Fé e comunidade marcam encontro em celebração aos 200 anos da Imigração Alemã no Litoral Norte

Encontro, promovido dia 18/07 em Dom Pedro de Alcântara, reuniu comunidade e autoridades para celebrar a história, a cultura e o legado da imigração alemã na região

21 de julho de 2026

Na tarde deste sábado (18 de julho), o Salão Paroquial Nossa Senhora do Amparo, em Dom Pedro de Alcântara, recebeu um encontro especial em celebração aos 200 anos da Imigração Alemã no Litoral Norte Gaúcho (1826–2026). Promovido pela Sicredi Caminho das Águas, com o tema “Fé, Trabalho e Comunidade”, o evento reuniu autoridades, representantes de entidades e munícipes para um momento de reflexão e valorização da história, da cultura e do legado deixado pelos imigrantes alemães na região.

A programação contou com um painel especial com a participação de Betinho Klein, ator, diretor, produtor e humorista gaúcho, conhecido pela criação e interpretação da personagem Herta; Rodrigo Trespach, historiador e responsável pela curadoria do projeto; e mediação de Rodrigo Steffen, jornalista e diretor da Vale TV.

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Durante o encontro, o presidente da Cooperativa Sicredi Caminho das Águas RS, Álvaro Link, e o diretor executivo do Sicredi, Tiago Rocha, anunciaram, no palco, a doação de um chimarródromo ao Município de Dom Pedro de Alcântara. O anúncio foi feito ao prefeito Alexandre Model Evaldt e à chefe do Departamento de Cultura, Roberta Webber, que representaram o Município no momento.

A iniciativa integrou o início das ações comemorativas do Bicentenário da Imigração Alemã no Litoral Norte e antecedeu a abertura oficial da 8ª Festa dos Agricultores, realizada neste fim de semana. O momento também reforçou a importância da cooperação entre instituições e da participação da comunidade na preservação da memória, da cultura e da identidade regional.

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Um pouco sobre os 200 anos da imigração alemã na região

No livro “1824”, historiador Rodrigo Trespach narra a construção da comunidade teuto-brasileira e da imigração alemã no Rio Grande do Sul. O livro é um mergulho na imigração germânica no Primeiro Reinado – entre o período de 1822 e 1831. Durante nove anos, mais de cinco mil alemães desembarcaram no Faxinal do Courita, porção de terra próxima ao Rio dos Sinos, nos arredores de Porto Alegre. O pequeno povoado instalado em São Leopoldo tornou-se exemplo de sucesso da política de colonização do governo imperial e, por dois séculos, os germânicos se espalharam pelo RS (incluindo a região de Torres) e se adaptaram os costumes europeus à cultura brasileira: hoje, o país soma mais de cinco milhões descendentes de alemães.

Ainda conforme Trespach, no dia 17 de novembro de 1826 , as primeiras carretas com os pouco mais de quatrocentos imigrantes alemães chegaram a Torres, para dar início às duas colônias alemãs do Litoral Norte gaúcho (Três Forquilhas, com os protestantes, e D. Pedro de Alcântara, com os católicos). O projeto visava criar colônias agrícolas e desenvolver a região, integrando imigrantes como mão de obra livre e fortalecendo as fronteiras da província. As colônias sofreram com o isolamento geográfico, mas foram fundamentais para a formação histórica e cultural de municípios da região (como a própria Dom Pedro de Alcântara, Três Forquilhas e arredores).

FOTO – evento fez parte da programação da Festa dos Agricultores de Dom Pedro de Alcântara

 

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Publicado em: Cultura






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