Metade dos pacientes que fazem tratamentos para doenças crí´nicas, como diabetes e doenças cardíacas, não tomam seus medicamentos corretamente. Em particular, os pacientes idosos podem precisar tomar cinco ou mais comprimidos por vez, três vezes ao dia, e o uso incorreto das medicaçíµes prescritas significa que não estão recebendo os benefícios de maneira integral e que a doença pode evoluir numa escala mais acelerada.
Para solucionar este problema, a empresa Proteus Biomedical, dos Estados Unidos, anunciou o início da comercialização do seu novo produto, as pílulas inteligentes. O que diferencia este sistema das cápsulas comuns é que ele contém um chip capaz de monitorar o uso do medicamento e outros indicadores da saúde do paciente.
Veja abaixo como o sistema funciona:
A pílula inteligente, também chamada de Helius, possui sensores que são fabricados no mesmo processo que as cápsulas, no interior das quais vai o medicamento propriamente dito. Os sensores a bordo dos comprimidos inteligentes são ativados pelo ácido estomacal e o sinal digital é detectado por um pequeno receptor externo, que é colado sobre a pele do paciente, como se fosse um curativo. Assim, as informaçíµes como data e horário que a medicação foi administrada são transmitidas para o telefone celular do paciente. Além destes dados, o receptor que é colocado sobre a pele também pode funcionar como um sensor adicional, monitorando os batimentos cardíacos, a respiração e a temperatura corporal.
O produto foi testado em várias áreas terapêuticas, como: tuberculose, saúde mental, problemas cardíacos, hipertensão e diabetes. A comercialização do produto iniciará pelo Reino Unido, em setembro deste ano.
Antoniela Vieira


