e tentar capitalizar aplausos. O problema é que esse roteiro já não convence como antes. A sociedade está mais atenta e menos tolerante com promessas vazias e aparições estratégicas. O momento exige postura, coerência e entrega de resultados — não performance.

Hoje, definitivamente, é menos palco e mais trabalho.

 




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