A Vereadora Carla Daitx (PP) reclamou na tribuna da Câmara de Torres que foi taxada de transfóbica quando, para ela, só fez a defesa pública do direito das mulheres de lutar por suas legítimas representações no cenário social e político do Brasi, o que faz em sua participação na política regional (e de forma coerente com sua linha de pensamento). A questão é pela rebeldia de algumas correntes idealistas contra a escolha da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, em março, escolha pela qual Carla se posicionou contra. Disse que respeita a trajetória da deputada Érica (identificada como mulher trans e travesti), mas não concorda de sua escolha para representar as mulheres no Congresso Nacional em movimento de gênero. E que “qualquer identidade de gênero é legítima”, mas a representatividade ao gênero não é a melhor forma de ser feita por uma mulher transgênica.
Sobre o mesmo assunto, também na tribuna da câmara torrense, o vereador Moises Trisch (PT) opinou acerca do posicionamento de Carla, afirmando que para ele existe legalidade para o exercício da representatividade da deputada na comissão temática. A seguir, sugeriu que, em ano eleitoral, “questões de identidade de gênero não sejam pinçadas para escadas e na busca de votos e engajamento de pessoas com preconceito”.
Opinião – Acho que se trata de um debate entre dois vereadores, que enfocaram o assunto com educação, embora tenham visões ideológicas diferentes. Não radicalmente diferentes, mas diferentes…. Penso que o ano eleitoral é, sim, o ano que se usa questões ideológicas para a conquista de votos. O que fez a deputada Érica para se eleger e o que está fazendo Carla para se projetar no cenário qualitativo da política da qual poderá participar do pleito.
