IDENTIFIQUE QUANDO UMA PESSOA ESTí SOFRENDO UM AVC.

11 de dezembro de 2011

POR: Antoniela Vieira – nutricionista – Torres – RS  

 

Pesquisadores anunciaram a descoberta de dois sintomas adicionais que podem indicar que uma pessoa está sofrendo um derrame, ou AVC (Acidente Vascular Cerebral).

 

Até agora, os médicos recomendavam a observação de três sintomas: fraqueza facial, fraqueza nos braços e problemas de fala. Com o novo estudo Ross Naylor e seus colegas da Universidade de Leicester, no Reino Unido, demonstraram que fraqueza nas pernas e perda de visão podem ser também prenúncio de um derrame.

 

O primeiro indicador de um derrame iminente é a fraqueza facial, quando a pessoa pode não conseguir sorrir ou apresentar caimento em um dos olhos ou no canto da boca. Já a fraqueza nos braços pode ser aferida pedindo-se que a pessoa levante os dois braços simultaneamente e observando se ambos sobem no mesmo ritmo e í  mesma altura. Os problemas na fala também podem vir na forma de uma incapacidade de entender o que outras pessoas estão falando. Deve-se prestar atenção também no surgimento repentino de fraqueza nas pernas, eventualmente com alteraçíµes no ritmo do andar, e um turvamento repentino da visão.

 

A rápida identificação do problema e conseqí¼ente rápido atendimento ao AVC, especialmente em caso agudo, faz com que definitivamente as taxas de mortalidade caiam. Qualquer minuto perdido significa perda de tecido cerebral. A terapia com trombolí­ticos, como o rtPA, pode fazer a grande diferença entre carregar para sempre as seqí¼elas graves de um derrame e manter a qualidade de vida após a doença.

 

A OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que mais de 5 milhíµes de pessoas morrem a cada ano por causa do AVC. No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, os acidentes cardiovasculares são a principal causa de morte, responsáveis por 30% de todos os óbitos registrados no Paí­s.

Mesmo os pacientes que sobreviveram a um Acidente Vascular Cerebral correm riscos, pois 70% não retornam ao trabalho, 50% morrem no primeiro ano após o AVC, 30% necessitam de auxí­lio para caminhar, 20% ficam com seqí¼elas graves e incapacitante.

 

 Uma alimentação adequada aliada aos exames regulares, exercí­cios fí­sicos e diminuição do estresse possibilita a prevenção do AVC. Doenças já existentes como hipertensão, diabete, obesidade e problemas cardí­acos bem como fumo, são considerados fatores de risco. O paciente de risco que faz um acompanhamento médico certamente vai evitar problemas no futuro. Ainda vale a máxima de que prevenir é melhor que remediar.


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