EDITORIAL – Liberdade ou Socialismo?

31 de dezembro de 2011

No final de ano é inteligente que façamos uma avaliação de fundo sobre nossas certezas, dúvidas e atitudes. Vivemos em um ambiente de grupo e não temos a chance de fugirmos desta realidade, por mais que alguns ainda tentem. E por vivermos em forma de coletividade, deveriam estar claro nossos valores em relação ao rumo que os caminhos que o tratamento coletivo dado pelas autoridades públicas federais, estaduais e municipais estão nos levando.

 

 Qualquer Ser Humano, no fundo de sua alma, acredita piamente que somente uma via deve funcionar no que diz respeito í  coisa pública, í s decisíµes que envolvem as comunidades.   Um é o da busca de liberdade individual de cada um como conceito central de qualquer polí­tica pública. O outro leva como tema central a igualdade de posse, de valores. Este último é chamado de socialismo.   A grande diferença conceitual destes dois imensos caminhos é o peso do Estado como um todo em nossas vidas. No liberalismo como forma de receita de vida, o Estado tende a entrar pouco nas casas dos cidadãos. Concentra suas polí­ticas públicas em açíµes de benefí­cios coletivos estruturais, por exemplo, em melhorias do sistema viário, do sistema de escoamento de mercadorias e pessoas pelo paí­s, Estado ou cidade, de melhorias no atendimento da saúde coletiva, Educação coletiva, segurança coletiva, dentre outras similares. Já no chamado socialismo, o Estado entra na intimidade dos cidadãos. Força suas polí­ticas publicas para tentar aproximar a população mais pobre dos mais ricos, mas em contrapartida entra em nossas casas através de leis que restringem nossas atitudes dentro de nossos lares, por exemplo, legislando sobre a palmadinha, dando bolsas em dinheiro em troca de comportamento de nossas crianças, etc.

 

Em todos os casos vemos diferenças gritantes entre paí­ses liberais ou socialistas. A maior dela é a modernidade da estrutura coletiva dos liberais em ralação do atraso da mesma estrutura nos paí­ses que implantam o socialismo como método de trabalho. Em prol dos socialistas, assistimos pouco preconceito entre as pessoas das naçíµes que o colocam como Norte, pois as diferenças de rendimentos tendem a ser menores, mesmo com muitas injustiças sociais, que inibem que os mais esforçados e trabalhadores ganhem mais que os preguiçosos, o que seria justo.

 

Um exemplo clássico de polí­tica liberal pura é o utilizado na Inglaterra. Lá a liberdade é o vagão propulsor das motivaçíµes individuais e é respeitada como uma coisa sagrada.   Na Inglaterra assistimos pessoas abastadas e felizes como assistimos pessoas pobres também felizes, pois não trocam sua liberdade  de ir e vir por nenhum favor governamental. As ajudas são dadas í queles que praticamente desistem. E o paí­s é modelo de vencedor no contexto mundial.

 

Já em Cuba é o contrário. Assistimos pessoas usufruindo do mí­nimo de necessidade para viver, muitas delas felizes com isto, mas estando em uma nação aonde a modernidade ainda não chegou. Além disto, os moradores da ilha são obrigados e darem satisfação de tudo o que fazem. E é por isso que muitos lá não são felizes. Diferente da Inglaterra, que atende diretamente somente í queles que desistem de competir com seus pares, em Cuba o Estado atende a todos, mesmo que eles não queiram.    E o paí­s é modelo de retardo.   Lá não chegou nada que os viventes planetários podem usufruir, se quiserem ou não. E em cuba, a situação é tão dramática por conta do socialismo radical implantado lá há 40 anos, que o Estado já dá mostras de caminhar no sentido inverso, assim como caminha a China, por exemplo.

 

No Brasil estamos assistindo há 10 anos uma troca de rumo de nosso caminho. Passamos de um sistema liberal da época de Fernando Henrique Cardoso para um sistema com DNA de Socialista.  O Estado, em todos os ní­veis, tem entrado muito mais em nossas casas, seja através de auxí­lio direto do governo com as bolsas dadas de forma generalizada para os que necessitam, seja através da entrada de algumas leis que regem nosso dia-a-dia de nossos lares, mesmo que sutilmente, mas insistentemente,  e  principalmente pelo exorbitante aumento do tamanho do Estado. Aumento do tamanho em todos os sentidos, por quantidade de servidores, ministérios, secretarias etc., e por aumento de salários, principalmente das cúpulas dos três poderes constituí­dos. Um sintoma claro e palpável disto é a visí­vel e exagerada vantagem que um jovem de hoje em dia constata ao optar pela carreira pública, muito mais bem remunerada e estável. Ou seja: em uma nação em desenvolvimento, o norte dado aos jovens é o de se alinhar ao serviço público burocrático e serem prestadores de serviços bem pagos ao invés de optarem por entrar na competição privada, fomentando o aumento da produção e a consequente escalada do emprego e da renda produtiva. O Estado chama os expoentes da população para se unirem a ele. í‰ um sintoma.

 

 E é por isto que no final de um ano onde o Brasil se coloca de forma crescente no contexto mundial, com ganhos visí­veis sociais, se faz necessário que nós cidadãos avaliemos se é este o caminho que acreditamos como o melhor para trilharmos. í‰ claro que existe um caminho do meio, geralmente utilizado pela maioria das naçíµes. Mas sendo do meio ele deverá sempre estar um pouco mais para a liberdade ou para o socialismo. Feliz ano novo.    


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